My Jane Austen Book Club

Eu conheço a Maria Grazia há mais de um ano, mas acabei descobrindo que nunca indiquei seu blog sobre Jane Austen aqui no blog da JASBRA! Mi dispiace Maria!
Maria é uma professora de Inglês que mora em uma cidadezinha há 50 minutos de Roma. Isso mesmo! Maria é italiana! Como estou cada vez mais, estreitando os laços com a Itália (minha cidadania está para sair), acaba que por coincidência ou não, estou conhecendo cada vez mais fãs de Jane Austen na Itália.
Bem, vamos ao que interessa! O blog de Maria se chama My Jane Austen Book Club, está escrito em inglês! Acesse aqui o blog My Jane Austen Club.
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O oponente: amor e posse em Jane Austen

Ontem eu descobri um blog interessantíssimo que vale à pena indicar: Na linha, escrito por Márcia Caetano. Como a própria Márcia disse, é um blog para quem gosta de literatura, cinema e música.
Márcia faz uma análise sobre amor e posse na obra de Austen. Segundo Márcia, sua intenção é falar:

“Não apenas o rival amoroso, mas aquele que precisa (?) ser mais: o inimigo da própria alma, aquele que costuma dar pimenta à história, render páginas e páginas a mais e tirar o sono do protagonista mais sóbrio, em suma, o canalha necessário.São aqueles que aparecem sutilmente quando o livro está andando, quase que imperceptivelmente e tomam conta da trama. São os excelentes e bem elaborados oponentes de Jane Austen. Sem eles, muitos livros da autora – senão todos – correriam o risco de ficar em um embate entre os sexos.”

Abaixo os posts escritos por Márcia. Clique em cada um dos links abaixo, pois eu só apresento um parágrafo resumindo de cada post.
William Elliot (Tobias Menzes) X Capitão Wentworth (Rupert Penry-Jones)

“A entrada estratégica e fundamental de William Elliot na história irá marcar uma reviravolta, não apenas no jeito que Wentworth age em relação à Anne, mas também como ela própria passa a mostrar um caráter mais decidido, afinal, ela está “insuflada” não apenas pelo vento, mas pela admiração deste que se julga ser um cavalheiro qualquer.”

“Em resumo, a função de William Elliot em Persuasão é bem clara: aproximar velozmente Anne de Frederick. Este, ao vê-la praticamente perdida nos braços do primo, revive todo o amor do passado. Ela, ao receber uma atenção especial do primo e voltar a ter diante de si uma perspectiva que tinha abandonado há muito tempo: a de se casar e de se tornar legítima herdeira da mãe, adquire a auto-confiança e o brilho necessários para a reconquista do seu Wentworth. O interessante é toda a construção de William como um jovem sensato, um cavalheiro, excelente sobrinho e pessoa de bom senso (já que corteja Anne e não Elizabeth) é virada do avesso, como acontece com vários oponentes de Jane Austen.” 

Wickham (Ruppert Friend)

“A função deste oponente é também aproximar os protagonistas, porém não se colocando como possível par amoroso (como é o caso de William Elliot), mas evidenciando os erros de juízo do casal. Lizzy percebe que se deixou levar durante muito tempo pelas aparências, favorecendo em seu julgamento aquele que acreditava a ser o menos afortunado, o mais franco, cavalheiro e doce dos dois; e Darcy percebe que julgava poder tê-la só para si, isolada da sociedade e da família de onde vinha, trazendo apenas seus dotes genéticos à linhagem dos Darcy.”

Willoughby (Greg Wise) e Marianne Dashwood (Kate Winslet)

“A questão que fica é: por que Jane Austen fez desse personagem tão maravilhoso um oponente, enquanto o Coronel Brandon é – assim como Elinor – alguém que age subliminarmente, nas sombras, em suma, tão apagado, comparado com o brilhante John Willoughby? Por que justamente Marianne foi a escolhida para se casar com o homem mais sensato de toda a história?”

Elinor Dashwood (Emma Thompson) e Lucy Steele (Imogen Stubbs)
“Comparativamente aos outros oponentes citados nessa série, Lucy Steele parece ter menos influência sobre Elinor e Edward Ferrars do que aquela que ocorre com outros protagonistas. Levada por estas impressões, confesso que fiquei refletindo se estaria certo incluí-la entre a lista dos oponentes, uma vez que está claro que estas figuras surgem nos romances de Austen com a função de formar tramas paralelas ou contrárias à narrativa principal. (…) Tendo em vista o exposto, revi o seu caso e percebi o quanto eu estava errada e que, sem sombra de dúvida, deveria incluir Lucy Steele na lista dos oponentes de Austen. Pelas seguintes razões: ao surgir na trama e perceber que Elinor é querida por Edward, Lucy, em sua própria defesa, adota uma estratégia de guerra que envolve uma série de passos que irão desestabilizar tanto Elinor quanto Edward – que inclusive adia a visita à família das Dashwood com receio de se expor. Além disso, Lucy vai praticamente testar TODO o bom-senso e (até) sangue-frio de Elinor, que precisa mostrar uma coisa que não sente, participar como confidente de uma história que desejaria não conhecer e oferecer um exemplo de auto-controle à Marianne – afinal, ALGUÉM tem que fazer isso! Sem comentar o desenlace final, em que Lucy, persistente na sua ambição de subir nos degraus da escala social, dá um golpe fatal e muda de foco na família Ferrars. É preciso admitir que a moça é coerente e persistente com suas metas, do início ao fim (ao contrário de Willoughby, por exemplo, que acaba se envolvendo de fato com Marianne).”
Os posts de Márcia nos deixam com água na boca e gostinho de quero mais! Por favor, Márcia, escreva mais sobre Austen!

Armitage em Persuasão?

Eu descobri ontem um vídeo editado por uma fã de Austen e também do ator inglês Richard Armitage! Ela propõe que Richard volte a fazer uma nova série de época e desta vez como Capitão Wentworth de Persuasão. Para interpretar Anne Elliot a sugestão é Kate Winslet.
Bem… é uma proposta interessante. Mas não vejo o Richard como Capitão… Sei lá…. ele é muito bonito para fazer papel de um homem que conquistou sua fortuna no mar! Mas como o cinema e a tv também vivem das aparências das pessoas… nada como um ator/atriz bonitos! Quanto à Kate, acho que não daria muito certo hoje para o papel por causa da idade da atriz.

Arquivo-Museu de Literatura Brasileira

Hoje resolvi fazer um post sobre um Museu maravilhoso no Rio de Janeiro: o Arquivo-Museu de Literatura Brasileira!  A ideia do arquivo-museu partiu do meu querido poeta Carlos Drummond de Andrade. O texto e vídeo abaixo pertencem ao site da livraria Saraiva: Saraiva Conteúdo. Para visitar o Arquivo-Museu:
Arquivo-Museu de Literatura Brasileira
Fundação Casa de Rui Barbosa
Rua São Clemente, 134 – Botafogo – Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (21) 3289-4600
Atendimento: 2ª a 6ª feira, de 9 às 18h, com a última entrada 45 minutos antes do fechamento.

Quem passa em frente ao velho casarão, sede da Fundação Casa de Rui Barbosa, na rua São Clemente, em Botafogo, por vezes ignora que lá exista o fruto de um sonho do poeta Carlos Drummond de Andrade. No fundo do silencioso quintal, próximo ao jardim da moradia do ilustre diplomata, onde atualmente mães e babás fazem passeios diários com seus carrinhos de bebês, está localizado o Arquivo-Museu de Literatura Brasileira.
“O Arquivo-Museu foi criado por sugestão do poeta Carlos Drummond de Andrade. Quando Drummond foi procurado por Dona Lili Brant para autografar um caderno em capa dura com anotações e recortes de textos de escritores, ele percebeu que aquilo servia como um micro arquivo-museu pessoal. Em seguida, publicou uma crônica no Jornal do Brasil [em julho de 1972] referindo-se à ‘velha fantasia’ de criar um museu de literatura que reunisse papéis e objetos relacionados à criação e à vida dos escritores brasileiros”, diz Eduardo Coelho, chefe do Arquivo-Museu de Literatura da FCRB, cujo cargo já foi ocupado por Plínio Doyle e Eliane Vasconcellos.

Drummond e seus contemporâneos reuniam-se aos sábados em encontros na biblioteca da casa do advogado Plínio Doyle, em meados dos anos 1960. Na famosa reunião, batizada de Sabadoyle, Carlos Drummond deu prosseguimento ao seu sonho. Plínio Doyle apelou aos amigos escritores e intelectuais: “Para evitar que se perca ou se disperse a preciosa documentação da nossa história literária, mandem para a Casa de Rui Barbosa todo tipo de material que sirva à nossa finalidade específica”. Ele foi atendido prontamente, e assim juntou em 15 dias mais de 500 documentos.

Lançamentos

A Editora Penguin, do Reino Unido, lançou uma coleção de livros chamada Penguin Classics RED. Trata-se de um projeto onde 50% das vendas destes livros serão enviadas para o fundo global de ajudar para eliminar a AIDS na África. Os primeiros livros são: Dracula (Bram Stocker), Notes from the underground (Dostoyevsky), Great Expectations (Charles Dickens), The House of Mirth (Edith Warthon),  The secret agent (Joseph Conrad), The Turn of the Screw (Henry James) e Thérèse Raquin (Émile Zola). Através de voto dos leitores do site, o livro escolhido para lançamento em dezembro será Wuthering Heights (Emile Bronte). Os outros livros que participaram da votação foram: Lady with the Little Dog, Silas Marner, Sentimental Education, Sons and Lovers, Little Women, Kidnapped e Vanity Fair. Mas como as capas destes livros já estão disponíveis no site, creio que eles os lançarão em breve. Resta a pergunta que não quer calar… quando publicarão os livros de Jane Austen? Agora é esperar a editora responder meu e-mail.

Lançamento de dezembro/2010
 
Para conhecer um pouco sobre o Projeto Red, assista ao vídeo abaixo:
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A Editora LP&M lançou Assassinato no Expresso Oriente, seguido de Morte no Nilo em quadrinhos. A nova versão dos livros de Agatha Christie foi traduzida por Alexandre Boide.
Para quem não conhece a obra de Agatha, aqui está um resumo que copiei do site da editora:

“Assassinato no Expresso Oriente e Morte no Nilo: duas das histórias policiais mais celebradas de Agatha Christie estão aqui reunidas, em formato de gaphic novel, adaptadas pela dupla François Rivière e Solidor. Publicados originalmente em 1934 e em 1937, os dois romances estão entre os mais famosos protagonizados por Hercule Poirot , um dos maiores personagens da Rainha do Crime. Neste volume, o detetive belga vê-se às voltas com crimes praticados nos cenários mais exóticos: a bordo do Expresso Oriente, luxuoso trem que liga Paris a Istambul, e, em seguida, no Egito, terra dos faraós – e justo durante suas férias…”

Austenesque Reviews

Hoje farei uma dica de um blog muito interessante chamado Austenesque Reviews. Além de falar das obras de Austen, a autora Meredith Esparza escreve resenhas sobre livros baseados nas obras de Jane, como continuações dos livros, mash ups, etc.
O último post fala sobre uma guia (já na segunda parte) que leva o título de A Comprehensive Guide to Austenesque Novels. Dá para ficarmos perdidos com tantos lançamentos baseados na obra de Jane Austen e que sequer sabemos da existência deles.

Notícias sobre Jane Austen e afins

Como nos últimos dias as notícias a respeito de Jane Austen foram muitas em português, resolvi fazer posts separados para dar dicas de notícias e novidades relacionadas à autora. O primeiro grupo de notícias será em língua portuguesa.
– Comunidade Jane Austen em Manaus (Orkut) – Bruna do blog Primeiras Impressões anuncia a criação de uma nova comunidade dedicada à escritora. 
Amor e Inocência (Becoming Jane) – Texto escrito por Cíntia no blog Free to me
Becoming Jane – Isadora Beatriz escreve sobre o filme no blog Confissões à meia-noite.
Divulgação do Programa Jane Austen da Globo News – Erick Chiaramonte divulga a entrevista no blog Há tantas auroras que não brilharam ainda
Jane Austen está na moda – Marília escreve sobre o sucesso da escritora no blog Doing da Cajuína
Trecho do livro Orgulho e Preconceito e Zumbis – O jornal O Globo online disponibiliza na seção Cultura trechos do livro em português.
Orgulho e preconceito contra zumbis – Resenha do livro Orgulho e Preconceio e Zumbis, escrito por Ana Cristina Rodrigues no blog Ficção Científica e Afins.
Beatles são transformados em zumbis em livro e filme (Zumbeatles) – Quando a gente pensa que não falta mais nada no mundo dos zumbis, eis que surge mais um livro… Texto publicado no jornal O Globo, seção Cultura. (Obs. Tenho certeza que Ana Maria não vai gostar nem um pouco desta notícia).
Maio com Orgulho e Preconceito – Neste mês, Clara do Jane Austen Portugal publicará posts relacionados ao filme de 2005.
MM BrasilFan Novo blog brasileiro totalmente dedicado ao ator Matthew Macfayden (Orgulho e Preconceito 2005).
Trechos de Razão e Sensiblidade – Marla escreveu no blog Carolices alguns trechos do livro de Austen.
A casa do tempo – Alexandre, de Portugal, escreve sobre o filme A casa do lago e Persuasão no blog Nada de novo no fronte ocidental.
A mais bela coleção de Jane Austen que eu já viValéria do Shoujo Café fala sobre a coleção de livros de da The Winchester Austen. 
 – Livros em português estão em promoção – A Livraria Saraiva está com uma promoção dos livros Emma e Razão e Sensibilidade, publicados pela Editora Best Seller. Preço: 9,90.

Crie seu cartão em 3D

A Becca do Jane Austen Centre, já está de volta da viagem que fez à Tailândia! Uma novidade que ela me contou é um cartão que está à venda no Gift Shop. O kit vem com adesivos, papéis, entre outros artigos, para você montar o cartão, no estilo faça você mesmo (a). Vejam como é bonitinho! Cartão Darcy & Lizzie

Regência – pintura de uma mãe com um bebê

Por indicação da Vic do Jane Austen World conheci esta pintura abaixo. Trata-se de uma pintura de Mrs. Robert Shurlock e sua filha Ann.

Em seu post, Vic informa que Mrs. Robert Shurlock (Hernietta Ann Jane Russell – antes de se casar) nasceu no mesmo ano que Jane Austen em 1775. E se Jane Austen tivesse se casado e dado a luz à uma criança em 1801, será que ela ficaria charmosa como Mrs. Shurlock e sua filhinha Ann como aparecem na pintura? Tanto Jane quanto Mrs. Shurlock tinham 36 anos de idade naquela época. Dá até para imaginar que Mrs. Shurlock poderia ser parente de austen se levarmos em consideração uma descrição de Jane Austen, feita por seu sobrinho James Austen-Leigh. De acordo com James:
“Jane tinha bochechas redondas, nariz e boca pequenos e bem delineados, olhos castanhos claros, cabelos castanhos com cachinhos que formavam uma espécie de moldura em seu rosto”.
“ full round cheeks, with mouth and nose small and well formed, light hazel eyes, and brown hair forming natural curls close round her face.”

E você, o que acha? Há semelhanças entre Austen e Mrs. Shurlock?

Orgulho e Preconceito em português

A editora L&PM lançará ainda no final deste mês uma edição pocket de Orgulho e Preconceito. O diferencial da editora é a capa! Muito bonita e bem trabalhada:
A nova tradução é de Celina Portocarrero, e o livro será vendido a R$ 19,50. O prefácio é de Ivo Barroso, muito conhecido por suas traduções de Razão e Sensibilidade (Editora Nova Fronteira) e Emma (Editora Nova Fronteira).
A editora oferece um arquivo em pdf dos três primeiros capítulos aqui.
A capa não é projeto de nenhum designer brasileiro, faz parte da coleção chamada Vintage Austen, publicada pela Editora Random House.  A coleção está à venda na amazon.