III Encontro Regional JASBRA/AM

A JASBRA no Amazonas convida a todos os fãs de Jane Austen para participar do III Encontro Regional que terá como tema: Orgulho e Preconceito. Comemorando o Bicentenário da obra.
O livro será debatido no espaço cultural Thiago de Mello, na Saraiva do Manauara Shopping e promete muita diversão já que é a obra mais famosa da escritora inglesa e algumas pessoas estarão vestidas a caráter (roupas do século XIX).
E faço nossas as palavras de Amanda Price, da série Lost in Austen: Amamos Orgulho e Preconceito, a história, a Elizabeth, Mr. Darcy, amamos as maneiras, a linguagem e a cortesia. Faz parte da gente, do que eu somos e do que queremos.
Data: 30/06/2012 – sábado
Local: Livraria Saraiva Manauara Shopping – Espaço Cultural Thiago de Mello
Horário: 19h
Entrada Gratuita

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”

A Natallie Chagas acaba de me dar uma ótima dica! Um artigo escrito por Larissa Selhorst Seixas a respeito de Orgulho e Preconceito.

Confiram abaixo um trecho do artigo.

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”  
Por Larissa Selhorst Seixas

Algumas críticas contemporâneas como a historiadora Mary Poovey defendem que a figura de Elizabeth representa um equilíbrio entre o individualismo e as regras sociais e não a negação dessas regras. Embora a heroína do romance seja uma mulher perspicaz e autoconfiante, que desdenha da incerteza de seu futuro, ela também admite, em outros momentos, que toda ação do indivíduo está conectada à vida dos outros membros da sociedade. Isto fica exemplificado com a história do escândalo que cai sobre a família Bennet com a fuga de Lydia e Wickham, ferindo duramente o orgulho e segurança da própria Elizabeth. Neste sentido, Poovey acredita que Jane Austen estaria defendendo a ideia que o amor romântico poderia ser um corretivo do egoísmo e do individualismo exacerbado. É o que ocorre com Mr. Darcy, por exemplo, que abre mão do seu orgulho e dos seus preconceitos de classe pelo amor a Elizabeth.”

Para ler o artigo completo basta clicar aqui.

O traiçoeiro Mr. Wickham

Acabo de descobrir que Mr. Wickham está me seguindo no Twitter! 🙂
Confesso que este personagem sempre me intriga e como diz u:m amigo meu: “ele é sempre mais interessante que o Mr. Darcy porque é rebelde”… bem, personagem para todos os gostos, não é mesmo?
Quando fui visitar a página do Perfidious Mr. Wickham no Twitter descobri que se trata de um projeto escrito por Edward H. Carpenter.
Clique aqui para ler o prólogo.
 
O livro é sobre o mais notório dos anti-heróis de Austen (se é que ele pode ser considerado um anti-herói) e conta suas aventuras mesmo antes de chegar a Meryton, seu casamento com Lydia Bennet e sua vida após a mudança para Newcastle com o exército. 
Edward nos conta que o romance está em estágio de gestação e que planeja publicar um capítulo a cada semana. Maiores detalhes aqui.

Jane Austen para Iniciantes

Este livrinho charmosinho é fruto dos estudos do Professor Robert Dryden que investiga Jane Austen. Com o título de Jane Austen para Iniciantes (ainda sem tradução aqui no Brasil) Robert escreveu um guia suscinto com tudo o que é essencial a respeito de Jane. Ele faz um resumo de sua vida e trabalho, além de explicar a enorme popularidade de Jane ao longo destes 200 anos.

Robert Dryden ainda insiste que Jane pode ser considerada uma precusora do feminismo moderno (“a precursor to the modern-day feminist”).

Clique na imagem abaixo ou aqui para visualizar o conteúdo do livro.

O livro faz parte de uma coleção chamada ‘For Beginners’, conheça melhor o católogo da editora aqui.

O livro está sendo vendido na Amazon por 11,35 dólares (preço promocional).

Para ler um pouco mais sobre Jane Austen e Feminismo clique aqui.

Jogo Pride and Prejudice Hidden Antologies em promoção

Esta oferta é válida apenas para hoje. Basta entrar no site Big Fish Games e comprar sua versão por 3,59 reais ou então jogar a versão free trial (grátis por tempo limitado).

Veja abaixo algumas imagens do jogo:

Jane Austen, além do amor e do casamento

Este post é indicação da Sindy Sato! 😉

A Marian Macedo escreveu um artigo para o site Brasil de Fato a respeito de Jane Austen. Confira abaixo:

Por trás dos romances aparentemente inofensivos da escritora britânica, há uma forte crítica à sociedade inglesa do século 19
Jane Austen (1775-1817) desenvolveu seus seis romances num cenário típico da Inglaterra do inicio do século 19: vilarejo de vida social agitada entre visitas à vizinhança, bailes, danças, passeios, fofocas. A autora era de uma família típica da ‘gentry’ inglesa, uma parte da nobreza menos privilegiada, ou seja, com menores posses de terra. As famílias de suas protagonistas não se distanciavam muito dessa descrição, deixando claro que Austen, além de viver nessa realidade, escrevia sobre ela, sendo um exemplo claro da relação dialética existente entre a literatura (ou qualquer tipo de arte) e a sociedade, tempo e espaço em que está inserida.
Seus romances, sempre pelo ponto de vista de uma jovem mulher do século 19, retratam a sociedade da época de maneira crítica e distanciada, usando sempre uma ironia refinada para escancarar o ridículo das convenções e normas sociais das comunidades. Os escritos dessa autora vão além da crítica a essas pequenas cidades onde seus personagens vivem, ao abranger toda a sociedade inglesa, e exibem como os mecanismos sociais influenciam e moldam a vida dos indivíduos.
Um exemplo perfeito para mostrar o modo como Jane Austen expõe suas personagens e, dessa maneira, constrói a crítica às normas sociais é a Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito.
“Trata-se de uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, dotado de uma considerável fortuna, deve estar precisando de esposa.”
A frase de abertura do romance reflete literalmente a ideologia da mãe de uma família de cinco filhas que vive para arranjar casamentos lucrativos para elas. A chegada de um novo vizinho a deixará eufórica.
As características mais marcantes da autora podem ser notadas já nesse início do livro: a referência a uma verdade universal é de tom irônico, considerando o mundo restrito em que vivem, a crítica às normas sociais e como ela constrói a personagem. Ao final do primeiro capítulo já temos um retrato claro da personalidade da Sra. Bennet, graças a uma estrutura de diálogo entre ela e o Sr. Bennet.  O temperamento fútil da mulher é exposto de acordo com o avanço da conversa sobre o Sr. Bingley que acabou de chegar à vizinhança. Jane Austen constrói suas protagonistas de forma complexa, levando em consideração a personalidade forte, que fi ca clara para o leitor nos diálogos. Essa multidimensionalidade garante verossimilhança à construção do interior da personagem. Por meio do narrador, os leitores sabem previamente das situações que irão transformar a vida dessas jovens. Nos seis romances, notamos que a protagonista passa por situações em que deve tomar decisões essenciais para seu futuro. As protagonistas aprendem, mudam de opinião e tudo isso dentro de uma sociedade regada de convenções e normas rígidas. Dadas essas características, pode-se afirmar que são romances de educação em que, ao final, as jovens mulheres aprendem sobre elas mesmas e sobre a sociedade em que vivem. A construção dos personagens de seus livros se dá tanto por meio de ações, quanto da exposição de suas ideologias nos diálogos dramáticos.
História social
Jane Austen não era interessada nos grandes fatos da história mundial, mas na história social das famílias donas de terras da Inglaterra, o que é importante para entender os costumes, cultura e transformações que a sociedade da época estava passando. É um momento de transição de valores em que o nascimento do próprio romance inglês é configurado. O universalismo passa a ceder lugar a um pensamento mais individualista, típico da sociedade burguesa, e as particularidades passam a ser mais valorizadas. Por isso suas personagens têm defeitos e virtudes bem expostas pelo narrador. Mas ao mesmo tempo, levando em consideração o universo em que os romances são situados (pequena cidade inglesa), ainda prevalece um pensamento comum. Um exemplo fica claro quando se observa o comportamento da Sra. Bennet, e é como se as particularidades de cada membro da comunidade fossem reduzidas. Constrói-se, assim, uma uniformidade de valores na sociedade e uma crítica à sociedade inglesa em geral.
É nesse contexto que Jane Austen desenvolve seus romances que refletem toda uma sociedade por trás da visão feminina da época. E tudo num modelo formal rígido, controlado, rico e irônico, principalmente no que diz respeito à construção das personagens.
Jane Austen é uma autora decisiva para se compreender a história tanto da literatura, quanto da sociedade inglesa do século 19. A escritora desenvolveu certos recursos narrativos que, mais tarde, dariam origem ao discurso indireto livre e ao fluxo de consciência, muito presentes em praticamente todas as obras de autores britânicos, como Virginia Woolf. Porém, ainda há muitos que julgam superficialmente suas obras, enganando- se pelo aparente aspecto inofensivo de seus temas amorosos, sem notarem o tom irônico e toda a crítica que carregam por trás de uma história sobre amor e casamento.

Mr. Darcy’s diary (Amanda Grange)


Natallie Chagas nos apresenta uma resenha do livro Mr. Darcy’s Diary. Thanks Girl!

Título: Mr. Darcy’s diary
Autora: Amanda Grange
Editora Sourcebooks, 320p.

Darcy consegue impedir sua irmã Georgiana de fugir com Mr. Wickham. Após esse infeliz acontecimento, ele parte para Netherfield com o amigo Mr. Bingley. No baile de Meryton, ele conhece a família Bennet. Sem demonstrar interesse por Elizabeth Bennet, ele passa a admirar a moça quando eles convivem brevemente em Netherfield, por ocasião da doença de Jane Bennet. Após um breve período de tempo, em que Mr. Darcy não consegue esquecer os belos olhos de Elizabeth, eles se encontram em Rosings e Darcy faz o desastroso pedido de casamento. Aturdido com a recusa da moça, ele passa a reconsiderar seus valores e sonha em ter Elizabeth como esposa, mesmo que ele considere isso impossível. Até sua querida tia Lady Catherine de Bourgh se intrometer. Finalmente, Darcy e Lizzie se casam e partem para Pemberley.

The Mr. Darcy’s diary. Quando li o título desse livro, minha curiosidade foi ao auge. O que poderia ser mais interessante do que tudo que li em Orgulho e Preconceito do ponto de vista de Mr. Darcy????? Adorei o livro inteiro.
A convivência dos dois, como tudo o mais, é retratado fielmente por Darcy em seu diário. É muito bom poder ver mais do estilo de escrita dele em suas cartas, principalmente NA carta. Ah, a carta… Os autores de sequels se preocupam bastante com a redação da carta que ele escreve para Elizabeth justificando suas atitudes. Ao mesmo tempo em que ele escreve, o leitor percebe a agonia de Darcy durante a escrita de cada parte. E o fato do livro ser um diário só tornou essa parte mais interessante, porque em outras sequels, nós vemos indiretamente seu tormento. Sempre achei que nessa carta ele abria seu coração como se estivesse escrevendo algo que só ele fosse ler (como um diário). Então, o livro expressa seus pensamentos e a carta se torna uma extensão dele (do diário).
Outro fato que gostei bastante foi o Coronel Fitzwilliam abrindo seus olhos logo no dia seguinte ao pedido, fazendo Darcy pensar no modo totalmente errado que fez sua proposta, o que abre outra brecha. Nunca pensei, lendo O&P, que o Coronel soubesse do acontecimento em Rosings. Mas Amanda Grange consegui me fazer pensar que isso ocorreria, dado o testemunho que o coronel pode dar acerca do que Darcy escreveu na carta.
Outro fato que recomenda muito esse livro: Anne, prima de Darcy e sua “prometida”, finalmente toma uma atitude frente às imposições da mãe. Lady Catherine simplesmente tem que aceitar que sua filha, longe de ser uma jovem doente, também ama e tem vontade própria. O desfecho para ela e para o Coronel Fitzwilliam não foi o que eu imaginava, mas mesmo assim adorei.
De modo geral, esse livro é muito recomendado. Poder conhecer os mais íntimos pensamentos de Darcy e seus sentimentos em relação aos seus amigos, sua família e principalmente a Elizabeth Bennet me fizeram amá-lo cada vez mais. E consolidou sua posição em primeiro lugar na minha lista de heróis austenianos (e literários).

Title: Mr. Darcy’s diary
Author:
Amanda Grange
Sourcebooks, 320p.

Darcy manages to prevent his sister Georgiana to get away with Mr.Wickham. After this unfortunate event, he goes to Netherfield with his friend Mr. Bingley. In Meryton ball, he knows the Bennet family. Showing no interest in Elizabeth Bennet, he begins to admire the girl when they live briefly in Netherfield, when Jane Bennet’s gets sick. After a brief period of time, in which Mr. Darcy can not forget the beautiful eyes of Elizabeth, they are at Rosings and Darcy makes a disastrous marriage proposal. Stunned by the refusal of the girl, he begins to reconsider their values and dreams of having Elizabeth as his wife, even though he considers it impossible. Until his beloved aunt Lady Catherine de Bourgh to intrude. Finally, Darcy and Lizzie get married and leave for Pemberley.


The Mr. Darcy’s Diary. When I read the title of this book, my curiosity was at its height. What could be more interesting than anything I’ve seen in Pride and Prejudice from the perspective of Mr. Darcy??? I loved the whole book.

The coexistence of the two, like everything else, is faithfully portrayed by Darcy in his diary. It’s great to see more of his writing style in his letters, especially in THAT letter. Ah, the letter … The authors of sequels are concerned enough with the wording of the letter he wrote to Elizabeth justifying their actions. While she writes, the reader realizes the agony of Darcy during the writing of each party. And the fact that the book is a diary only made this most interesting, because in other sequels, indirectly we see his torment. I always thought that in this letter he opened his heart as if he were writing something that only he were to read (like a diary). So, the book expresses his thoughts and the letter becomes an extension of it (the diary).

Another fact that I really liked was Colonel Fitzwilliam opening Darcy’s eyes the next day to the request, making Darcy think about the totally wrong way he made his proposal, which opens another loophole. I never thought, reading P&P, that Colonel knew of the event in Rosings. But Amanda Grange managed to make me think that this would happen, given the testimony that the colonel can give about what Darcy wrote in the letter.
Another factor that strongly recommends this book: Anne, Darcy’s “promised” cousin, finally takes a stand against the impositions of her mother. Lady Catherine simply have to accept that her daughter, far from being a ill young lady, also loves and willingly. The outcome for her and Colonel Fitzwilliam was not what I expected, but still loved it.
Overall, this book is highly recommended. Get to know the most inner thoughts of Darcy and his feelings toward his friends, his family and especially Elizabeth Bennet made me love him even more. It consolidated its first position on my list of Jane Austen’s (and literary) heroes.

V Encontro Regional JASBRA-RJ.

O JASBRA-RJ gostaria de convidar a todos para participarem do nosso V Encontro Regional! 
Vamos reviver nosso primeiro encontro, onde discutimos o livro mais famoso de nossa queria autora: Orgulho e Preconceito. 

Qualquer dúvida, é só mandar um comentário aqui no post com o seu e-mail para contato. 




Beijos,
Katharine

Faça você mesma penteados inspirados na época de Austen

A Lucienne Soares nos deu a dica de um post publicado pelo blog Jane Austen Greek Fan Club sobre penteados de época e como fazê-los. Para ler o post completo clique aqui (traduzido para o portuguÊs com ajuda da ferramenta do google).

 Lá no blog grego há muitos outros penteados… confesso que gostei muito deste abaixo!

Em abril passado eu escrevi um post divulgando o Jane Austen Fan Club in Greece, clique aqui para ler o post.

Jane Austen em Alemão

Depois que visitei o site da Livraria Cultura comecei a literalmente elouquecer porque há muito livros de Jane Austen por lá. Uma tentação que me fez quase desmaiar foi a promoção de um box da escritora por apenas R$ 110,00. A coleção da Editora Anaconda é maravilhosa, lindas capas, ótimo preço. Só tem um pequeno probleminha… os livros foram traduzidos para o alemão.

Confira abaixo cada uma das capas desta belíssima coleção!
A Abadia de Northanger ou Die Abtei von Northanger

Orgulho e Preconceito ou Stolz und Vorurteil

Persuasão ou Uberredung – o livro também é publicado na Alemanha como Anne Elliot oder Verführung

Mansfield Park

Emma

Razão e Sensibilidade ou Verstand und Gefuhl

Em 2009 eu fiz um post sobre os livros de Austen em alemão. Conheci uma outra coleção através da Noemi Bragança que gentilmente fotografou os livros para nós!