Autor: Adriana Sales
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Gazeta de Longbourn: Conversando com Mrs. Dalloway

Celia Blue Johnson apresenta nesse maravilhoso livro as histórias por trás de 50 clássicos. O que inspirou e fez cada uma ganhar corpo e tornar-se um sucesso da literatura. Autores como J.R.R. Tolkien, Gabriel García Márquez e Lewis Carroll tiveram inspiração em frases aleatórias, lugares ou fatos corriqueiros para compor verdadeiras obras-primas.
Os clássicos da literatura universal tratam não só da crítica e pensamento da época em que foram escritos, mas da universalidade dos sentimentos humanos no decorrer do tempo, tornando-os imortais. Conhecer mais do processo criativo dos grandes escritores nos aproxima tanto dessas histórias como de nossas próprias vidas.
Gosto muito de saber a inspiração por trás de minhas histórias favoritas – de enxergar como algumas experiências moldaram certas narrativas, certos personagens, certas ideias. Assim é que quando bati o olho nesse livro, já saí com ele debaixo do braço e quase que imediatamente me pus a lê-lo.
Curioso; livros de crítica literária são dos poucos que nunca se demoram muito a ser lidos na minha estante. Às vezes compro uma obra e deixo-a na lista de espera por até uns dois anos; mas livros de crítica são meio que devorados imediatamente, muitas vezes quando estou em ressaca de romances e sem vontade de ler nada.
Ok, isso não é curioso, é confuso. Vamos em frente tratar do que interessa.
Conversando com Mrs. Dalloway não é exatamente crítica literária, mas um livro de curiosidades bem leve, divertido, e nada que vá mudar sua vida – inclusive muitas das informações que aparecem no livro, eu já sabia por pesquisas para resenhas ou clubes do livro.
Ainda assim, é um volume bem organizado, dividido em seções que compilam autores com inspirações parecidas: fatos reais que ocorreram a época, às vezes saídos direitos das manchetes de jornais, acontecimentos de suas vidas que acabaram se convertendo em romances, entre outros. São cinquenta títulos cujos bastidores são desvelados em ensaios curtos, bastante diretos, com linguagem simples, humor e sem julgamentos.
Nem todas as histórias são particularmente enaltecedoras do caráter de seus personagens – o fato de idealizarmos certos autores, colocando-os quase num pedestal, não significa que eles eram boas pessoas, e a autora consegue aqui trazer pequenas biografias sucintas e imparciais, sem esquecer esses detalhes menos lisonjeiros.
De Cervantes a Austen, e Tolkien a Harper Lee, Conversando com Mrs. Dalloway traz uma seleção bastante ampla de autores e obras e é uma boa pedida para bibliófilos e curiosos de plantão.
Gazeta de Longbourn: Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura

O universo literário está repleto de heroínas inteligentes e destemidas que ganharam vida nas mãos de celebradas autoras. Assim como as mulheres de hoje, elas valorizavam sua personalidade, espiritualidade, carreira, amizade e família. Escritoras como Jane Austen e Louisa May Alcott deram força às suas opiniões diante de momentos difíceis, às vezes com palavras, outras vezes com atos de coragem.
Este livro encantador nos mostra a força e o poder encontrados nos clássicos. Um tributo único às suas escritoras e um presente extraordinário para mulheres de todas as idades.
Este ano andei lendo uma série de livros sobre livros, volumes e volumes de ensaios e declarações de amor à leitura. Este título faz parte da coleção – que a essa altura, já está chegando a uma inteira prateleira na minha estante.
Blakemore intitula cada um de seus ensaios com uma virtude, relacionando-as, por sua vez, com uma personagem literária. Elizabeth Bennet é o auto conhecimento; Scarlet O’Hara representa a luta; Jo March é a face da ambição; Mary Lennox e seu jardim secreto são a magia.
Estes são apenas exemplos – personagens mais amplamente conhecidos pelo grande público no Brasil. Há outras autoras cuja apresentação me deixaram, naturalmente, curiosa e com isso é claro que minha lista de leituras aumentou…
E este é o ponto chave do livro: as autoras. O título nos faz pensar que se trata apenas das heroínas-personagens, mas a realidade é que as lições de vida apresentadas neste volume são aquelas protagonizadas por cada uma das autoras apresentadas – todas mulheres, todas tendo de lutar para ter o trabalho reconhecido, para n~]ao serem deixadas de lado por sua própria condição feminina.
Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura não é um livro excelente, do tipo que alcance grandes expectativas ou inspire grandeza – o que é um tanto contraditório em relação ao título. Blakemore escreve bem, mas lhe falta algo que nos tire o fôlego, que nos arrebate. A despeito disso, como introdução biográfica – e bibliográfica – ele funciona muito bem.
Para quem tem curiosidade de conhecer um pouco da vida de escritoras consagradas – como porta de entrada para leituras mais aprofundadas – é um livro interessante, definitivamente.









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