Roupas Recicladas em Adaptações – Parte 1

Olá Pessoal, para quem não me conhece, eu sou Raquel Oliveira, faz algum tempo que participo do blog apenas como leitora, embora a Adriana tenha me chamado para ajudar no blog já há algum tempo, só agora estou conseguindo fazer isso.

Confesso que fico um pouco relutante a escrever os posts, uma vez que não estou muito acostumada à blogosfera, pelo menos não como escritora.

Mas já consegui escrever dois posts Steve: Keira e Colin Juntos e Colin Firth: Eu tenho uma voz. E esse é o meu terceiro.

Faz um tempo que sugeri à Adriana fazer uma postagem sobre roupas recicladas, mas nunca tinha colocado em prática até agora. Antes de tudo gostaria de dizer que as descobertas não são minhas, mas de uma amiga de um outro fórum que participo, que tem como hobby pesquisar roupas reutilizadas.

Como são várias aparições, a Adriana me sugeriu não colocar tudo num único post e sim aos poucos, em um ou dois posts semanais. Esse é o primeiro deles, e nele vou abordar Orgulho e Preconceito.

Quem nunca ouviu aquela famigerada pergunta “Onde você comprou?” ou nunca teve aquela sensação de “Já vi essa roupa antes” ou ainda nunca deu de cara com uma roupa conhecida e ter pensado “Tenho um igualzinho a esse!”

É isso que vocês verão nos próximos posts. Divirtam-se!

Aqui Charlote Lucas (Lucy Scott), Orgulho e Preconceito (1995)


usa o mesmo vestido usado por Mary Shelley,

(Sally Hawkins) em Byron (2003)





Georgiana Darcy (Emilia Fox) usa o mesmo chapéu
usado por Mercedez Iguanada
(Dagmara Dominczyk) em ‘O Conde de monte Cristo’





Emilia Fox como Clara Copperfield veste a roupa

de Maria Lucas (Lucy Davis) em Orgulho e Preconceito (1995)


O turbante aqui usado pela Sra Forster (Victoria Hamilton)



Também usado pela Sra Elton (Christina Cole) em Emma (2009)

E visto ainda mais uma vez sendo
usado por um ‘extra’ em O Conde de Monte Cristo



O bolerinho de Lizzie ( Jennifer Ehle)



Usado por Amanda Price (Jemima Rooper)

em Lost in Austen


Ainda veremos mais, aguardem os próximos posts!!

Jane Austen não sabia escrever?

Após ler várias vezes as mensagens do google alerta e também após receber um aviso por e-mail das amigas Raquel Oliveira e Luciana Campelo, resolvi escrever sobre uma notícia que a mídia (inclusive brasileira) resolveu espalhar na internet como se fosse o achado do século. 
Vejam as manchetes das nossas digníssimas mídias brasileiras, que só copiaram o que saiu na AFP (Fonte de notícias internacionais):
Este é o pior, pois utiliza uma imagem da PBS (rede de TV), como se fosse a faculdade de Oxford ou algo parecido…. – Escritora Jane Austen era péssima em ortografia”, diz especialista de Oxford (Correio do Povo)

Manchetes internacionais:

Jane Austen’s notes ‘messy’ (Stuff da Nova Zelândia)

Pride, prejudice and poor punctuation (The Guardian do Reino Unido)

Este último ao menos citou os exemplos da fala da pesquisadora que estudou mais de 1000 manuscritos de Austen. Farei meu comentário a seguir. Porém, eu gostaria de falar um pouco sobre a função da pesquisa acadêmica antes!

Em defesa da pesquisa acadêmica

Muitas pessoas, acham que as pesquisas acadêmicas são unanimidades e fatos consumados. Ora, a ciência não é exata! Quando uma pesquisadora da Faculdade de Letras, em 1998, pesquisou a utilização de cê e ocê pelos mineiros da capital, ela apenas estava fazendo um levantamento dos usos destas palavras para substituir a palavra você. Jânia Marinho chegou a conclusão de que muitos universitários usavam ‘cê’ (Cê vai lá em casa hoje), enquanto as pessoas com um nível escolar inferior usavam mais ‘ocê’ (Ocê é de Belo Horizonte?). Nem por isso a pesquisadora quis dizer que quem usava/usa estas variações de palavras é analfabeto ou iletrado. A pesquisa serviu para clarear algumas coisas, mas sequer afirmar que todos os unviersitários dizem assim ou assado. Entendem agora, qual é o objetivo de uma pesquisa acadêmica? É mostrar a realidade daquele determinado momento, espaço pesquisado. A pesquisa acadêmica não faz generalizações se se concentra apenas em um grupo pesquisado.
Para conhecer uma pesquisa de doutorado de Edenize Ponzo Peres, orientada por Júnia Marinho, a respeito ‘O Uso de Você, Ocê e Cê em Belo Horizonte: Um Estudo em Tempo Aparente e em Tempo Real’ clique aqui – no banco de dados de teses e dissertações da UFMG.
O trabalho de Kathryn Sutherland
A pesquisa da Professora Kathryn Sutherland da Faculdade de Língua e Literatura da Universidade de Oxford. Para quem não conhece Kathryn, ela é autora de Jane Austen’s Textual Lives (2005)
Leia aqui uma resenha do livro, escrita por Laurie Kaplan para o JASNA News em 2007.
Leia aqui o artigo completa da Oxford University: Austen’s famous style may not be hers after all
Discussão sobre a pesquisa de Kathryn
Abaixo, vocês poderão ler alguns trechos que traduzi do artigo publicado pela Oxford University.
A verdade universalmente reconhecida – A prosa polida de Emma e Persuasão foi produto da intervenção de um editor, descobre uma pesquisadora da Universidade de Oxford.
Minha pergunta: alguém, mesmo nos tempos de Austen, publica um livro sem revisão ou sem autorização do editor?

A pesquisa de Kathryn Sutherland foi baseada em um estudo de 1100 páginas manuscritas por Jane Austen, ainda não publicadas.Estes manuscritos fazem parte da herança que Cassandra Austen (irmã da escritora) deixou em 1845. A professora Sutherland afirmou: “É amplamente difundido que Austen tinha um estilo perfeito – seu irmão Henry, em uma fase muito conhecida, disse, em 1818: “Tudo foi editado por Austen” e muitos estudiosos compartilham esta visão ainda hoje. Após a leitura dos manuscritos, Kathyn pode perceber que toda essa perefeição na existia. “Pude perceber muitos erros, correções e até manchas. Ela passou por cima de muitas regras de escrita da língua inglesa. Especialmente em Emma e Persuasão, podemos ver que a pontuação tão cuidadosa não estava presente nos manuscritos.”
Minha pergunta: Estão acusando Austen de escrever manuscritos e deixá-los com marcas de correção e sujeiras de tinta? Ora, naquela época o papel custava caro, não se faziam bolas de papel e simplesmente as jogavam no lixo só porque erraram uma linha do texto. E se este manuscrito conter apenas a primeira de algumas versões? Só eu sei o quanto sofri  ao traduzir Mansfield Park, porque recebi a versão de 1814 (só fiquei sabendo disso após o livro ser publicado), sendo que a atual corrigida e modificada por Jane Austen e Chapman é a de 1816.  

A professora Sutherland acrescenta: “Isto sugere que alguém esteve bastante envolvido no processo de edição que houve até a versão final (a impressa) dos livros. Além de cartas entre o John Murray II (dono da editora) e o editor William Gifford, onde o John salientava a necessidade de correção nos escritos de Austen. John Murray II, que também publicou obras de Byron, publicou os livros de Austen nos últimos dois anos da carreira de apenas 7 anos de livros publicados de Austen, tendo publicado: Emma, a segunda edição de Mansfield Park (1816) e Persuasão. A professora Sutherland explica: “Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e a primeira edição de Mansfield Park (1814) não foram publicações de Murray e foram previamente vistas por alguns críticos como exemplos de péssima escrita – na realidade, o estilo de escrita destes romances ficam muito próximos dos manuscritos de Austen!”
Ao estudar os manuscritos não publicados de Austen pela primeira vez, ofereceu uma oportunidade para a Professora Sutherland ficar mais íntima dos talentos da escritora. Sutherland diz: “os manuscritos de Austen revelam que ela era uma escritora inovadora e que gostava de experimentar, constantemente tentando novas coisas, demonstrando que ela era muito melhor em diálogos e conversas do que no estilo descritivo“. “Além de tudo, ela é uma romancista cujo siginificantes efeitos podem ser observados em diálogos e representações dramáticas dos personagens através da fala. Os manuscritos estão sem parágrafos, fazendo com diferentes falas se misturem umas às outras; palavras sublinhadas e uso aleatório de letras maiúsculas nos dão a direção de que são palavras ou frasese que deveriam ser falas.”… “Certamente estes manuscritos mostram uma outra face de Austen, bem diferente da que vimos e lemos nos livros publicados.”
Isto então a torna menos gênio do que é?” – pergunta a professora Kathryn e em seguida ela mesmo responde: “Eu creio que não, de fato, isso a torna ainda mais interessante, e muito mais moderna e inventiva do que pensávamos.” “O estilo de austen é muito mais íntimo e relaxado, tende mais para o lado da conversa.” … “Sua pontuação é muito mais desleixada, muito parecida com a que os nossos alunos fazem e insistimos para que eles não o façam.”…. “Jane usava letras maiúsculas e sublinhava palavras que ela achava importante, de uma maneira que nos aproxima mais da linguagem falada do que a da impressa.”
A Edição Digital de Jane Austen publica on-line os Manuscritos da Ficção de Austen, até então não publicados, e disponibiliza gratuitamente para qualquer pesquisador ou pessoa interessada.
Minha pergunta: Onde nossos queridos jornalistas de plantão estavam onde apenas republicaram uma notícia pela metade? Isso só demonstra que eles nem sequer tentaram entender o estudo sobre Austen, apenas retransmitiram, ou, se estivessem no Twitter, apenas retuitaram sem sequer levar à sério a questão.
Austen seria aprovada se vivesse no século XXI?
Certamente não… nem ela, nem os reis da Europa ou estudiosos do século XIX. E se pensarmos no ENEM? Também não, pelo simples fato de que esta prova não é só uma prova de múltipla escolha, cobra também uma redação. O aluno que pretende fazer Enem deve estar preparado para responder questões contemporâneas e multdisciplinares e não apenas questões gramatiqueiras. As questões desta prova não são objetivas, são perguntas elaboradas que exigem reflexão e raciocínio, assuntos que não são ensinados em nossas escolas, pois nossos alunos estão ‘programados’ para responder questões simples e as respostas são facilmente decoradas pela leitura de livros.  
A minha indignação é sobre como as pessoas fazem muito barulho por nada! O estudo da professora Kathryn Sutherland em nada desqualifica a obra de Austen, pelo contrário, mostra que para se chegar à um livro publicado é preciso muita revisão. Além disso, a maioria das pessoas em 1817 eram analfabetas ou não possuíam letramento o suficiente para ler livros; então os livros de Austen eram lidos em voz alta, por aqueles que podiam ler (vemos isso nos filmes e séries de tv), sendo assim, para a maioria de seus fãs daquela época, a ortografia não era importante.

*Leia aqui o texto indignado de Vic Sanborn (Jane Austen’s World) sobre esta questão.
** Também estamos discutindo o assunto lá no Fórum JASBRA.
*** O link para os manuscritos estão disponíveis aqui (post publicado em maio deste ano)

Jane Austen’s Regency World – Edição 48

A edição de novembro/dezembro de 20201 da Revista Jane Austen´s Regency World já está à venda!
The November/December 2010 edition of Jane Austen’s Regency World is now on sale!

O editor, Mr. Tim Bullamore, avisa que  estará na  JASNA conference in Portland, Oregon na semana que vem.

In the new issue/Nesta edição:
ALL I WANT FOR CHRISTMAS: seasonal gift suggestions for the Austen fan in your life – or hints to drop your family and friends if you are an Austen fan!
POWER OF ATTRACTIONS: what gives some of Jane’s characters sex appeal
WHY I’M BANISHING JANE FROM MY BOOKSHELF: the reader who has fallen out of love with Austen
THANKS FOR ALL THE FISH: Amy Patterson, of Jane Austen Books, finds similarities in the writings of Douglas Adam and Jane Austen
NOVEMBER IN THE NOVELS: a busy time of year in Jane’s writing
TOM AND JERRY: No, not the cartoon; a sportswriter’s fiction from the 1820s
ON THE COVER: Royal Crescent Hotel, Bath, one of the grandest buildings in the city. Sharon Love, the general manager, tells us about “My Jane Austen”
Plus: All the latest news from the world of Jane Austen, as well as letters, book reviews, quiz, competition and news from JAS and JASNA

Para maiores informações e assinaturas (com 20% de desconto para quem é JASBRA) acesse: http://www.janeaustenmagazine.co.uk
For further information, and to subscribe, visit: http://www.janeaustenmagazine.co.uk

Jane Austen e Ciência Cognitiva

This is a bilingual post – Este é um post bilíngue

Jane Austen and the Cognitive Sciente – read the full article here.

O tema da palestra da professora Lisa Zunshine é sobre: Jane Austen e Ciência Cognitiva
“Jane Austen sabe que conhecemos a confusão que Emma faz sobre as intenções de Mr. Elton em relação a Harriet”
Você sabe disso? Como? Por quê? Estas são perguntas que tanto a ciência quanto a literatura estão contemplando. A professora Lisa Zunshine da Universidade de Kentucky especula sobre como Austen e outros gigantes da literatura experimentaram níveis diferentes de “profunda intersubjetividade”, possivelmente usando a capacidade de leitura de nossas mentes. Profunda intersubjetividade é o processo que ocorre quando as pessoas percebem não apenas a consciência das outras, mas também as possíveis reações das pessoas em relação à consciência dos outros, desde significado dos gestos, expressões faciais e o olhar. 
Para ler o artigo completo, em inglês, clique aqui.

Apresentando Maria Grazia – Parte 2

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We’re going to read more about  our lovely virtual friend Maria Grazia (the first part I published yesterday). Today, she will tell us more about her profession and what she thinks about the movies and tv series based on Jane Austen books.
Dando continuidade a apresentação de Maria Grazia (que comecei ontem na parte 1), hoje publico mais um pouco sobre nossa querida amiga virtual. Hoje, ela nos contará um pouco sobre sua atuação profissional e o que pensa a respeito das adaptações para o cinema e a tv dos livros de Jane Austen.

***
Now I love teaching about Jane Austen to my students – though it isn’t always an easy task to make teenagers, especially boys, to appreciate her work. I’m working on Northanger Abbey with my eldest students these days, we’ve just started and, they had never heard about Jane Austen in their lives before!
Agora, eu adoro ensinar e falar sobre Jane Austen para os meus alunos – embora não seja uma tarefa fácil fazer com que os adolescentes, especialmente os rapazes, gostem do trabalho da escritora. Atualmente, estou trabalhando A Abadia de Northanger com meus alunos mais velhos, estamos ainda no começo, embora eles não tenham ouvido falar de Austen antes!

O livro favorite de Maria
I also love discussing Jane Austen and her world with other Austenites both in real life and the blogosphere. This is why last year I accepted to lead a reading club of mixed aged women in my town’s public library. We read or re-read Jane Austen’s major six, one each month from January to June, and met the last Saturday of each month to discuss. I wrote about that experience on my blog, My Jane Austen Book Club, which I started at the same time. You can see some pictures from our first meeting here.
Eu também discuto Austen e sua universo com outras Austenites, tanto na vida real quanto na blogosfera. Foi por isso que no ano passado eu aceitei conduzir um clube de leitura, composto por mulheres de diversas idades, na biblioteca pública da minha cidade. Nós lemos e relemos as seis principais obras de Austen, um a cada mês (de janeiro a junho), e nós nos encontramos no último sábado de cada mês para as discussões. Eu escrevi sobre esta experiência em meu blog ‘My Jane Austen Book Club’, que comecei na mesma época do clube de leitura da biblioteca. Vocês poderão ver algumas fotos do nosso primeiro encontro aqui.
O grupo que discutiu Austen na biblioteca de Subiaco (Roma)
I’ve become an eager reader and reviewer of Austen-based fiction and an even more eager watcher of Austen – based movies and drama.

What has Jane Austen added to my personal life? Lots of emotions, exciting adaptations to be watched (What about Emma 2009? Just lovely!), new friends and acquaintances, an Austen – dedicated blog, a great deal of delightful Austen –based fiction, stimulating discussions and events … being part of an enthusiastic worldwide community!

Eu me tornei uma ávida leitora e resenhista de livros inspirados em Austen e ainda mais ávida por filmes e séries baseados nos livros de Austen.

O que Jane Austen acrescentou à minha vida? Muita emoção, excelentes adatapções para assistir (O que dizer de Emma 2009? Simplesmente adorável!), novos amigos e contatos, um blog dedicado à Austen, um grande prazer pelos livros baseados nos da escritora, discussões estimulantes e eventos… fazendo parte de uma  entusiasmada comunidade mundial !

Cena favorita de Maria!
***
Grazie Maria! Vorei que questo post sia il primo di molti!

Apresentando Maria Grazia – Parte 1

This is a bilingual post – Este é um post bilíngue

As Maria Grazia (My Jane Austen Book Club Blog) invited me to write a post in her blog, now it’s my turn to invite her to write here at JASBRA’s blog. My post was published last week and today is Maria’s post for you! Please, welcome Maria, an italian fan of Jane Austen! This is the first part, the second part will be posted tomorrow.
Retribuindo o convite feito por Maria Grazia (My Jane Austen Book Club Blog), eu a convidei para escrever posts aqui no blog da JASBRA. Meu post foi publicado na semana passada e hoje é a vez de apresentar Maria para vocês! Por favor, deem as boas vindas a esta italiana apaixonada por Jane Austen! Esta é a primeira parte, a segunda será publicada amanhã.
Bio – Maria Grazia Spila
Teacher of English as a foreign Language and English Literature (since 1988)
Living in Subiaco (Rome) Italy, married with 2 teenage sons
Maria Grazia Spila é professora de Inglês como língua estrangeira e de literatura inglesa (desde 1998). Mora em Subiaco (Roma/Itália), é casada e tem dois filhos adolescentes.
Blogs:
Facebook: Fly High
Twitter:
SMaryG

 
 

Me and Jane Austen – Eu e Jane Austen

 

When I was 14 I hungrily read everything I found in my relatives’ libraries : classics, children’s books, modern romances, history books, essays. I had been reading books since I was 8 and I still remember my first one was L. May Alcott’s Little Women. What I can’t forget is when I happened to read Pride and Prejudice. One of my aunts had given it to me saying, “Maybe you’ll find it a little boring”. Boring? I can still see my “little me” identifying herself with Elizabeth and experiencing her proud contempt for Mr Darcy, sympathy for Wickham, then her regret for her wrong first impressions, her acknowledging her affection and esteem for Mr Darcy little by little and, finally, her having the chance to marry him. It was so exciting!
 
Quando eu tinha 14 anos eu devorava qualquer tipo de livro que encontrava na biblioteca dos meus pais: clássicos, livros infantis, romances modernos, livros de história, artigos. Eu tenho lido livros desde os 8 anos de idade e ainda me lembro do meu primeiro livro: Little Women de L. May Alcott’s (Traduzido aqui no Brasil como ‘Mulherzinhas’). O que não posso deixar de me lembrar foi quando li Orgulho e Preconceito. Uma de minhas tias me deu o livro e dizendo: “Talvez você o ache um pouco entendiante”. Entediante? Eu ainda posso me ver, tão jovem, me identificando com Elizabeth e vivenciando seu orgulho em relação ao Mr. Darcy, sua simpatia por Wickham, seu arrependimento por ter tido falsas impressões, e em seguida, aos poucos,  o reconhecimento de seu afeto e estima por Mr. Darcy, até que finalmente, ela teve a chance de se casar com ele. Foi muito excitante!
 
Maria no lago Canterno – Itália

Then I met Jane Austen again at university. But the approach was completely different, it was even a bit disappointing at first. I almost didn’t recognize the lovely novel I had read 4 or 5 years before: social satire, female social role, no sentimentalism, irony, witty style, round characters, context, the Regency, literary sources … why did they want me to juxtapose all that to one of my favourite stories? But that’s what academic studies usually do to our favourite tales … I had to cope with the hard task and, finally, I even got to appreciate Jane Austen more and more. My adult outlook to her work made me go on and read her Sense and Sensibility, then Emma, Northanger Abbey, Mansfield Park and last but not least, Persuasion (now my favourite one).
Eu reecontrei Jane Austen novamente na universidade. Porém, a abordagem foi completamente diferente, e até mesmo um pouco decepcionante. I quase não reconheci o adorável romance que eu havia lido há 4 ou 5 anos: crítica social, o papel social da mulher, não ao sentimentalismo, ironia, estilo espirituoso, personagens, contexto, a Regência, fontes literárias… Porquê eles queriam que eu fizesse uma justaposição de uma das minhas histórias favoritas? Bem… é isso o que os estudos acadêmicos fazem com nossas histórias favoritas… I tive que lidar com a difícil tarefa e, finalmente, comecei a apreciar Jane Austen cada vez mais. Meu olhar adulto para o seu trabalho me conduziu à leitura de Razão e Sensibildiade, Emma, A Abadia de Northanger, Mansfield Park e por não último, mas não o último Persuasão (que é o meu favorito).

Maria em sua cidade favorita, com o marido e o filho Valério
My love for period drama and adaptations (not only of Jane Austen‘s works) only started after watching Sense and Sensibility 1996. Living in Italy, missed BBC 1995 cult adaptation of Pride and Prejudice and I only saw it after P&P 2005 with Matthew MacFadyen and Keira Knightley! I even watched it after Bridget Jones’s diary! (*blushes*)
Meu amor pelos filmes e séreis de época (não apenas baseados nos trabalhos de Jane Austen) começou logo após eu assistir Razão e Sensibilidade (1996). Já que moro na Itália, eu perdi a adaptação de Orgulho e Preconceito de 1995, e só pude assistí-la após ter visto o filme Orgulho e Preconceito (2005) com Matthew MacFadyen and Keira Knightley! Eu até assisti O diário e Bridget Jones antes de assistir a adaptação da BBC! (*ficando corada*)

*Aguardem até amanhã, pois publicarei a segunda parte do post de Maria Grazia!
 

Grazie per tutti Maria!

Sorteio do Jane Austen Centre

Olá pessoal, acabo de receber um e-mail da Becca do Jane Austen Centre! Ela nos convida a participar da competição! O prêmio é um vestido no estilo regência, como a da foto abaixo:

Para participar basta responder o questionário neste link! É só responder uma pergunta, digitar seu e-mail e aceitar ou não receber a newsletter do Jane Austen Centre. Você poderá participar até o dia 10 de novembro e feliz ganhadora será anunciada no dia 17 de novembro!

Boa sorte!

Vamos ler Cranford?

A Katherine Cox, do Elizabeth Gaskell Blog, convida a todos para participarem da leitura de Cranford.
Você poderá participar também escrevendo um post resumindo o livro. Veja como será:
De 9 de novembro até 14 de dezembro
– 9 de novembro: escrever um post sobre Cranford (publicação e reações dos contemporâneos de Gaskel).
– 16 de novembro todos os participantes deverão ter lidos os capítulos 1 a 3, e se quiserem escrever um post com um resumo, opiniões e trechos que mais gostou.
– e continuará assim até que terminemos a leitura do livro. 
Para quem não conhece a obra de Gaskel, pode ser uma ótima oportunidade para ler um dos livros da autora. Porém, aqui no Brasil, não há edições disponíveis em português, só se você encontrar uma raridade nos sebos. A minha edição de Cranford em português é de 1944! Para saber um pouco mais sobre a escritora, leia aqui o post que escrevi.

Emma no teatro em 2011

Está previsto de 3 a 20 de março do ano que vem uma montagem para o teatro de Emma! Bom para os americanos e ruim para nós… pois a peça será encenada na cidade de Bloomsburg, Pensilvânia.

Participe do Abaixo Assinado!

A ideia foi da Eveline, logo após ela ler o post sobre o livro ‘Charlotte Collins’ sugeriu que tivéssemos mais livros do gênero em português. Então decidi criar um abaixo assinado! Participe! Divulgue (orkut, twitter, facebook, etc)! Fique atento(a), você poderá fazer sua sugestão até dia 20 de novembro!