A Persuasão de Jane Austen

Texto escrito por Raquel Santos Silva
É o último romance acabado de Jane Austen, que não viveu para o ver publicado, nem sequer para o intitular. Persuasão é uma obra pouco complexa, tendo como pano de fundo uma crítica à sociedade do século XIX, com uma heroína sensata e uma bonita história de amor, num jogo de persuasões e ilusões que nos leva de uma ponta à outra do romance mais depressa do que inicialmente esperávamos. E, no meio de tudo isto, sobressai Anne Elliott. É impossível não gostar dela.
Sir Walter Elliott vive com as filhas Elizabeth e Anne em Kellynch-hall, até ser obrigado a alugar a propriedade e mudar-se para Bath. No entanto, Anne decide ficar e passa uma temporada em Uppercross, com a irmã mais nova, Mary, a única já casada, onde reencontra o amor de adolescência, o agora Capitão Frederick Wentworth. Entre aventuras em Lyme e convívios em casa da família Musgrove, Anne relembra o passado e sofre por ter rejeitado Frederick, que não parece querer perdoá-la.
Sob o olhar atento de Anne, Austen caracteriza e caricatura, como é nela habitual, algumas das personagens do romance. É o caso das próprias irmãs, fúteis, mesquinhas, mais preocupadas com a condição social do que com o intelecto – sobretudo a mais velha, Elizabeth. O mesmo acontece com o pai, um baronete falido para quem importam apenas a aparência, a opinião alheia e as boas companhias.
Para continuar lendo o texto da Raquel, clique aqui.

Lê isso aqui! Livraria Cultura

Dessa vez quem nos dá a dica é a Luciana Campelo, figurinha carimbanda da JASBRA desde 2008! Luciana nos conta que a Livraria Cultura criou uma coluna semanal chamada Lê isso aqui. Segunda a livraria trata-se de uma interpretação em forma de design gráfico do trecho de alguma obra, da qual nós é que somos os fãs. O de hoje, um clássico da mestra Jane Austen, foi escrito lá em 1813. Curta, colecione, inspire-se, reflita e compartilhe cultura!



Aproveitando a mesma pergunta feita pelo livraria: Queremos saber: esse trecho, escrito há tantos anos, deixou de fazer sentido? Está mais para uma leitura da alma feminina ou é machismo puro? Será que os homens ainda pensam isso das mulheres de hoje? Alguma mulher tem coragem de admitir se pensa isso dela mesma?

Dica de livro: Lições de vida das grandes heroínas da literatura

Luciana Campelo nos dá uma dica de leitura:   Lições de vida das grandes heroínas da literatura de Erin Blakemore!

Sinopse:

Erin Blakemore nos convida a participar de um verdadeiro encontro com mulheres que inspiram o nosso dia a dia: Jo March, Scarlett O’Hara, Lizzy Bennet entre outras. O universo literário está repleto de heroínas inteligentes e destemidas que ganharam vida nas mãos de celebradas autoras. Assim como as mulheres de hoje, elas valorizavam sua personalidade, espiritualidade, carreira, amizade e família. Escritoras como Jane Austen e Louisa May Alcott deram força às suas opiniões diante de momentos difíceis, às vezes com palavras, outras vezes com atos de coragem. Este livro encantador nos mostra a força e o poder encontrados nos clássicos. Um tributo único às suas escritoras e um presente extraordinário para mulheres de todas as idades.


À venda na Livraria Cultura por 29,90 e na Livraria Saraiva por 25,40.

Clube do Livro de Abril – JASBRA/PE: Emma

No dia 01 de abril (não foi mentira!), tivemos mais um de nossos encontros do Clube do Livro aqui de Recife, dessa feita para discutir Emma. Foi um excelente debate, como sempre, com muitos rostos novos e muitas boas idéias. A turma estava afiada e descascamos, em mais de três horas de conversa (sempre perdemos noção do tempo…) desde nossas primeiras impressões ao nos depararmos com a heroína da história, até nossas cenas favoritas da história.


Curiosamente, todos concordamos que uma das melhores cenas da história era aquela em que Mr. Knightley chama a atenção de Emma por sua atitude com Miss Bates – aquele momento em que Emma percebe seus erros e começa a se responsabilizar por eles.

Também nos deliciamos com a ironia por trás da figura de Frank Churchill – a idéia de que o rapaz fosse uma crítica nem tão velada ao primeiro gentleman da História, o príncipe-regente, a quem Austen teve de dedicar o livro. Será coincidência que o verdadeiro cavalheiro da história, Mr. Knightley, tenha por primeiro nome George? Nós achamos que não 😉


Após nosso tradicional sorteio de mimos cortesia da Angélica Cirne, tivemos o Coelho Secreto. Muito chocolate, muitos abraços, muito amor! Ê, turminha boa!


Próximo encontro já ficou decidido: setembro vamos comemorar a primavera em Mansfield Park. Antes disso, a quem interessar, dia 15 de abril vamos nos reunir para debater literatura vitoriana: nos 100 anos de morte de Bram Stoker, é tempo de reler Drácula.

Nesse meio tempo, só posso agradecer pela excelente companhia e esperar contando os dias pela próxima vez!

Edição 56 da Revista Jane Austen’s Regency World

Finalmente a tão esperada edição da revista Jane Austen’s Regency World chegou aqui em casa,. Com um atraso que é de costume quando se trata de encomendas entregues pelos correios brasileiros… Em média a revista demora cerca de um mês para chegar aqui. Dei uma folheada na revista e pude perceber que está recheada de novidades!

Quem desejar fazer a assinatura da revista com 20% de desconto para os leitores da JASBRA, clique aqui.

Confira abaixo o conteúdo desta edição:

The March/April 2012 edition of Jane Austen’s Regency World

In the new issue (No 56): 

  • Archaeologists excavate the site of Steventon rectory
  • Romance of the East: how Regency travellers were fascinated by Islam and the Orient
  • Best-selling novelist Karen Doornebos asks why grown men swoon over Mr Darcy
  • How Charles Dickens, the bicentenary of whose birth is celebrated this year, was influenced by Jane Austen’s contemporaries
  • Maggie Lane explores Frances Burney’s experiences at the Royal Court
  • Jane Austen’s nieces in Ireland – the amazing true story of May, Lou and Cass
  • Finding the fools in Northanger Abbey
  • Plus the latest Jane Austen news, readers’ letters, book reviews and news from Jane Austen societies around the world

Captain Wentworth’s diary (Amanda Grange)

Olá todo mundo! Meu nome é Natallie Chagas. Paraense, leitora inveterada, dona do blog Meu Cantinho Literário, leio de tudo um pouco. Apaixonada por Jane Austen faz algum tempo, tento transmitir essa paixão pela autora Pará afora. Como minha primeira contribuição ao blog, escolhi a resenha do livro Captain Wentworth’s diary. O motivo? Bom, leiam e vocês vão saber 🙂

Título: Captain Wentworth’s diary
Autora: Amanda Grange
Editora Berkeley Trade, 304p.

Anne, always Anne. 

 O jovem Frederick Wentworth conhece Anne Elliot em uma pequena reunião. Ele primeiro pensa que ela é dama de companhia de Elizabeth Elliot, mas logo descobre seu engano. Primeiro com a intenção de flertar com Anne (sem dúvida, penalizado com a situação da moça desconsiderada pelo pai e pela irmã), mas o jeito delicado de Anne o encanta. Encontros casuais fazem com que a afeição por ela cresça a cada dia. Nesse meio tempo, Lady Russel começa a perceber a (e desgostar da) atenção que Wentworth dá a Anne sempre que eles estão no mesmo local. Mesmo ciente desse fato, o então comandante resolve não desistir de Anne. Então, ele a pede em casamento. Anne aceita e seu pai consente (em termos não muitos amigáveis). A felicidade é enorme, até a moça cancelar tudo. Graças à Lady Russel. Wentworth a confronta, mesmo magoado. Ele parte. 
Anos depois, agora já capitão, Wentworth recebe um convite da irmã para se hospedar na casa dela, antiga propriedade de Sir Elliot. Suas lembranças afloram, e mesmo tentando parecer indiferente ao destino de Anne, ele não consegue segurar sua curiosidade. Ele fica feliz ao descobrir quem realmente é Mrs. Musgrove. Finalmente, eles se encontram novamente, mas tudo que Wentworth pode sentir é desgosto, pois Anne não demonstra mais ter todo o brilho que um dia ele conheceu. Vendo a constante desatenção sofrida pela moça, ele tem vontade de defendê-la. Mesmo conversando com outros e sendo requisitado por todos, sua atenção permanece com Anne. Wentworth começa a perceber que continua dedicando a moça os mesmos sentimentos de antes. Mais do que isso, seus sentimentos agora também são contraditórios: raiva, frustração, esperança. E ciúmes, muito ciúmes. Até finalmente perceber que Anne nunca saiu de sua cabeça e que ele continua querendo-a como esposa. 

Me surpreendi quando ele primeiramente pensou em Anne como um simples flerte. Mesmo que ele estivesse penalizado pela pouca consideração que o pai e a irmã tinham dela, fiquei com raiva porque isso não parecia um bom motivo para flertar (ato que eu considero, ao ler as novelas de Austen, como um homem querendo se divertir à custa dos sentimentos de uma jovem) e acabei me lembrando de Wickham e Willoughby. 
Outra coisa que me irritou terrivelmente foi Lady Russel. Mesmo que suas intenções tenham sido as melhores, já que Anne era muito jovem, não consigo deixar de pensar nos motivos que a levaram a aconselhar Anne a não se casar. No confronto que se segue, adoro a menção à inconstância de sentimentos femininos e masculinos, discussão em Persuasão que eu me derreto todas as vezes que leio. Outro ponto alto: Wentworth estava desesperançado com a inconstância de Anne e queria se apaixonar por uma jovem determinada. Achando que fosse encontrar isso em Louisa Musgrove, mais tarde percebe que uma determinação incansável pode não ser, afinal de contas, uma grande qualidade. Como se não precisasse de mais nada para ele direcionar seu pensamento para Anne. Também gostei de Amanda ter mantido Wentworth como o homem determinado e com os sentimentos intensos (os quais só temos real consciência na carta) que Jane Austen nos presenteia. Um livro muito bom, uma leitura maravilhosa. Muito recomendado.

Primavera em Chawton

Os mimosos sinais da primavera já começam a despontar em Chawton Cottage (chalé onde Jane Austen viveu os últimos anos de sua vida). 
Eu escolhi a foto desse gato fofíssimo para ilustrar algumas partes do jardins de Chawton… Observem o quanto ele parece estar orgulho de estar ali. Infelizmente eu não o encontrei quando visitei a casa de Austen em janeiro passado. Fica para a próxima visita! Não posso garantir que vou me conter, adoro gatos!

Aventuras pela Inglaterra de Jane Austen: Chawton

Mais um post maravilhoso escrito por Deborah Simionato! Desta vez é sobre Chawton Cottage e a vila onde Austen morou em seus últimos anos de vida.
CHAWTON
‘(…) as for ourselves, we’re very well,
As unaffected prose will tell.
Cassandra’s pen will give our state
The many comforts that await
Our Chawton Home – how much we find
Already in it to our mind,
And how convinced that when complete,
It will all other houses beat,
That ever have been made or mended,
With rooms concise or rooms distended.
You’ll find us very snug next year; (…)’
porque Jane Austen também escreveu poesia!
Uma pequena casa no vilarejo de Chawton foi onde Jane Austen passou os últimos anos de sua vida e onde trabalhou em seus livros (alguns foram apenas revisados, outros inteiramente escritos ali). Hoje, é um museu dedicado à escritora, provavelmente um dos lugares onde mais se entra em contato com quem ela foi, pois além de ter morado ali por vários anos, vários de seus pertences ainda podem ser encontrados na casa. É uma parada obrigatória para fãs da Jane e, portanto, eu não podia deixar de ir.
Não há acesso de trem ao vilarejo, então temos que ir até a cidade mais próxima, Alton, e dali pegar um ônibus ou caminhar até Chawton. Chegando a Alton, eu desesperadamente procurava no mapa “Jane Austen’s House”. E não achava nada. Andei por toda a cidade (é uma cidade pequena, em uma hora já tinha andado por tudo) procurando um mapa, uma placa, qualquer coisa que me dissesse que direção tomar para chegar até a casa da Jane. Já sem esperança, resolvi pedir informações para uma velhinha muito simpática na parada de ônibus. Ela não só me explicou como chegar, como também me levou até a entrada da casa e ficou conversando comigo sobre os livros da Jane. Ahhh! Adoro isso! Não sei vocês, mas quando eu menciono Jane Auten para a maioria dos meus conhecidos, ninguém sabe do que eu estou falando.
Finalmente, então, estava em Chawton! O lugar é lindo e a emoção de estar ali foi grande.
A entrada dos visitantes.
Chegando lá, entra-se pela gift shop, onde ingressos são vendidos (e tantas outras coisas legais!!) e por onde entramos em uma pequena sala exibindo um vídeo sobre a vida da Jane, com foco na época em que ela esteve em Chawton. Após o vídeo, o visitante fica livre para explorar a casa e o simples jardim.
Os cômodos da casa estão decorados conforme se acredita que teriam sido na época em que a Jane morou ali. Os objetos mais interessantes são, obviamente, os que de fato pertenceram à Jane, principalmente a famosa mesa que pertencia aos Austens, onde se acredita que nossos amados livros foram escritos e revisados.

Outros objetos também chamam a atenção (clique nas imagens para ampliá-las):

    

Outra coisa interessante encontrada na casa são algumas roupas e acessórios utilizados nas adaptações dos livros para o cinema.

No quarto dividido por Jane e Cassandra, vemos uma réplica da cama que elas compartilhavam e conhecemos o sistema sanitário da época.
Depois de passear pela casa, visitar todos os cômodos mais de uma vez e fazer muitas compras na gift shop, resolvi caminhar até a igreja que a Jane frequentava, St. Nichols, e onde estão enterradas suas amadas mãe e irmã.
No caminho até lá, me senti um pouco Elizabeth Bennet, andando pelo countryside e pisando na lama. Pena foi não ter esbarrado no Mr. Darcy…
Podem me chamar de boba, mas quando cheguei aos túmulos, agradeci à mãe da Jane por ter dado vida a uma pessoa cuja obra mudou a minha e agradeci, também, à Cassandra por ter amado e cuidado da Jane até o final. Mais emocionante que isso, só a minha visita ao túmulo da Jane, em Winchester – isso fica para outro post.
Conhecer o lugar onde a Jane viveu, ver coisas que pertenceram a ela, caminhar por caminhos que ela caminhou… Chawton é um local muito especial mesmo!

Para saber mais sobre o museu: http://www.jane-austens-house-museum.org.uk/index.php
Até semana que vem,
Deborah

***
Texto e imagens originalmente publicados no blog da Samanta Fernandes.

Aventuras pela Inglaterra de Jane Austen: Lyme

Mais um post da  Deborah Simionato!
LYME REGIS
“E só um estranho muito estranho não veria os encantos dos arredores próximos de Lyme e teria vontade de os conhecer melhor.” Persuasão
 Eu amo Persuasão, uma das histórias mais lindas e sem dúvida a mais melancólica que a Jane Austen escreveu. Sendo assim, não podia deixar de visitar Lyme, onde tantos eventos importantes no livro acontecem. Além de Persuasão, Lyme foi um lugar onde a própria Jane passou temporadas, detalhe que só faz a curiosidade aumentar.
Assim como para chegar a Chatsworth e tantos outros lugares, peguei um trem até uma cidade próxima, nesse caso Axminster, e depois um ônibus que me levou ao destino final, a praia de Lyme Regis.
 
A atmosfera era exatamente como eu imaginava – e, honestamente, como eu queria: cinza e chuvosa. Pode parecer estranho querer visitar uma praia com o tempo assim tão ruim, no entanto, por Persuasão ser melancólico e por Lyme ser parte de Persuasão, eu não esperava nada diferente.
Descendo a rua principal, me deparo com o mar. Apesar de praias terem seu auge no verão, visitar uma no inverno é um ótimo jeito de encontrar tranquilidade e solidão. Pouca gente nas ruas, pouca gente na orla. E só você, o mar e a brisa no rosto. E a esperança de virar o rosto e encontrar o Cap. Wentworth. Infelizmente não foi dessa vez, fiquei só com a paz de espírito mesmo.
Chegando à praia propriamente dita, já é possível avistar o famoso Cobb. Fiz o meu caminho até ele, pisando em pedras e areia – as praias na Inglaterra costumam ter pedras no chão, e não areia, Lyme tinha ambas.
O Cobb é uma construção impressionante, mesmo sendo tão simples. Como sabemos pelo livro e principalmente pelos filmes, o Cobb tem dois “andares” – o primeiro, mais largo e seguro; o segundo, com a superfície desnivelada e onde somos sujeitos à fúria da natureza.

Quando me deparei com a famosa escada onde a Louisa Musgrove brincou de “catch me” não pude evitar um sorriso pela felicidade de estar ali – e, se eu for sincera, por pensar em quão idiota era a Louisa.

Quanto mais para o final da parte de baixo do Cobb eu andava, mas suscetível eu ficava às ondas que batiam do outro lado. Bem na ponta final, há uma espécie de continuação do Cobb com pedras soltas, lindas de ver, mas nas quais não se podem colocar os pés.
Resolvi que estava na hora de encarar a parte mais perigosa: o topo. Eu precisei de muito encorajamento (eu mesma fiz o serviço de líder de torcida, já que estava sozinha :) , mas no fim, subi. Tenho que confessar que eu estava tremendo! As pedras estão constantemente molhadas pelas ondas que batem ali, uma chuva fininha estava caindo e a gente não consegue caminhar reto, pois a construção é torta. Que tensão! Então eu pensei “se a Jane Austen caminhou aqui, eu também posso”. E fui.
Não cheguei até a ponta, pois minha coragem tem limites. Mesmo assim, fiquei muito orgulhosa de mim mesma por ter subido.
Saindo do Cobb e caminhando pela praia, a vista seguia linda.

Foi então que eu me deparei com o Lyme Regis Museum e, vendo a placa, não podia deixar de visitar:

 
O museu é bem pequeno e é mais dedicado aos fósseis encontrados em Lyme desde antes da época da Jane. Já que esse não era meu interesse, passei relativamente rápido por todo o pequeno museu, até chegar à parte dedicada a nossa autora preferida.
A pequena exposição fala do tempo em que a Jane passou em Lyme, e sobre como era a cidade que ela conheceu. Uma das coisas mais legais no museu é uma placa usada durante as filmagens de Persuasão (1995) pedindo para que os barcos que estivessem no porto fossem retirados devido à gravação do filme.
 Imaginem que máximo estar na cidade durante as filmagens?
 
Na gift shop do museu (eu com vários livros vendidos lá sobre a Jane na mão), a senhora que atendia no caixa me perguntou se eu era fã de Jane Austen. Quando eu confirmei e disse que era essa razão pela qual eu tinha ido até ali, ela abriu um sorriso e disse “pra ver onde a Louisa Musgrove caiu!”. Uma breve conversa sobre a Jane seguiu e uma despedida muito calorosa (quem disse que apenas os brasileiros que são simpáticos?), eu saí do museu.
Com o final da tarde chegando e frio e o vento ficando mais fortes, eu resolvi que era hora de dizer tchau para essa cidade e seguir meu caminho de volta a Londres.
Deixo vocês com uma vista dos telhados da cidade.

Até a próxima semana,
Deborah

Texto e imagens originalmente publicados no blog da Samanta: 

Abril inteiro na companhia de Emma – Encontro das Regionais

Prezados leitores, é com grande prazer que faço este convite para os Encontros das Regionais da JASBRA! Vejam o quanto crescemos nesses últimos tempos!

Por favor, é preciso enviar um email de confirmação para cada organizador do evento regional para que os demais detalhes sejam acertados. Obrigada!

 

JASBRA-PE
01/04 às 14:00 – Recife
Local: Auditório Manuel Bandeira – Saraiva Megastore no Shopping Recife
Obs: Quem quiser participar do amigolate é só ovo de páscoa nr. 15
JASBRA-DF
07/04 às 14:00 – Brasília
Local: Livraria Cultura – Shopping Iguatemi
JASBRA-SP
14/04 às 15:00 – São Paulo
Local: Café Girondino (R. Boa Vista, 365 – Metrô São Bento)
JASBRA-MG
14/04 às 14:00 – Belo Horizonte
Local: a combinar por email
Contato: Adriana Zardini –  aszardini@gmail.com
JASBRA-RS
14/04 às 15:00 – Porto Alegre
Local: Confraria do Café (Bourbon Contry) – capacidade 16 pessoas
JASBRA-SC
14/04 às 14:00 – Florianópolis
Local: Café Sublime – Av. Vereador Nagib Jabor, 452
Obs: Quem quiser participar do coelho secreto, basta levar uma caixinha de chocolate.
JASBRA-MS
14/04 – horário a confirmar –
Local: a confirmar
JASBRA-PR
Local e horário – a combinar
 
JASBRA-RJ
15/04 às 14:00
Local: Jardins do Palácio do Catete – RJ
Obs: O livro discutido será Mansfield Park porque já haviam combinado, por votação. 
Quem quiser participar do amigolate é só levar uma barra de chocolate
JASBRA-AM
28/04 às 19:00
Local: Espaço Cultural Thiago de Mello (Livraria Saraiva)
JASBRA-PB
28/04 às 16:00
Local: a confirmar