Entrevista com João Pedro Roriz

Como prometi, aqui está a entrevista com João Pedro Roriz – autor de Orgulho e Preconceito, versão adaptada para a Editora Paulus.
1) Como conheceu a obra de Austen?
Jane Austen sempre me cativou por utilizar a ironia com perfeição. O retrato de uma época perdida no tempo também é algo interessante, pois sempre fui apaixonado por história. Mas ao mesmo tempo, sempre ouvi dizer que sua literatura era em algumas passagens um pouco imatura… o motivo talvez seja a idade em que Austen começou a escrever. Algo notável! Não devemos olhar a literatura de Jane pela forma e sim pelo conteúdo. Conheci Austen quando lia textos elizabetanos e fiquei curioso pelo texto daquela jovem que para alguns críticos equiparava-se a Shakespeare. Exageros a parte, me encantei com os elementos humanos de seus personagens e o poder de observação da escritora. Algumas passagens são sim ansiosas, mas existem muitas qualidades literárias impressionantes para uma escritora de 17 anos.
2) Quantos livros da Austen você já leu?
Confesso que até agora só me interessei em ler o Orgulho e Preconceito. Os outros livros dela não me cativaram tanto quanto esse (que foi o primeiro que li dela). Você leu outros livros de Austen? Se sim, quais?
3) Nessa adaptação de Orgulho e Preconceito você conseguiu sintetizar o livro original em 150 páginas, como foi isso?
Foi um desafio e tanto. A primeira versão desta adaptção tinha 240 pg., mas o editor pediu para sintetizar mais e o livro acabou com 150pg.. Eu simplifiquei a linguagem, juntei duas ou três cenas de cada vez nos mesmos ambientes, extirpei todas as gorduras, momentos de solilóquios dos personagens, etc. Outro elemento de simplificação do texto foi a mudança no tipo de narração do texto: Jane Austen era uma menina quando escreveu a primeira versão de Orgulho e Preconceito. Com isso, as opiniões da autora sempre se confundiam com as opiniões da protagonista Elizabet Bennett. O que fiz foi trazer a narrativa para a primeira pessoa. Isso contruibuiu para a compreensão das passagens e faciltou a leitura dos jovens. Apesar destas mudanças, o livro manteve o tom irônico e cerimonioso, os retratos históricos e sociais e, ainda o mais importante, a personalidade dos personagens e os elementos discritivos.
4) Você gosta das histórias de Austen?
Sempre escutei que os livros de Austen falam sobre o gênero feminino e imaginei que se tratassem de “histórias de mulherzinhas”. Mas eu me enganei. Ainda na adolescencia percebi que o retrato de seu tempo ia além da própria Inglaterra do Séc. XVIII. Os temas são atuais, pois ainda vivemos em castas, ditados por uma ordem político-financeira. As oligarquias ainda estão no poder e, neste sentido, vale a pena avaliar os ritos sociais, as pompas, as formas de diversão de uma civilização abastada e culta, suas hipocrisias, desmandos e paixões.
5) Se identifica com algum personagem?
Eu não sei porque, mas desde que escrevi a adaptação de Orgulho e Preconceito me tornei íntimo daquela família Bennett. Queria continuar lendo suas histórias, seus conflitos, suas lutas… Eu sou um sujeito meio platônico e me apaixonei de cara pela Lydia, a mais jovem e espivetada de todas. Vai ver que tenho uma atração por mulheres perdidas, vá entender…
6) Nos fale um pouco sobre sua atuação profissional.
Sou escritor e jornalista, ator, professor e gestor cultural da Universidade Castelo Branco. Tenho 4 livros publicado e estou com mais três no prelo pela Paulus Editora. Sou apresentador e produtor de um programa de rádio, faço palestras no Brasil todo, enfim…você me conhece melhor através do blog http://www.jproriz.blogspot.com/
7) Quais os nomes dos seus livros já publicados?
Poesia Teatral (Ibis Libris, 2006), Liras Dramáticas (Vianapole, 2007), Gorrinho uma loucura cronica (Paulus, 2009), Orgulho e Preconceito (Paulus 2009). NO PRELO: Chica da Silva (Paulus 2010), Almanaque do Jovem Cidadão (Paulus, 2010), Eros e Psique (Paulus 2010).
8) Gostaria de deixar uma mensagem para os fãs de Austen?
Quero agradecer por terem me dado a surpresa de gostarem de minha adaptação. Escrevi a adaptação a pedido da Paulus focando o público infanto-juvenil, mas me surpreendi com o número de leitores adultos do livro. Nós sabemos que um adaptação nunca poderá se igualar com o original no que se refere à qualidade, mas espero que esta obra possa contruibuir para o sucesso das obras de Austen no Brasil
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Ao visitar o orkut de João Pedro vi algumas fotos dele como o índio Parati na mini-série A Muralha (2000). Aqui vai uma descrição feita por João:
A minissérie A Muralha foi uma produção histórica da Rede Globo, do ano 2000, feita em comemoração pelos 500 anos de descoberta do Brasil. Por esse motivo, aceitei o convite de viver na pele de um índio, o verdadeiro representante do País do Cruzeiro. Meu prersonagem PARATI era um índio já “civilizado” pelos brancos, amigo do protagonista, o bandeirante DOM BRÁS (vivido por Mauro Mendonça). Parati é um personagem maravilhoso do livro A Muralha de Dinah Silveira de Queiroz. Indico esta leitura. A Muralha foi uma das minhas raras aparições na TV, mas é tão cheia de simbolismos e cenas marcantes que as pessoas até hoje comentam comigo. Foi uma experiência genial, mais como escritor do que como ator, pois eu tinha 17 anos , mesmo trabalhando como ator, sempre fui muito observador e por isso tive ali meus primeiros contatos com uma literatura educativa e ao mesmo tempo comercial.

Amigo Oculto do Jasbra

Pessoal!! Esse ano faremos um amigo oculto! Participe! É só enviar um e-mail para eveline@jasbra.com.br para receber as instruções!
Valor mínimo: R$ 30,00
Fique atento às datas:
* Período de inscrição para participar do amigo oculto: 12 de novembro
* Sorteio do amigo oculto: 15 de novembro
* Período de interação online entre os participantes para se conhecerem melhor: de 25 de outubro até 10 de dezembro
Onde:
No portal amigosecreto.com (postar bilhetinhos secretos para seu amigo oculto)
No Jasbra Groups (para falar de gostos pessoais, etc).
* Envio dos presentes: 10 de dezembro (para dar uma folga para o presente chegar à tempo).
Qualquer dúvida envie um email: eveline@jasbra.com.br ou adriana@jasbra.com.br

Orgulho e Preconceito 1995 em português do Brasil

Por indicação da Poliana (via orkut) eu soube da novidade: finalmente será lançado aqui no Brasil uma edição de Orgulho e Preconceito de 1995, a série tão querida para nós estará à venda na Livraria Cultura após 04/11. A novidade tão esperada por aqui já que não temos essa versão para comprar ou alugar custará 79,90.

Não entendi essa foto no rodapé com a Lizzie dançando com um Seu ninguém…

Observação: Atenção para as compras online na livraria cultura, pela segunda vez eu compro livros lá e eles não tem controle de estoque. O livro está em falta (terão que importar). Me senti lesada porque online constava que eles tinham o produto e paguei (mais caro) para entrega mais rápida. Alguém mais já teve esse problema?
Da primeira vez que houve esse problema até me enviaram o livro de graça por não constar no estoque e eu ter que esperar mais de um mês pela importação.

Orgulho e Preconceito adaptação para o português

A Editora Paulus acaba de lançar uma versão adaptada de Orgulho e Preconceito, trata-se de um livro muito útil para professores que desejam introduzir Jane Austen nas aulas de ensino fundamental e médio.
A história foi adaptada por João Pedro Roriz em 150 páginas e por ser voltado para o público adolescente traz uma linguagem mais moderna, sem é claro sair do texto original. O livro custou 15,00 reais, comprei aqui em BH mesmo na livraria Paulus.
Conheço o João Pedro há um tempinho e ele já me prometeu uma entrevista aqui para o JASBRA! Aguardem!
Como podemos perceber, Jane está avançando nas prateleiras do Brasil! Ótima iniciativa da Editora Paulus! Nesta coleção (que é nova) já estão disponíveis os livros:
A Ilha do Tesouro – R. S. Stevenson – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho
Os Miseráveis – Victor Hugo – adaptação de Júlio Emílio Braz
O Príncipe e o Mendigo – Mark Twain – adaptação de Lino de Albergaria
Os Lusíadas – Luís de Camões – adaptação de Lino de Albergaria
A Divina Comédia – Dante Alighieri – adaptação de Lino de Albergaria
O Corcunda de Notre-Dame – Victor Hugo – adaptação de Douglas Tufano e Renata Tufano Ho

Nova Versão de Razão e Sensibilidade

Está previsto para 2011 o lançamento de uma nova versão para Razão e Sensibilidade, trata-se de uma versão moderna ambientada em Los Angeles. Pelo resumo dá para ver que modificarão bastante a história, vejam:

A Latina version of Jane Austen’s classic novel set in modern-day Los Angeles. Two sisters, one a young beauty who chooses passion over logic, the other a law student whose fixed moral compass keeps her from following her desires, are uprooted from their luxurious home when their father suddenly passes away. Out of money and out of options, the women move into their Great Aunt Aurelia’s modest, but lively home in the Latino-centric Boyle Heights neighborhood where they find themselves thrown into a world that, despite their heritage, seems completely foreign. Over time, they discover the beauty of the culture they once fought so desperately to hide. And in the process they find the one thing that had eluded them: love. Fonte: OddLot International
Trata-se de uma versão latina ambientada na Los Angeles atual. Duas irmãs, a mais jovem que prefere seguir a paixão ao invés da lógica, e a outra, uma estudante de direito, cuja moral incorruptível a previne de seguir seus desejos, são despejadas de sua luxuosa casa após a morte do pai. Sem dinheiro e sem opções, as jovens se mudam para a casa modesta da tia avó Aurélia no bairro latino de Boyle Heights, onde as duas se vêem completamente perdidas. Com o passar do tempo, as duas descobrem a beleza da cultura latina que antes elas lutavam desesperadamente para esconder. E no meio desse processo elas descobrem o amor!
 O título do filme será Senso e Sensibilidad, mas como se trata de uma comédia romântica terá também o complemento (estranho): From Prada to Nada – fazendo uma alusão à vida luxuosa das moças antes da morte do pai (vestindo Prada possívelmente) e ao Nada após a morte do mesmo.
Como se trata de uma adaptação latina foram escalados atores já conhecidos no meio:
As duas irmãs (ainda sem nome) serão interpretadas por Camille Belle  e Alexa Vega. A tia será interpretada por Adriana Barraza. Fonte: Latina.com
Os dois moçoilos abaixo também já estão escalados: Kuno Becker (esquerda) e Wilmer Valderamma (direita). Wilmer é um ator bastante conhecido, aqui no Brasil podemos assistir suas trapalhadas e sotaque espanhol forçado na série The 70’s show. Resta saber se teremos uma espécie de Coronel Brandon (meu favorito)!
Como se trata de uma versão moderna não devemos esperar fidelidade ao texto de Jane e sim muitas trapalhadas e confusões.
Arrisco dizer que o Walderama interpretará o papel de Edward Ferrars, e vocês o que acham?
* crédito das fotos: Getty Images e IMDB.

Todos falam de Austen

Após uma maravilhosa viagem para Gramado e Caxias do Sul, cá estou eu de volta!
Acabei descobrindo que muitos outros blogs e sites estão falando de Austen! Vejam só:

O Bruno do Moonflux fala do filme O&P 2005.

A Liana Leão da Gazeta do Povo fala sobre Milagres de personalidade, discorre sober Austen e sua obra.

O Jorge Leberg fala de suas primeiras impressões de O&P.

O Blog da Angela publicou um artigo de Fabio Silvestre Cardoso sobre O&P.

O Segredos de Pandora fala de O&P 2005.

A Aline Aquino do Nada em Excesso fala também de O&P 2005 e o ‘amor de sua vida’.

O Chat Feminino fala sobre Jane e sua obra.

O blog A Imagem Feminina apresenta uma pequena biografia sobre Austen.

A Pati Araújo fala sobre o filme Becoming Jane.

O blog Os desastres amorosos de Anita e suas amigas faz um post divertido sobre Jane.

Período de Ausência

Peço desculpas à todos leitores do blog, mas até o dia 20 de outubro estarei de férias e por isso impossibilitada de postar novidades no blog!

Após dois anos sem viajar, agora chegou minha vez!

Nos “encontramos” em breve!

Abraços,

Adriana

Grupo de Discussão do Jasbra

Prezados leitores e amigos, convidamos todos vocês a participarem do grupo de discussão do Jasbra!
Já estamos bastante animados para começarmos as discussões dos livros, nos conhecermos melhor, fazer novas amizades e muito mais!
E você é nosso(a)  convidado(a) de honra para mais um evento do Jasbra, só que dessa vez será virtual. Estamos ainda em fase de apresentações para em seguida apresentarmos o calendário de discussão dos livros.
Se você já os leu, se você ainda não os leu, aqui é o seu espaço democrático! Se deseja apenas acompanhar as discussões: aqui é seu espaço!
Esperamos todos com abraços e sorrisos virtuais!
Clique aqui para se cadastrar.

Primeiras impressões de Orgulho e Preconceito

Já foi explicando que o post é polêmico pois se trata de uma opinião. A Carla Bitelli do Blog Homem Nerd fez um post confessando sua nerdice aguda: Austen!
Carla discorre sobre a séries de 1980 e 1995 e o filme de 2005. Sem intenção de magoar as opiniões dos meus queridos leitores e amigos, coloco que post que Carla fez no Homem Nerd na íntegra. Ao lado vocês poderão votar qual é a sua versão favorita de Orgulho e Preconceito. Como só estamos falando de três versões, não colocarei as outras na votação, ok?

Peço também que coloquem suas opiniões respondendo abaixo. Mas por favor: respeitem as opiniões dos outros. Com vocês as opiniões de Carla:

Na série de 1980, temos uma Elizabeth Bennet muito irônica e nada agressiva pela atriz Elizabeth Garvie. De início essa leitura da personagem foi chocante para mim, pois havia me acostumado com a agressividade dela presente no filme de 2005. Mas logo compreendi que, como outros personagens (sendo o Mr. Collins o campeão), há várias formas de se interpretar os diálogos de Austen.

Uma característica engraçada dessa série é o posicionamento de câmera superconvencional, que faz lembrar novelas hispano-latinas. Algumas atuações também colaboram para isso, especialmente a de David Rintoul (Darcy), repleta de viradas de cabeça repentinas e olhares intensos.

Já na série de 1995, vemos um Darcy interpretado por Colin Firth com mais detalhes que o comum (mesmo porque a própria série nos apresenta cenas além das apontadas por Austen), o que o torna o melhor Darcy das três adaptações, apesar de pecar em momentos-chave.


Considerando que o próprio personagem não é tão profundo nem tão complexo quanto gostaríamos de acreditar, é quase natural que a maioria dos atores sejam bem-sucedidos em sua interpretação. [Antes que alguém reclame, eu amo o Darcy, ok?] A interpretação de Matthew Macfadyen, no filme de 2005, é, na minha opinião, a mais tocante das três, apesar de não ser a melhor.


Das Elizabeths, a que menos me convenceu foi Jennifer Ehle (1995). Ela não é nem agressiva e divertida como a Lizzie de Keira Knightley (2005), nem doce e irônica como a Lizzie de Elizabeth Garvie (1980). Especialmente nos diálogos em que essas características definem a personagem, Ehle não parece se entregar completamente – a recusa do pedido de casamento, as conversas quando em Pemberley e a discussão com Lady Catherine.

O problema, na minha opinião, imperdoável da série de 1995 é o seguinte: nesses momentos-chave, os diálogos não foram fiéis à obra de Austen. Longe de mim ser purista em relação a adaptações (pois não sou!). Mas no caso a troca não favoreceu, já que os diálogos novos nem de longe têm a força dos originais. E mais uma coisa que também não gostei: nesses mesmos diálogos, justo neles, faltou atuação e tudo ficou morno.

A parte boa dessa mesma série, que simplesmente adorei, foi a inclusão de cenas que eram apenas narradas em outras adaptações, por serem trechos de cartas. A infância de Darcy e Wickham, a descoberta pelo cavalheiro do casal fugitivo… As cenas ajudam a compor o personagem Darcy, a entregar mais de seus sentimentos ao espectador, a humanizá-lo mais.

Sobre a Jane, acho curioso o conceito de beleza de quem fez o casting: aparentemente, basta ser loira para ser bonita. É o caso das Janes de 1995 e 2005. Vale observar que a de 1995, por Susannah Harker, é horrorosa, nem de longe bonita, e a doçura de ingenuidade da personagem também não foram bem transpostas à tela. Já a de 2005, por Rosamund Pike, consegue reunir essas características. A campeã, no entanto, é a de 1980, Sabina Franklyin, cuja doçura realmente lhe dá beleza.

As outras personagens são desenvolvidas sem muitos problemas. Lydia é a jovem-problema (perfeita nas três versões), Mary é a CDF clichê (o filme de 2005 suaviza a personagem em relação às séries, que a colocam como uma garota feia e chata; achei isso bem legal) e Kitty é irrelevante; Mrs. Bennet e a mãe desesperada e sem noção e Mr. Bennet é o pai desinteressado. Família típica. 😉

A Charlotte Lucas da série de 1980, tenho que confessar, é a minha preferida. Ela é delicada e divertida, sem forçar a barra no racionalismo antirromântico dela. No entanto, o Mr. Collins dessa série é tão tão ridículo (bonachão, total vergonha alheia) que minha preferência muda para o filme, em que o casal combina.

Mas, pra mim, a qualidade da adaptação se define no segundo pedido de casamento de Darcy, em que há a entrega total dele e, finalmente, a submissão (não nos sentidos negativo ou sexual da palavra) dela.

Qual é o resultado do “embate” final?

Pra mim, a série de 1995 é derrotada sem esforço, e a dúvida fica entre a série de 1980 e o filme de 2005. Eu voto pelo filme… Nada como um amanhecer com um Darcy daqueles.

O objetivo desse post é discutir as adaptações. Não queremos ofender ninguém por terem opiniões diferentes, nosso objetivo é gerar discussões frutíferas que poderão ter continuidade no fórum de discussões do JASBRA.

* Texto gentilmente cedido por Carla Bitelli do Homem Nerd

** As opiniões relatadas aqui não são necessariamente as opiniões do JASBRA.

Emma 2009 – Fotos dos Bastidores

Raquel Oliveira nos traz mais novidades sobre Emma 2009 – fotos dos bastidores das filmagens! Obrigada dear!
Raquel conseguiu autorização para publicar as fotos com a Cobwebs do  C19. Aguardem um outro post sobre essa garota que está assistindo as filmagens de camarote!
Para assistir o slideshow é só clicar nas imagens abaixo: