Trecho de Razão e Sentimento

Está disponível no site da Editora LPM, e disponibilizo logo abaixo, um trecho do recém lançado livro Razão e Sentimento, traduzido por Rodrigo Breunig. O arquivo contém uma introdução escrita por Rodrigo, que é mestre em Letras e algumas páginas do primeiro capítulo. Confira!

Edições Francesas da Editions 10/18

Claire Saim nos presenteia com as belíssimas capas da Editora Editions 10/18. Vejam como são lindas!

Orgulho e preconceito foi traduzido porValentine Leconte e Charlotte Pressoir
Com prefácio de Virginia Woolf

Emma foi traduzido por Josette Salesse-Lavergne 

Razão e Sensibilidade foi traduzido por Jean Privat 
 
Veja em detalhes:das capas

Livros à venda na Amazon

Visite também o site da editora.

Sentimento ou Sensibilidade – parte 1

O tradutor Ivo Barroso defende o título Razão e Sentimento para sua tradução de Sense and Sensibility:

Traduzi dois livros de Jane Austen: Emma e Sense and Sensibility, e neste último, que aliás foi o meu primeiro, tive um pequeno problema de tradução… com o título. Ele exprime uma perfeita dicotomia com o agravante de encerrar uma aliteração. A hipótese imediata para os preguiçosos seria Senso e Sensibilidade, preservando assim o paragramatismo. Mas “senso” em português não é o mesmo que “sense” em inglês, e a alternativa bom senso deita por terra a aliteração. Por outro lado, “sensibility” não tinha para Jane Austen o sentido moderno de sensibilidade, equivalente a suscetibilidade, refinamento dos sentidos. Ela o emprega mais na acepção de sensível, de pessoa desprendida, que demonstra bons sentimentos. Eu me havia decidido por “sentimento” para o “sensibility”, mas faltava resolver o “sense”. De repente, afastei a obrigatoriedade da aliteração ao me lembrar que Pride and Prejudice também obedecia ao esquema(dicotomia+aliteração), e fora traduzido brilhantemente em português por Orgulho e Preconceito, mantendo a dicotomia mas ignorando a aliteração, tudo em proveito daquela forte oposição vocabular. Foi assim que cheguei ao Razão e Sentimento. Mas, e você, como faria? 

Fonte: Gaveta do Ivo 

Veja aqui mais posts sobre o tradutor.

Como percebemos na fala do Ivo Barroso, a escolha por Razão e Sentimento foi uma opção pessoal do tradutor. Não trato aqui de uma discussão a respeito do melhor título para a obra, apenas tento colocar a opinião de duas pessoas pois muitos estão acostumados com a título Razão e Sensibilidade por causa do filme de 1995.

Aguardem amanhã a parte 2. 

Razão e Sentimento da LPM

Diretamente da página da LPM no Facebook, uma ótima notícia! Mais tradução da editora e uma belíssima capa!  Confira aqui as demais capa que a LPM publicará. 

A editora já publicou A Abadia de Northanger, Persuasão e Orgulho e Preconceito, veja os livros aqui.

Razão e Sensibilidade da Penguin Brasil

Acabo de ler no site da Distribuidora Boa Viagem (aqui de Belo Horizonte) que acaba de sair do forno mais uma edição em português do Brasil de Razão e Sensibilidade. Desta vez com o selo da Editora Peguin  Brasil, como consta no blog da Cia das Letras (que faz parte do grupo editorial ao qual a Penguin faz parte).
O tradutor desta edição brasileira é o Alexandre Barbosa de Souza que também traduziu Orgulho e Preconceito para esta editora.
O curioso é que a editora decidiu optar por uma outra capa, bem diferente do estilo de capa de Orgulho e Preconceito (pintura), como vocês poderão observar abaixo:

Entrevista com Fernanda Abreu – tradutora de Persuasão e duas outras estórias

A entrevista abaixo foi originalmente publicada no site da Editora Zahar.


Fernanda Abreu, tradutora e responsável por parte das notas da edição.
Qual o maior desafio de traduzir esse clássico do século de XIX?
O estilo Austen é capaz de passar vários parágrafos descrevendo a simples entrada de alguém em um recinto, enumerando cada detalhe, cada sensação, cada movimento. Isso torna o seu texto muito rico, mas também um pouco prolixo, dependendo do trecho: é tudo exaustivamente descrito, explicado, dissecado, e ainda com uma pontuação que muitas vezes parece estranha aos olhos do leitor contemporâneo. Como transpor para o português o máximo desse estilo sem comprometer a fluidez da tradução, considerando que inglês e português são línguas com ritmos tão diferentes? Esse foi o maior desafio. A recriação do contexto da época, inclusive nos diálogos, também foi uma preocupação constante. Além da edição em inglês que serviu de original, da Penguin, a tradução francesa de André Belamich ajudou bastante a encontrar a melhor solução para os trechos mais delicados.

E em relação às notas? Que detalhes foram destacados?
“Persuasão” é um romance bem “limpo”, intimista, sem muitas referências a fatos reais ou personagens históricos. Consequentemente, poucas notas se fizeram necessárias. Tomei cuidado para não ultrapassar a tênue fronteira entre notas e explicação de texto. O critério foi incluir notas que auxiliassem na compreensão do texto pelo leitor e enriquecessem a leitura, ou seja, para explicar referências específicas à cultura e aos costumes ingleses da época, bem como referências históricas e geográficas. Usei como referência as edições anotadas de língua inglesa e francesa.

A obra é seguida de duas novelas inéditas em português, o que destacaria nesses dois textos?
Gostei imensamente de “Lady Susan”. Austen se aventura no romance epistolar (ou melhor, no “conto epistolar”) com muita ironia e uma narrativa bem amarrada, que prende a atenção do leitor. Sua protagonista não fica nada a dever à Mme. de Merteuil de Laclos, e no final eu já não sabia por quem torcer, se por ela, pelas pobres “vítimas” da sua perfídia, ou pelos íntegros personagens que passam o conto inteiro tentando desmascará-la. Terminadas a leitura e tradução do conto, logo depois de “Persuasão”, fiquei com a impressão de que Austen tinha pego o sr. Elliot e a sra. Clay de “Persuasão”, misturado bem, e obtido como resultado Lady Susan (mas sei que não foi assim, pois o conto é possivelmente anterior ao romance). “Jack e Alice” também é bastante irônico, além um tanto fantasioso. Foi interessante descobrir uma história tão farcesca escrita por uma autora cujos romances principais são tão realistas, e também constatar que, mesmo muito jovem, ela já era dona de um olhar arguto e de um fino humor para descrever as interações sociais inglesas de sua época.

A Sensibilidade de Ivo Barroso

Olá pessoal, meu nome é Elaine Rodrigues. Sou uma das janeites do Rio de Janeiro. E sou jasbrete desde a fundação da Jasbra, em 2009. 
Recentemente estive num evento, uma sessão de bate-papo e autógrafos, onde o tradutor Ivo Barroso lançava sua 3ª edição da obra “O Corvo e suas traduções” pela editora Leya. A noite era da poesia de Allan Poe, mas eu não me contive: tive que me lembrar da prosa de Jane Austen, já que ele, o Ivo, foi um dos responsáveis pela sua obra ser lida aqui no Brasil. 
Ivo Barroso (1929 -) é poeta e tradutor. Traduziu da nossa querida escritora, Emma e Sense & Sensibilty. E não apenas a traduz, como também é admirador e estudioso de suas obras. Escreveu prefácios para Orgulho e Preconceito, Persuasão e Abadia de Northanger da L&PM Pocket, com consistente pesquisa e eloquente concisão, que parecem ser bem mais que só prefácios. É possível ver também sua admiração por Austen em sua defesa apaixonada no que diz respeito à atual e crescente gama de follow-ups e mashups da autora. Ele critica o oportunismo e a impropriedade de algumas publicações que tentam imitar, sequenciar ou mesmo fazer referência às tramas austenianas. 

Vejam os prefácios da L&PM e outros artigos no blog do Ivo.

 

Bom, quanto ao meu encontro com o tradutor, foi muito rápido, mas bem importante pra uma janeite curiosa como eu. Ainda na fila dos autógrafos, meti na cabeça que iria tirar uma dúvida: sempre quis saber por que a tradução dele de Sense and Sensibility, assim como a da Dinah Silveira de Queiroz em 1940, para a Livraria José Olympio Editora, distinguia-se das outras. Como sabem, ele traduz como Razão e Sentimento (Nova Fronteira, 1982). Essa foi a primeira edição que li da obra, peguei na biblioteca da minha escola, e já havia visto o filme de 1995 com a Emma Thompson, então estranhei o título. Mas, deixando de falácias e indo ao que interessa, eis aí minha “entrevista” 😉 com Ivo Barroso na íntegra: 
Elaine: Ivo, eu sei que a noite é do Poe, mas eu tenho uma curiosidade sobre um outro trabalho seu. O senhor traduziu Sense & Sensibility de Jane Austen como Razão e Sentimento. Tem algum motivo em especial para ter usado o termo ‘sentimento’ e não o ‘sensibilidade’, como em geral os outros tradutores da obra fazem? 
Ivo: Sensibility na época de Austen tinha um cunho mais psicológico: referia-se ao estado de quem era sentimental, de quem se guiava apenas pelos sentimentos. Hoje é usado mais genericamente, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram sensibilidade, aí todos usaram assim.
Elaine: (cara de quem descobriu a pólvora)
Elaine: Ééé, o senhor gosta do livro? (dããã)
Ivo: Se eu gosto?! Eu traduzi o livro. (sorriso de velhinho fofotinha um cunho mais psicológico: referia-se ao estado de quem era sentimental, de quem se guiava apenas pelos sentimentos. Hoje é usado mais genericamente, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram sensibilidade, aí todos usaram assim.
Elaine: (cara de quem descobriu a pólvora)
Elaine: Ééé, o senhor gosta do livro? (dããã)
Ivo: Se eu gosto?! Eu traduzi o livro. (sorriso de velhinho fofotinha um cunho mais psicológico: referia-se ao estado de quem era sentimental, de quem se guiava apenas pelos sentimentos. Hoje é usado mais genericamente, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram sensibilidade, aí todos usaram assim.
Elaine: (cara de quem descobriu a pólvora)
Elaine: Ééé, o senhor gosta do livro? (dããã)
Ivo: Se eu gosto?! Eu traduzi o livro. (sorriso de velhinho fofo
tinha um cunho mais psicológicotinha um cunho mais psicológico: referia-se ao estado de quem era sentimental, de quem se guiava apenas pelos sentimentos. Hoje é usado mais genericamente, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram sensibilidade, aí todos usaram assim.
Elaine: (cara de quem descobriu a pólvora)
Elaine: Ééé, o senhor gosta do livro? (dããã)
Ivo: Se eu gosto?! Eu traduzi o livro. (sorriso de velhinho fofo
, referia-se à qualidade daquela pessoa que tem bons sentimentos, que é sensível. Hoje é usado mais genericamente, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram sensibilidade, aí todos usaram assim.Hoje é usado mais genericamente, como estado de quem é sentimental, de quem se deixa levar pelos arroubos do sentimento, mas no tempo dela era assim. Depois veio o filme com a Emma Thompson e colocaram “sensibilidade”, aí todos usaram essa forma.
Elaine: Hummmm.. Errr… E o senhor gosta desse livro de Austen? (dããã ;p)
Ivo: Se eu gosto?! Eu traduzi o livro! (sorriso de velhinho fofo)
Há mais detalhes da explicação de Ivo para a tradução do título em seu blogue, inclusive ele explica porque não mateve a aliteração do inglês (Sense-Sensibility) como os portugueses “tentaram” fazer com seu Sensibilidade e Bom Senso. 
Bom, não é bem uma entrevista, mas matou minha curiosidade e talvez interesse a vocês que tanto gostam de S&S.
Abs!
Elaine
Vejam aí o autógrafo que recebi (o livro era pra minha irmã, mas pedi pra ele incluir meu nome e dividiremos a preciosidade). 
 Ivo Barroso publicou um post a respeito da edição comemorativa de Razão e Sentimento, clique aqui e leia o artigo completo.

Em primeiro mão: Jane Austen by Editora Zahar

Acabo de receber a edição de Persuasão e mais duas outras novelas (Alice e Jack, Lady Susan) publicada pela Editora Zahar! Vejam como é linda! Eu gostaria de agradecer Priscila Correa por gentilmente me enviar esta cópia! Vou poder reler a juvenília de Austen escrita por mãos brasileiras! MUITO OBRIGADA! 
O marcador de livros faz parte dos mimos que fiz para o Encontro da JASBRA-MG no próximo sábado.
Aguardem o próximo sorteio do blog pois será o sorteio deste livro maravilhoso!
Confiram os detalhes abaixo:
Capa dura! Vejam como é linda a contracapa!

Detalhes desta edição: Tradução de Fernanda Abreu, Notas de Fernanda Abreu e Juliana Romeiro, Apresentação do Prof. Dr. Ricardo Lísias. Eu li rapidamente a introdução e pude constatar o excelente trabalho de Ricardo Lísias. Além disso, as notas de rodapé (presentes em centenas de páginas) oferecem ótimas explicações e contextualizam o texto de Austen.

Verso da capa, vejam como é lindo este papel! Nota 10 para a Editora Zahar!

Nota: o marcador de livros faz parte do meu acervo pessoal, comprei em Chawton House Museum.
Para fazer a pré-compra deste livro, leia meu post anterior. Estará à venda a partir de 16 de abril, porém em algumas livrarias virtuais há um prazo para a entrega de cerca de 10 dias.

Lançamento em Português: Persuasão e dois livros da Juvenília

A Anna Katharine (representante da JASBRA-RJ) acaba de me dar uma notícia maravilhosa! Já está em fase de pré-venda uma publicação da Editora Zahar: Persuasão, Lady Susan e Jack e Alice! Vejam que ótima notícia: a juvenília em português do Brasil! Faça sua reserva aqui no site da Livraria Cultura, por R$ 49,90. E aqui, para fazer a reserva no site Livraria Sarairva, por 42,90.
Para quem não conhece a juvenília de Austen, consulte aqui alguns livros já publicados em português de Portugal.

PERSUASAO (EDIÇAO DEFINITIVA E COMENTADA)

SEGUIDO DE DUAS NOVELAS INEDITAS EM PORTUGUES 

Formato: Livro
Coleção: CLASSICOS – EDIÇOES COMENTADAS
Autor: AUSTEN, JANE
Tradutor: ABREU, FERNANDA
Editora: ZAHAR
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES

Sorteio de Natal

Neste Natal vamos sortear cinco livros de Jane Austen oferecidos pela Editora Martin Claret e traduzidos pelo prestigiado tradutor Roberto Leal  Ferreira!


Atenção para as regras:

1) Serão cinco vencedores(ras)
2) Basta deixar o nome e e-mail nos comentários deste post
3) O prazo final para participar é dia 30/12/2011
4) O resultado será divulgado no dia 31/12/2011 e os vencedores deverão entrar em contato com a Lília dos Anjos

Veja as prêmios:

1o  lugar – Livro 3 em 1 – Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Persuasão
2o lugar – Razão e Sensibilidade
3o lugar – Orgulho e Preconceito
4o lugar – Persuasão
5o lugar – A Abadia de Northanger