Há links para o site da Globo e a página no facebook. Mas o Canal da Globo no Youtube, há um vídeo de oito minutos, com cenas inéditas da novela, vejam:
Jane Austen
Primeiros teasers da novela Orgulho e Paixão
Por indicação da leitora Cecília, apresento a vocês os primeiros (6) teasers da novela Orgulho e Paixão:

Em uma época cheia de regras, Elisabeta seguia as dela
Elas não davam colher de chá pra ninguém:
Elas cantavam pneu e tocam o terror:
Elas cozinhavam seus pretendentes:
E pintavam e bordavam:
E boas maneiras de conquistas quem quizessem:
Curso sobre Jane Austen gratuito
A Universidade de Southampton está oferecendo um curso on-line sobre Jane Austen – em inglês, veja os detalhes aqui. As professoras são Kim Simpson e Gillian Dow (que tive o prazer de conhecer em 2016 no Encontro Nacional da JASNA, em Washington DC).

Na página do curso mencionam a JASBRA e demais sociedades ao redor do mundo!
This course is for anyone with an interest in Jane Austen, including the members of Jane Austen Societies in North America, Japan, Brazil and many European countries. You will need a basic knowledge of her novels.
O curso se chama ‘Jane Austen: Muth, Reality and Global Celebrity’ com início em 23 de abril. A plataforma oferece duas modalidades:
- gratuito
- pagamento de 49 dólares que garante acesso ilimitado ao curso, incluindo artigos, vídeos, revisão de pares e quizzes, testes para validar sua aprendizagem, e certificado de participação.
Tópicos do curso:
- The Austen myth: who is she and what does she mean to people around the world?
- An 18th century education: Jane and women’s education and reading
- Austen’s literary and family influences
- Austen’s ‘dirty walks’: gardens and landscapes in Austen’s writing
- The marketing of Jane Austen at home and abroad – how her legacy has endured and built her celebrity
- Austen’s afterlives: adapting Jane Austen for the modern age in film, TV
- Austen as a commodity: portraits, hair and merchandising
Emma – Podcast da Quarta Parede
Acaba de ser divulgado o podcast da comunidade Quarta Parede sobre Emma de Jane Austen! Vale à pena dar uma conferida!

Hoje é dia de debater aquela que é provavelmente a personagem de Jane Austen que mais divide opiniões. Alguns a amam, alguns não a suportam, mas Emma Woodhouse não liga pra ninguém! Um episódio aprovado pela Emma!
Ouça no Podbean: https://tinyurl.com/EmmaPodbean
Ouça no iTunes: https://tinyurl.com/EmmaItunes
Ouça no O Podcast É Delas: http://opodcastedelas.com.br/2018/02/quarta-parede-6-emma/Ou no seu aplicativo de podcast preferido.
Elizabeth Bennet e Mr. Darcy Sobre o Gelo

Que Orgulho & Preconceito é um romance cheio de ironia, ninguém discute. Mas, admitamos, um dos maiores apelos do livro reside naquela que se tornou uma das histórias de amor mais famosas e deliciosas de todos os tempos.
E o que poderia ser ainda mais romântico do que ver esta história de amor representada através de uma incrível apresentação, em um dos esportes mais belos e charmosos das Olimpíadas de Inverno, como se estivéssemos presenciando Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dando voltas e piruetas sobre o gelo?

Pois a dupla Kavita Lorenz e Joti Polizoakis, da equipe alemã, realizou este desejo secreto dos fãs de Jane Austen e da patinação artística, com uma performance sobre o gelo, no dia 19 de fevereiro, durante as Olimpíadas de Inverno 2018, na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, ao som da trilha sonora do filme Orgulho & Preconceito, de 2005.
Os alemães dançaram sobre o gelo, ao som de “Dawn” (#01) e “Liz On Top of the World” (#09), faixas do premiado trabalho do compositor italiano Dario Marianelli.

Infelizmente a bela apresentação e a inspirada trilha sonora não foram suficientes para garantir um pódio para a dupla alemã, que ficou em 16º lugar, com 150.49 pontos.
Confiram a apresentação no vídeo abaixo (cortesia do canal alemão Sportschau):
Obrigada a leitora Letícia Trindade, por compartilhar o link da Sportschau, uma vez que o vídeo anterior, postado no Vimeo, foi deletado.
Fonte: sbnation, kbs, Sportschau, ardmediathek
Texto: Pollyana Coura
Bordado brasileiro na colcha em homenagem à Jane Austen
A Jane Austen’s House Museum divulgou inúmeros bordados que farão parte da colcha em homenagem à Jane Austen. No ano passado, fui convidada para participar como representante da Jane Austen Sociedade do Brasil e me senti muito honrada em contribuir com essa homenagem! Vejam a tradução da publicação onde o museu citou a JASBRA:
“É um prazer incluir a Jane Austen Sociedade do Brasil, que contribuiu com a moda regencial, incluindo as cores brasileiras no design do bordado.”

Para visualizar os demais bordados publicados pelo Museu, clique aqui.
Lançamento: A Abadia de Northanger da Editora LaFonte
Outro lançamento da Editora LaFonte em 2017 foi A Abadia de Northanger, com tradução de Ciro Mioranza. O livro mede 23 x 16 cm. E está à venda na Livraria Saraiva por 29,90 reais. Confira aqui os lançamentos Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade também dessa editora.

Resumo da editora:
A Abadia de Northanger foi o primeiro romance escrito por Jane Austen, apesar de ter sido publicado um ano após sua morte. Talvez pelo fato de ser a autora ainda muito jovem, sua protagonista, Catherine Morland, é a mais ingênua das heroínas de Austen. Nem por isso menos interessante. E o livro, um pouco mais leve que seus demais sucessos, surpreende com muitas passagens cômicas, mas já traz os ingredientes que fizeram de Austen uma das autoras mais lidas de todos os tempos: é repleto de confusões amorosas pontuadas por críticas acidas a sociedade da época. Leitura envolvente da primeira a última página.
Lançamento: Orgulho e Preconceito da Editora Principis
A Editora Principis lançou também uma edição de Orgulho e Preconceito em 2017, medindo 23 x 16 cm. Entretanto, não consegui encontrar o nome do tradutor.

Resumo da editora:
A história de Orgulho e Preconceito gira em torno das cinco irmãs Bennet, que viviam na área rural do interior da Inglaterra, no século XVIII. Aborda a questão da sucessão em uma família sem herdeiros homens, dentro de uma sociedade patriarcal, onde o casamento era fundamental para as mulheres. Assim, quando um homem rico e solteiro se muda para os arredores, a vida pacata da família entra em ebulição.
Carnaval com Jane Austen
Olá pessoal! Vocês estão sabendo que está rolando um sorteio em parceria com o Clube do Livro BH lá no Instagram? Em homenagem aos 200 anos de publicação de #Persuasão #Persuasion, iremos sortear dois livros!
Para participar vocês devem ler com cuidado as regras e seguir as orientações, depois é só comentar no ig do Clube do Libro BH.
Jane Austen e religião
O site Acrópole da fé cristã publicou uma matéria sobre Jane Austen e religião e traz trechos das preces de Austen também.
As orações de Jane Austen
Como sabemos?
Primeiro, temos a evidência das orações de Austen. Sua irmã, Cassandra, preservou as orações que Jane escrevia em suas devocionais noturnas. Elas falavam de um desejo fervoroso por Deus. Uma delas inicia-se assim:
Dá-nos graça, Deus todo poderoso, para orar a ponto de merecermos ser ouvidos, nos direcionarmos a ti com nossos corações, assim como com nossos lábios. Tu estás presente em todo lugar e nada a Ti está oculto. Que tal conhecimento possa nos ensinar a fixar nossos pensamentos em Ti, com reverência e devoção.
No clímax desta oração, Jane implora a Deus: “Desperta nossa percepção da Tua misericórdia na redenção do mundo”, e ainda “pela nossa própria negligência, desperdiçar a salvação que nos destes, nem sejamos cristãos apenas pelo nome.”
Qualquer tentativa de retratar Jane Austen como um frequentadora de igreja ou cristã nominal cai por terra. Era exatamente contra isso que ela orava.
A vida de Jane Austen
Segundo, temos evidências da vida de Jane. Como Irene Collins descreveu: “Nenhum biógrafo questionou a sinceridade de sua fé, a qual ela constantemente testemunhava e pela qual se fortificava durante sua dolorosa doença.”
Depois de sua morte, um de seus irmãos, que era sacerdote, descreveu-a como “completamente religiosa e devota” e nas ocasiões em que se ausentava dos cultos matutinos e vespertinos aos domingos, ela conduzia um culto à noite em sua casa.
O trabalho de Jane Austen
Temos também evidências em seus trabalhos publicados. Com certeza, Jane Austen não tinha medo de satirizar os sacerdotes. O Sr. Collins em Orgulho e Preconceito transbordava auto-justificação, adoração a uma classe social e falta de autoconsciência contra aquilo que Jane orava (“Oh, Deus, e nos salva-nos do engano da nosso orgulho e vaidade próprios”). Mas enquanto a incomparável popularidade de Orgulho e Preconceito fazem do Sr. Collins um dos sacerdotes mais famosos de Jane Austen, ele está entre os maiores exemplos positivos. Na verdade, os heróis de seus três romances — Edward Ferrars (Razão e Sensibilidade), Edmund Bertram (Mansfield Park), and Henry Tilney (Northanger Abbey) — estão buscando servir na igreja.
Mas talvez a mais sutil e convincente evidência se encontra em seu último romance publicado pouco depois de sua morte em 18 de julho de 1817, Persuasão, o qual mostra uma figura que idolatra a si mesmo:
Sir Walter Elliot, de Kellynch Hall, em Somersetshire, era um homem que, para sua própria diversão, nunca pegava outro livro senão o Baronetage; ali encontrava ocupação em seu tempo ocioso e consolação nas horas aflitas; (…) e ali, se houvesse alguma página que fosse insignificante, ele podia ler sua própria história com um interesse que jamais falhava.
A primeira sentença descreve em forma de paródia uma piedade puritana. O pai de Anne é descrito como um homem profundamente religioso, que restringe sua leitura a Bíblia, onde encontra consolo, ocupação e contentamento. Mais ao invés da Bíblia, Sir Walter constrói sua vida em torno do Baronetage — o livro que lista os nomes e biografias das classes altas. Na verdade, havia um baronete em particular que Sir Walter Elliot tinha fixação: “Essa era a página favorita a qual sempre estava aberta: ELLIOT OF KELLYNCH HALL.”
O herói de Sir Walter não era Jesus, mas ele mesmo.
Ansiedade em cultuar a si mesmo
Em seu vídeo, Allain de Botton observe que nós somos “a primeira sociedade que vive num mundo onde não cultuamos nada mais do que nós mesmos.” Ele aponta que isso cria uma ansiedade. Não podemos suportar a pressão de nos cultuar. Jane Austen, uma das escritoras mais bem sucedidas de todos os tempos, orava de forma rotineira: “Inclina-nos, ó Deus, a pensar de forma humilde a respeito de nós mesmos” e reconhecia diariamente “somos perdidos e dependentes.”
Alain de Botton nos convida a substituis as Escrituras peça cultura: “Obrigado Platão, obrigado Shakespeare, obrigado Jane Austen!” Mas Jane Austen, que emocionava nossos corações, encantava nossas mentes e mostrava os ideias platônicas na prosa, nos oferece um caminho diferente. Ela da forma a um crescimento cultural fértil em uma vida fundamentada nas Escrituras e na gratidão: “Obrigada Jesus, obrigada Cristo, obrigada Salvador.”
Em 2009 eu já escrevi sobre as preces escritas por Jane Austen – leia aqui. E também sobre Anglicanismo – leia aqui.
Para quem desejar se aprofundar mais sobre o assunto, há inúmeras publicações sobre Austen e religião:
- Jane Austen and Religion: salvation and society in Georgian England
- Jane Austen and Religion
- The Christian faith of Jane Austen


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