Eu fiquei encantada com essa notícia que uma seguidora me contou: Jane Austen para o público infantojuvenil será publicado aqui no Brasil! Os livros foram publicados, em inglês, pela editora Sweet Cherry Publishing em 2020.
Eu conversei com a editora Culturama (Caxias do Sul – RS) e me informaram que nesse primeiro semestre irão publicar 3 livros: “Orgulho e Preconceito”, “Razão e Sensibilidade” e “Persuasão”. Ainda não há previsão de publicação dos outros 3 livros de Jane Austen.
Os livros estão em pré venda na Amazon, com lançamento para o dia 31 de julho de 2024 (os links para compras estão logo abaixo das imagens dos livros).
Resumo: A sra. Bennet está desesperada para encontrar maridos ricos para suas filhas. Então, a chegada de um vizinho gentil e encantador é muito bem-vinda. Infelizmente, não é possível dizer o mesmo do amigo que ele traz na sua companhia. O sr. Darcy parece ter ainda mais orgulho do que dinheiro. Ninguém gosta dele ― e Elizabeth Bennet gosta ainda menos. Mas nem todos são quem parecem ser, e o amor pode mudar tudo.
Resumo: Elinor e Marianne Dashwood têm ideias muito diferentes sobre o amor. Marianne quer se sentir arrebatada. Os pés de sua sensata irmã Elinor estão sempre firmes no chão. Mas o pai delas morre e elas são forçadas a se mudar para outra casa. Nessa situação, haverá espaço para o amor?
Resumo: Oito anos atrás, Anne foi persuadida a não se casar com o Capitão Wentworth. Agora ele está de volta, rico, bonito e ainda solteiro. Enquanto todos se perguntam sobre qual sortuda dama se tornará sua esposa, Anne não pode evitar de esperar por uma segunda chance. Uma chance para provar que sua mente pode ter mudado uma vez, mas seu coração nunca mudou.
Ementa: Apresentar o panorama da vida e obra de Jane Austen, escritora inglesa do século 19. Analisar e discutir a obra “Orgulho e Preconceito”, segundo romance escrito por Austen, publicado após sua morte em 1813. Analisar e discutir as adaptações fílmicas de “Orgulho e Preconceito” para o cinema e a televisão.
Conteúdo programático e cronograma:
Aulas 1 e 2 (02 de maio)
Introdução e cronograma do curso
Principais características de Orgulho e Preconceito (personagens, enredo, status social, influências do exército)
Análise do livro Orgulho e Preconceito
Aulas 3 e 4 (09 de maio)
Análise do livro Orgulho e Preconceito
Análise da adaptação para a televisão (1980)
Aulas 5 e 6 (16 de maio)
Análise da adaptação para a televisão (1995)
Aulas 7 e 8 (23 de maio)
Análise da adaptação para o cinema (2005)
Aulas 9 e 10 (30 de maio)
Conclusões sobre a transposição do livro para as telas
Discussão sobre as adaptações
Metodologia: Aulas às quintas do mês de maio (2, 9, 16, 23 e 30) de 2024, de 19:30 às 21:30 (via Google Meet), com exposição e discussão do conteúdo programático. Leituras compartilhadas através do Google Classroom da turma. Acesso aos textos e materiais do curso, antes das aulas síncronas, para leitura prévia. As aulas ficarão gravadas para acesso assíncrono, caso o participante não possa estar on-line no horário e dias combinados.
Avaliação: Frequência e participação nas discussões e atividades propostas no curso.
Ministrante: Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford (2010). Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008. Tradutora de Mansfield Park (2009), Razão e Sensibilidade (2010) e Emma (2012).
A maneira como Sanditon lidou com a ausência de Sidney Parker, interpretado pelo ator Theo James, foi a melhor coisa para a segunda temporada.
James partiu corações quando optou por não reprisar o papel de Sidney, o protagonista masculino de Sanditon, ao lado de Charlotte Heywood, de Rose Williams. Então, quando Sanditon ganhou renovação para as temporadas 2 e 3, graças à devoção de sua base de fãs, James imediatamente anunciou que não participaria. No estilo da saída de Regé-Jean Page da segunda temporada de Bridgerton.
James citou o “conto de fadas quebrado” entre Sidney e Charlotte como um final ideal para o romance em sua opinião. Então, a série teve que alterar seus planos criativos e seguir em frente sem seu galã principal, mas a série tomou uma sábia decisão quanto ao personagem.
Galã envolvente
A primeira temporada de Sanditon apresentou Sidney como o irmão mercurial de Tom Parker (Kris Marshall), o visionário por trás da pitoresca cidade litorânea de Sanditon, na costa sul da Inglaterra.
Sidney era um empresário de sucesso com muitos contatos em Londres e no exterior. Ele também era o zelador de Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma herdeira de Antigua que possuía 100.000 libras e se ressentia da forma rígida e dominadora que Sidney a vigiava. Os heróis de Jane Austen, Sidney e Charlotte entraram em confronto imediatamente, mas por baixo de sua hostilidade havia uma atração crescente.
O par se apaixonou antes que eles percebessem. Infelizmente, a cidade e Tom estavam à beira do colapso financeiro e coube a Sidney encontrar o financiamento para manter vivo o sonho de seu irmão. A trágica solução de Sidney, dessa forma, foi se casar com sua antiga paixão, Eliza Campion (Ruth Kearney), cuja família tinha dinheiro para salvar Sanditon. Claro, isso significava que Sidney e Charlotte não poderiam ficar juntos apesar do desejo de seus corações, e ambos deixaram a cidade (e um ao outro) no final da primeira temporada.
Sidney morre em Sandition
A estreia da 2ª temporada de Sanditon não perde tempo estabelecendo que Sidney Parker está morto. Ele morreu de febre amarela enquanto visitava Antígua. Além disso, o personagem morreu em 1820 quando tinha 32 anos. Charlotte, enquanto isso, tem “vinte e três anos” na segunda temporada. (via ScreenRant)
Portanto, essa é melhor solução possível para que Sanditon e seus personagens, especialmente Charlotte, possam deixar Sidney para trás. Afinal, Theo James simplesmente não voltaria para as temporadas 2 e 3, então não havia sentido em manter Sidney fora da tela, mas ainda vivo. O que daria a possibilidade de ele retornar algum dia.
Com o Mr. Parker morto de forma definitiva torna qualquer retorno do ator impossível. Mas também permite que Sanditon avance, mantendo sua memória viva e permanecendo a importância de Sidney para os personagens principais, Charlotte, Tom e Arthur (Turlough Convery), o irmão mais novo de Parker.
Como a morte de Sidney impacta a série
Como a morte de Matthew Crawley (Dan Stevens) em Downton Abbey, o fato de Sanditon matar Sidney também é uma jogada inteligente por causa de todas as possibilidades de histórias que surgem a partir dele.
Charlotte está, compreensivelmente, em um período de luto para que o público possa lamentar. Logo, a senhorita Heywood permanece assombrada pelas palavras finais que Sidney falou com ela, que ecoa para o público usando a voz de Theo James do final da primeira temporada de Sanditon.
Mas Charlotte também deve encontrar uma nova vida para si mesma em Sanditon sem Sidney. A morte do Sr. Parker também oferece possibilidades para Georgiana, que agora tem que se defender de vários pretendentes caçadores de fortunas sem a proteção de Sidney, mesmo que a Srta. Lambe se eriçou sob sua asa.
Com a saída de Sidney, Arthur também assume um novo papel e responsabilidades, substituindo Sidney como o braço direito de Tom em seus negócios. Isso cria uma nova dinâmica interessante para a família Parker e Charlotte, sua hóspede.
Inteligentemente, há também um mistério em torno de por que Sidney estava em Antígua, para começar, ao contrário de quando Lady Sybil de Downton Abbey morreu porque Jessica Brown-Findlay saiu da série. Pode estar ligado a Georgiana e sua fortuna, mas também é possível que o belo Sr. Parker estivesse na ilha para ajudar Sanditon.
Talvez ele estivesse procurando algum tipo de maneira de encontrar o dinheiro para ajudar Tom a financiar sua cidade turística para que Sidney pudesse acabar com seu casamento com Eliza e ficar com Charlotte. Ou pode haver uma razão completamente inesperada para que Sidney tenha sido atraído para Antígua.
Mesmo na morte, Sidney continua sendo de vital importância para Sanditon. E a série usou sabiamente matar seu herói principal para criar oportunidades para novas histórias intrigantes na segunda temporada de Sanditon, em vez de apenas descartar Sidney Parker de maneira deselegante.
No mês de junho vamos ler e discutir o livro Sanditon e adaptação para a série de televisão (3 temporadas). Faça sua inscrição AQUI.
Vou realizar uma série de posts sobre a série, que está em exibição nos streamings Globoplay e AppleTv, para deixar as impressões de quem já assistiu e falou sobre o assunto.
A série estreiou em 2019 e havia muita curiosidade sobre como fariam essa adaptação tendo vista que é uma obra inacabada de Jane Austen.
Vamos acompanhar a trajetória da jovem Charlotte Heywood (Rose Williams) que sai da fazenda dos pais para passar uma temporada na cidade litorânea, de Sanditon. O pequeno vilarejo está sendo projetado por Tom Parker (Kris Marshall) para se tornar um dos locais escolhidos pela aristocracia para passar as pré-temporadas. O caminho de Charlotte cruza com o de Tom e a esposa, Mary (Kate Ashfield), por causa de um acidente na estrada, então a moça oferece ajuda ao casal e eles, como agradecimento, levam a moça para passar a temporada na casa deles em Sanditon. Diante de um convite tão inesperado, Charlotte parte nessa nova aventura que afinal mudaria tanto sua visa.
Chegando em Sanditon, Charlotte vai perceber como a vida pacata que tinha na fazenda dos pais é muito diferente de viver numa cidade que em breve será a queridinha dos aristocratas. Mas isso ainda está muito longe de acontecer, pois Tom não conseguiu despertar o interesse de novos investidores e assim ainda conta apenas com Lady Denham (Anne Reid) como sua principal incentivadora e investidora. Porém, até mesmo ela vem perdendo a paciência por ver seu dinheiro sendo destinado em algo que parece que não vai dar certo. Preocupado de perder o apoio de Lady Denham, Tom convoca seu irmão Sidney Parker (Theo James) para ajudá-lo já que ele tem contatos com jovens lords.
A chegada de Sidney à Sanditon trás esperanças para Tom e desperta sentimentos controversos em Charlotte, já que o irmão de seu protetor se mostra sempre muito carrancudo e hostil em sua presença. Ela está ali apenas para aproveitar a temporada e não para arrumar confusão com Sidney, mas a personalidade dele sempre a atraí, então Charlotte sempre tenta se mostrar amigável ao lado dele. Já o rapaz evita Charlotte de todos os modos possíveis, pois por mais que não deseje admitir, ela desperta um lado dele há muito tempo adormecido e Sidney não sabe como lidar com isso.
Saindo do casal principal temos de pano de fundo a criação de Sanditon e todas as suas implicações. Tom está apostando cada vez mais alto na fundação da cidade e não está sabendo lidar com o montante de dívidas que esse projeto trás. Além da cidade em si, temos alguns personagens que ajudam a movimentar a trama e muitos deles estão envolvidos com Lady Denham. Ela é uma viúva extremamente rica e sem herdeiros diretos, com apenas alguns sobrinhos que serão capazes de qualquer coisa para convencer a velhota de deixar o dinheiro para eles, mas ela está anos luz na frente deles.
Mas, pra mim, a trama mais interessante envolve a Srta. Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma herdeira rica e que está sob a proteção de Sidney. Até aí tudo normal e comum, certo? Errado. A introdução da personagem trás à tona um assunto muito importante: a escravidão. A história se passa num período onde os escravos foram recém-libertados e muitos deles estão lutando para se adequar a sociedade. O caso da Georgiana é um pouquinho diferente, pois ela é filha de um casal inter-racial e o pai fez fortuna nas Índias Ocidentais (Ilhas do Caribe), a deixando herdeira de uma grande fortuna. Apesar de ser extremamente rica, as pessoas ainda a olham com curiosidade justamente por ela ser negra. A jovem só quer ter uma vida normal, mas agora vive sob os cuidados da Stra. Griffiths (Elizabeth Berrington) e sua fortuna é administrada por Sidney até que se case. E até a decisão de se casar não cabe a ela, já que muitos poderiam demonstrar interesse apenas em seu dinheiro.
A sinopse e o trailer vendem muito mais do que a série realmente entregou. Eu estava esperando algo bem mais adulto e erótico devido as imagens que saíram na época e, mesmo que tenha nudez e cenas de sexo, basicamente nada disso se aplica ao casal principal, com exceção da cena clássica de Theo James saindo do mar completamente nu. E falando do personagem, eu tive um sentimento de amor e ódio por ele, pois ao mesmo tempo que o acha completamente antipático e grosseiro, eu queria saber mais sobre o passado dele e quando finalmente estamos descobrindo, temos que dar tchau a temporada. Sidney vai ganhando destaque e a quando o plot vem, eu fiquei eufórica e depois chorei em posição fetal por não ter continuação.
Já Charlotte é a clássica mocinha que transita em todos os núcleos, alguns sendo pouco importantes e em outros ajudando a trama a fluir. O maior exemplo disso, foi a amizade que ela desenvolveu com Georgiana e que acabou levando a personagem a conhecer alguém que seria muito importante para trazer os aristocratas para Sanditon. A chegada de Lady Susan Worcester (Sophie Winkleman) vai movimentar a pequena Sanditon e ela veio apenas por Charlotte, mas ainda sim, a regata que Tom havia organizado, com a ajuda da moça, não teria o mesmo sucesso sem a chegada da viúva que aparentemente é uma das abelhas rainhas da aristocracia.
Sanditon foi baseado no livro de mesmo nome da autora Jane Austen, mas é um romance que ela deixou inacabado (escreveu apenas 11 capítulos) e isso de certa maneira abre muitos caminhos para os personagens e foi exatamente o que o roteirista Andrew Davies (que também roteirizou Orgulho e Preconceito de 1995) fez.
Sanditon conta com um ótimo elenco, a fotografia é linda, figurinos impecáveis, com sub-tramas que complementam o enredo principal e ainda temos um toque de humor através dos outros irmãos Parker.
Ementa: Apresentar um breve panorama da vida e obra de Jane Austen, escritora inglesa do século 19. Analisar e discutir a obra “SANDITION”, romance epistolar inacabado, escrito por Austen entre janeiro e março de 1817. A transcrição completa do romance foi publicada em 1925, sob o nome Sanditon – a fragment of a novel. Analisar e discutir as características do romance e a adaptação seriada para a televisão “Sanditon” (2019 – 2023).
Conteúdo programático e cronograma:
Aula 1 (06 de junho)
Introdução e cronograma do curso
Principais características de Sandition (personagens, enredo, status social, temas e símbolos)
Aula 2 (13 de junho)
Análise do livro Sanditon
Análise e discussão da 1ª temporada de Sanditon
Aula 3 (20 de junho)
Análise e discussão das 2ª e 3a temporadas de Sanditon
Conclusões sobre a transposição do livro para a televisão
Metodologia: Aulas síncronas às terças do mês de junho (06, 13 e 20) de 2023, início às 19h (via Google Meet), com exposição e discussão do conteúdo programático. Leituras compartilhadas através do Google Classroom da turma. Acesso aos textos e materiais do curso, antes das aulas síncronas, para leitura prévia. As aulas ficarão gravadas para acesso assíncrono, caso o participante não possa estar on-line no horário e dias combinados.
Avaliação: Frequência e participação nas discussões e atividades propostas no curso.
Ministrante: Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford (2010). Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008. Tradutora de Mansfield Park (2009), Razão e Sensibilidade (2010) e Emma (2012).
O mês de maio chega con uma grande novidade: o clube do livro da Jane Austen Brasil!
Eu selecionei dois livros que certamente despertarão o intresse de várias leitores!
Os Manuscritos Perdidos – Charlotte Brontë
Resgatado de um naufrágio e perdido por quase dois séculos, este livro tem uma história tão incrível quanto as escritas pela família Brontë.
Viajando por quase duzentos anos entre o Velho e o Novo Mundo, os manuscritos passaram por diversas mãos e sobreviveram até a um naufrágio. Mais do que os primeiros rascunhos do que viria a se tornar a obra de Charlotte, o material revela detalhes da vida de uma das famílias mais talentosas da literatura mundial.
Tudo teve início em 1810, quando Maria Branwell, que se tornaria mãe das famosas irmãs Brontë, obteve um livro, em sua terra natal. Dois anos depois, ela se mudou e o exemplar estava entre seus bens que naufragaram em um navio.
O livro foi recuperado intacto e tornou-se precioso para toda a Família Brontë, sendo não apenas uma fonte de leitura, mas também de anotação pelas irmãs Charlotte, Emily, Anne, seu irmão Branwell e seu pai, Patrick.
Em 1861, o livro foi vendido em um leilão depois da morte de toda a família. E, nos anos seguintes, passou por diversos donos, eventualmente, viajando para a América, onde permaneceu em uma coleção particular até 2015.
Comprado pela Brontë Society, descobriu-se joias literárias e históricas escondidas entre suas páginas. Isso inclui anotações, esboços e dois textos nunca publicados de Charlotte Brontë.
Mas este trabalho vai além: especialistas foram convidados a examinar os documentos e apresentam muitas reflexões, incluindo uma sobre a inspiração de Emily Brontë para um dos maiores livros da história: O morro dos ventos uivantes.
Mulheres Extraordinárias – Mary Woolstonecraft e Mary Shelley
Mary Wollstonecraft e Mary Shelley nunca se conheceram de fato. Ainda assim, suas histórias estão inevitavelmente entrelaçadas por escolhas, sonhos e tragédias curiosamente similares. Ambas se tornaram escritoras famosas. Apaixonaram-se por homens geniais e impossíveis. Foram mães solteiras, com filhos fora do casamento. Viveram em exílio. Lutaram por uma posição na sociedade. Desafiaram os costumes da época. E eram mãe e filha.De um lado, a autora de Reivindicação dos Direitos da Mulher, uma das obras fundadoras do feminismo, que denunciou a exclusão das mulheres aos direitos básicos no século 18. De outro, a criadora de Frankenstein, verdadeiro ícone do terror — e primeiro livro a ser lançado na coleção Medo Clássico da DarkSide® Books.Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura, biografia premiada assinada pela poeta e biógrafa Charlotte Gordon, enreda as vidas de Wollstonecraft e Shelley em uma verdadeira jornada entre gerações visionárias: duas mulheres que, embora tenham vivido poucos dias na companhia uma da outra — Wollstonecraft morreu dez dias depois de dar à luz, de febre puerperal —, compartilham um legado literário transformador.Por anos, estudiosos subestimaram o impacto de Wollstonecraft sobre Shelley; vistas como figuras desvinculadas que representavam filosofias e movimentos literários diferentes, parecia improvável que qualquer elo além da maternidade pudesse sequer existir.Neste livro, Charlotte Gordon revela como a influência de Wollstonecraft sobre a filha foi, na verdade, extremamente profunda. Shelley, que cresceu lendo e relendo os livros da mãe, nutriu o desejo de se tornar alguém e criar uma obra própria. Wollstonecraft, por sua vez, destinou boa parte de seu trabalho para a geração seguinte, visando um mundo mais justo e igualitário.Mulheres Extraordinárias: As Criadoras e a Criatura mostra como Wollstonecraft e Shelley — vozes muito à frente de seu tempo — permanecem exemplos para quem luta contra as injustiças de gênero de uma sociedade marcada pelo patriarcado. Envolvente e esclarecedor, o livro descortina duas vidas que deixaram como legado, sobretudo, a mensagem de resistência feminina. O livro é mais uma obra de não ficção a integrar a coleção DarkLove, a marca da DarkSide® Books especialmente pensada para corações românticos e valentes.
15 anos de Jane Austen Brasil! Começamos a rodada de palestras hoje, 23 de fevereiro, às 08:30 com transmissão pelo canal Jane Austen Sociedade do Brasil no Youtube (link na bio). Serão palestras on-line e gratuitas!
Ao iniciar as publicações no dia 23 de fevereiro de 2008 eu não fazia ideia de como esse pequeno passo modificaria toda a minha vida. Desde então, foram tantos amigos que fiz, tantas parcerias acadêmicas, meu doutoramento na UFMG sobre a Austen, as incontáveis palestras no Brasil e no exterior, enfim, a partilha de conhecimento! Eu nem consigo enumerar aqui o quanto foi e tem sido gratificante pesquisar e escrever sobre Jane Austen. A autora e seus livros acabaram fazendo parte da minha vida de maneira significativa. Não há um dia sequer que não comento ou leio sobre Austen!
Gostaria de convidar todos vocês para a celebração dos 15 anos do site Jane Austen Brasil. Voltarei com o #janeaustenlives para uma série de palestras on-line e gratuitas! Ao iniciar as publicações no dia 23 de fevereiro de 2008 eu não fazia ideia de como esse pequeno passo modificaria toda a minha vida. Desde então, foram tantos amigos que fiz, tantas parcerias acadêmicas, meu doutoramento na UFMG sobre a Austen, as incontáveis palestras no Brasil e no exterior, enfim, a partilha de conhecimento! Eu nem consigo enumerar aqui o quanto foi e tem sido gratificante pesquisar e escrever sobre Jane Austen. A autora e seus livros acabaram fazendo parte da minha vida de maneira significativa. Não há um dia sequer que não comento ou leio sobre Austen!
Para celebrar essa data tão especial, gostaria de convidar todos vocês para as palestras on-line que acontecerão entre os dias 23 e 24 de fevereiro (manhã e tarde) no formato on-line com transmissão pelo Youtube (as palestras ficarão gravadas). Os links para cada palestra serão divulgados aqui e no perfil @janeaustenbrasil no Instagram. Haverá emissão de certificado aos interessados (link será divulgado em cada palestra).
Segue abaixo a programação que está sujeita a modificações, caso seja necessário. #janeausten #janeaustenbrasil #janeaustensociedadedobrasil #janeaustensocietyofbrazil #jasbra #palestras #janeaustenlives
O vídeo acima é uma gravação do encontro ocorrido em 18 de julho de 2022, na Academia Mineira de Letras em homenagem ao legado de Jane Austen.
Um dos maiores nomes da literatura mundial, com milhares de fãs, ganhou um evento especial na Academia Mineira de Letras. Jane Austen e sua obra com três palestras na AML no dia 18 de julho. Na ocasião a Dra. Adriana Sales aborda “A permanência de Jane Austen”; a mestre Marcelle Salles ressalta as “Referências religiosas em Jane Austen” e a mestre Flávia Lima apresenta “Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”.
Jane Austen escreveu apenas seis livros durante sua breve vida. Entretanto, seus livros são considerados clássicos da literatura inglesa até os dias atuais. Por que ela se tornou tão presente no mercado editorial e suas obras contam com diversas adaptações para o cinema, televisão e teatro? A Dra. Adriana Sales aborda exatamente isso em “A permanência de Jane Austen”. Além do retrato de uma época, as tramas e construções de personagens traduzem um legado de grande importância literária. Esse legado é mantido pela sua legião de fãs ao redor do mundo, entre críticos canônicos e a fandom digital.
Já em “Referências religiosas em Jane Austen”, a mestre Marcelle Salles observa que, ao analisar a biografia de Jane Austen, é fundamental o reconhecimento da religião cristã em suas bases familiares. Austen era filha do Reverendo Anglicano, George Austen. “É preciso compreender que, em decorrência do relacionamento orgânico existente entre a Igreja e a sociedade inglesa da época, não é correto separar os enredos literários dos romances da referida autora em distintas esferas seculares e religiosas. Suas obras criticam as falhas humanas e institucionais, contemplando casamento, sociedade, sistema legal e clero, tendo como base os textos bíblicos e filosóficos que conhecia”, explica.
Outro ponto é abordado pela mestre Flávia Lima em “Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”. A celebre frase de Orgulho e Preconceito (1813): “Cinco filhas para casar”, da Mrs. Bennet é muito forte, e retrata uma responsabilidade materna da época. Todavia, as atitudes explícitas para tal propósito fazem com que a personagem seja criticada e até ridicularizada por muitos leitores. Mas, sob a lente de um olhar mais tolerante, o que é possível pensar sobre o que Jane Austen queria mostrar com a personagem? Quais eram as responsabilidades das mulheres com filhas para casar? Quais eram o futuro de moças que não se casavam? Será possível conferir essas e outras reflexões durante a palestre.
Sobre as palestrantes:
Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford. Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008.
Marcelle Vieira Salles é escritora, graduanda em Letras com ênfase em Estudos Literários pela UFMG e Mestre em Administração pela FEAD-MG. Trabalha em projetos de planejamento e edição de livros independentes. É membro e palestrante associada à Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2011.
Flávia Lima é pedagoga pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestre em Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais, Especialista em Educação Especial pela UFJF e graduanda em Letras/Inglês pela UNIMONTES. Tem experiência no ensino e em elaboração de materiais para a formação educacional.
SERVIÇO:
Academia Mineira de Letras
Palestras sobre Jane Austen
“A permanência de Jane Austen” com Adriana Sales
“Referências religiosas em Jane Austen” com Marcelle Salles
“Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”, com Flávia Lima
Data: 18 de julho, às 19h30
Local: Academia Mineira de Letras – R. da Bahia, 1466 – Centro, Belo Horizonte
O evento acontecerá entre os dias 16 de dezembro às 19 horas e 17 de dezembro às 09 horas.
Local: Academia Mineira de Letras – Rua da Bahia 1466 – Belo Horizonte.
As temáticas e palestrantes estão no anexo (release do 8º Encontro Nacional da JASBRA), que enviei por e-mail.
O evento é de palestras e discussões literárias, porém, será oferecido um serviço de fotografia e empréstimo de roupas de época, feito por Ivny Coura. É necessário combinar com a Ivny e reservar um horário para as fotos.
O evento será gravado, porém não haverá transmissão simultânea. Posteriormente, publicaremos os vídeos no youtube.
Todos que fizeram suas inscrições anteriormente deverão confirmar a participação por meio deste formulário: https://forms.gle/TshbuxWLi32hCuEG9
Foi necessário fazer uma confirmação de inscritos, principalmente de quem vem de fora, pois muitas pessoas entenderam que seria um encontro online. Entretanto, todos os encontros nacionais da JASBRA são realizados de forma presencial, nos moldes da JASNA e JAS.
Pretendemos enviar uma programação de atividades culturais na cidade de Belo Horizonte e um possível encontro por adesão (café/chá) com o grupo que se interessar. Aguardem mais notícias!
Deverá estar ligado para publicar um comentário.