Um Chá com os Darcy – Fotos (Encontro no Recife)

Ontem tivemos nosso encontro do Clube do livro cá no Recife para abrir as comemorações do bicentenário de Orgulho e Preconceito. Como já tínhamos feito um debate do livro anteriormente, dessa feita nos reunimos no Café São Braz lá do Paço Alfândega para uma conversa mais informal, com direito a bombas calóricas, arroubos cinematográficos e muita risada.

O pessoal foi chegando devagar, de mansinho, a gente foi tendo de adicionar mesas e cadeiras, enquanto a conversa rolava, brindes eram feitos, livros com capas diferentes iam aparecendo sobre a mesa – embora todos num mesmo tema, todos num mesmo pensamento.

E, claro, como já é tradicional depois dessas nossas conversas, tivemos os sorteios de brindes… e aí, vocês se lembram que estive falando que íamos ter uma surpresa na
data? Pois é, a Dani, desenhista lá do Coruja e a Angélica, responsável pelo Design by Angel, juntaram-se para fazer alguns dos mimos mais lindos que já, inspirados em Orgulho e Preconceito.

Todo mundo foi à loucura!


Para quem não foi e perdeu o sorteio, ou quem estava lá e não foi sorteado, não precisa chorar: a Angel disse que ia colocar os produtos na lojinha e em breve eles estariam disponíveis para todos.

Então, é isso… nosso próximo encontro da JASBRA será dia 16 de setembro, voltando aos debates normais, dessa vez com Mansfield Park. Vejo vocês lá, pessoas!

Jane Austen em Paris

A Claire Saim é proprietária de uma página no Facebook inteiramente dedicada a Austen! A novidade é que Claire é francesa e publica em francês! O grupo se chama Jane Austen Lost in Frace.

Como eu nunca havia publicado algo sobre grupos na França que se dedicam ao trabalho de Austen achei interessante escrever uma notinha aqui.

A foto abaixo é da vitrine da FNAC em Bercy Village, Paris:

Claire nos informa ainda que o grupo ainda não possui um site ou blog, mas que no Onirik há informações sobre literatura e Jane Austen em francês.

abaixo detalhes dos livros em francês:

Veja alguns posts do site Onirik logo abaixo:

Raison et sentiments
Persuasion
Jane Austen sur arte
Orgueil et prejuges

Abaixo uma imagem de Claire para o site Onirik.

Mercy Claire!

Sorteio de Bolsa Ecológica

Olá, Pessoal! Sou Cláudia Cristino, sou sócia fundadora da JASBRA e vice presidente. Além da literatura, aprecio muito de artesanato, por isso, gostaria de sortear uma Bolsa Ecológica, em nome da JASBRA. O sorteio acontecerá no dia 8 de julho. Quem se interessar deixar o nome e e-mail. A foto é uma amostra!

Persuasions online

A amiga Terry Hubener acaba de me avisar que a mais nova edição da  revista Persuasions da JASNA está disponível online. Thanks dear Terry!

III Encontro Regional JASBRA/AM

A JASBRA no Amazonas convida a todos os fãs de Jane Austen para participar do III Encontro Regional que terá como tema: Orgulho e Preconceito. Comemorando o Bicentenário da obra.
O livro será debatido no espaço cultural Thiago de Mello, na Saraiva do Manauara Shopping e promete muita diversão já que é a obra mais famosa da escritora inglesa e algumas pessoas estarão vestidas a caráter (roupas do século XIX).
E faço nossas as palavras de Amanda Price, da série Lost in Austen: Amamos Orgulho e Preconceito, a história, a Elizabeth, Mr. Darcy, amamos as maneiras, a linguagem e a cortesia. Faz parte da gente, do que eu somos e do que queremos.
Data: 30/06/2012 – sábado
Local: Livraria Saraiva Manauara Shopping – Espaço Cultural Thiago de Mello
Horário: 19h
Entrada Gratuita

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”

A Natallie Chagas acaba de me dar uma ótima dica! Um artigo escrito por Larissa Selhorst Seixas a respeito de Orgulho e Preconceito.

Confiram abaixo um trecho do artigo.

Jane Austen e a fantasia de poder em “Orgulho e Preconceito”  
Por Larissa Selhorst Seixas

Algumas críticas contemporâneas como a historiadora Mary Poovey defendem que a figura de Elizabeth representa um equilíbrio entre o individualismo e as regras sociais e não a negação dessas regras. Embora a heroína do romance seja uma mulher perspicaz e autoconfiante, que desdenha da incerteza de seu futuro, ela também admite, em outros momentos, que toda ação do indivíduo está conectada à vida dos outros membros da sociedade. Isto fica exemplificado com a história do escândalo que cai sobre a família Bennet com a fuga de Lydia e Wickham, ferindo duramente o orgulho e segurança da própria Elizabeth. Neste sentido, Poovey acredita que Jane Austen estaria defendendo a ideia que o amor romântico poderia ser um corretivo do egoísmo e do individualismo exacerbado. É o que ocorre com Mr. Darcy, por exemplo, que abre mão do seu orgulho e dos seus preconceitos de classe pelo amor a Elizabeth.”

Para ler o artigo completo basta clicar aqui.

O traiçoeiro Mr. Wickham

Acabo de descobrir que Mr. Wickham está me seguindo no Twitter! 🙂
Confesso que este personagem sempre me intriga e como diz u:m amigo meu: “ele é sempre mais interessante que o Mr. Darcy porque é rebelde”… bem, personagem para todos os gostos, não é mesmo?
Quando fui visitar a página do Perfidious Mr. Wickham no Twitter descobri que se trata de um projeto escrito por Edward H. Carpenter.
Clique aqui para ler o prólogo.
 
O livro é sobre o mais notório dos anti-heróis de Austen (se é que ele pode ser considerado um anti-herói) e conta suas aventuras mesmo antes de chegar a Meryton, seu casamento com Lydia Bennet e sua vida após a mudança para Newcastle com o exército. 
Edward nos conta que o romance está em estágio de gestação e que planeja publicar um capítulo a cada semana. Maiores detalhes aqui.

Jane Austen para Iniciantes

Este livrinho charmosinho é fruto dos estudos do Professor Robert Dryden que investiga Jane Austen. Com o título de Jane Austen para Iniciantes (ainda sem tradução aqui no Brasil) Robert escreveu um guia suscinto com tudo o que é essencial a respeito de Jane. Ele faz um resumo de sua vida e trabalho, além de explicar a enorme popularidade de Jane ao longo destes 200 anos.

Robert Dryden ainda insiste que Jane pode ser considerada uma precusora do feminismo moderno (“a precursor to the modern-day feminist”).

Clique na imagem abaixo ou aqui para visualizar o conteúdo do livro.

O livro faz parte de uma coleção chamada ‘For Beginners’, conheça melhor o católogo da editora aqui.

O livro está sendo vendido na Amazon por 11,35 dólares (preço promocional).

Para ler um pouco mais sobre Jane Austen e Feminismo clique aqui.

Jogo Pride and Prejudice Hidden Antologies em promoção

Esta oferta é válida apenas para hoje. Basta entrar no site Big Fish Games e comprar sua versão por 3,59 reais ou então jogar a versão free trial (grátis por tempo limitado).

Veja abaixo algumas imagens do jogo:

Jane Austen, além do amor e do casamento

Este post é indicação da Sindy Sato! 😉

A Marian Macedo escreveu um artigo para o site Brasil de Fato a respeito de Jane Austen. Confira abaixo:

Por trás dos romances aparentemente inofensivos da escritora britânica, há uma forte crítica à sociedade inglesa do século 19
Jane Austen (1775-1817) desenvolveu seus seis romances num cenário típico da Inglaterra do inicio do século 19: vilarejo de vida social agitada entre visitas à vizinhança, bailes, danças, passeios, fofocas. A autora era de uma família típica da ‘gentry’ inglesa, uma parte da nobreza menos privilegiada, ou seja, com menores posses de terra. As famílias de suas protagonistas não se distanciavam muito dessa descrição, deixando claro que Austen, além de viver nessa realidade, escrevia sobre ela, sendo um exemplo claro da relação dialética existente entre a literatura (ou qualquer tipo de arte) e a sociedade, tempo e espaço em que está inserida.
Seus romances, sempre pelo ponto de vista de uma jovem mulher do século 19, retratam a sociedade da época de maneira crítica e distanciada, usando sempre uma ironia refinada para escancarar o ridículo das convenções e normas sociais das comunidades. Os escritos dessa autora vão além da crítica a essas pequenas cidades onde seus personagens vivem, ao abranger toda a sociedade inglesa, e exibem como os mecanismos sociais influenciam e moldam a vida dos indivíduos.
Um exemplo perfeito para mostrar o modo como Jane Austen expõe suas personagens e, dessa maneira, constrói a crítica às normas sociais é a Sra. Bennet de Orgulho e Preconceito.
“Trata-se de uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, dotado de uma considerável fortuna, deve estar precisando de esposa.”
A frase de abertura do romance reflete literalmente a ideologia da mãe de uma família de cinco filhas que vive para arranjar casamentos lucrativos para elas. A chegada de um novo vizinho a deixará eufórica.
As características mais marcantes da autora podem ser notadas já nesse início do livro: a referência a uma verdade universal é de tom irônico, considerando o mundo restrito em que vivem, a crítica às normas sociais e como ela constrói a personagem. Ao final do primeiro capítulo já temos um retrato claro da personalidade da Sra. Bennet, graças a uma estrutura de diálogo entre ela e o Sr. Bennet.  O temperamento fútil da mulher é exposto de acordo com o avanço da conversa sobre o Sr. Bingley que acabou de chegar à vizinhança. Jane Austen constrói suas protagonistas de forma complexa, levando em consideração a personalidade forte, que fi ca clara para o leitor nos diálogos. Essa multidimensionalidade garante verossimilhança à construção do interior da personagem. Por meio do narrador, os leitores sabem previamente das situações que irão transformar a vida dessas jovens. Nos seis romances, notamos que a protagonista passa por situações em que deve tomar decisões essenciais para seu futuro. As protagonistas aprendem, mudam de opinião e tudo isso dentro de uma sociedade regada de convenções e normas rígidas. Dadas essas características, pode-se afirmar que são romances de educação em que, ao final, as jovens mulheres aprendem sobre elas mesmas e sobre a sociedade em que vivem. A construção dos personagens de seus livros se dá tanto por meio de ações, quanto da exposição de suas ideologias nos diálogos dramáticos.
História social
Jane Austen não era interessada nos grandes fatos da história mundial, mas na história social das famílias donas de terras da Inglaterra, o que é importante para entender os costumes, cultura e transformações que a sociedade da época estava passando. É um momento de transição de valores em que o nascimento do próprio romance inglês é configurado. O universalismo passa a ceder lugar a um pensamento mais individualista, típico da sociedade burguesa, e as particularidades passam a ser mais valorizadas. Por isso suas personagens têm defeitos e virtudes bem expostas pelo narrador. Mas ao mesmo tempo, levando em consideração o universo em que os romances são situados (pequena cidade inglesa), ainda prevalece um pensamento comum. Um exemplo fica claro quando se observa o comportamento da Sra. Bennet, e é como se as particularidades de cada membro da comunidade fossem reduzidas. Constrói-se, assim, uma uniformidade de valores na sociedade e uma crítica à sociedade inglesa em geral.
É nesse contexto que Jane Austen desenvolve seus romances que refletem toda uma sociedade por trás da visão feminina da época. E tudo num modelo formal rígido, controlado, rico e irônico, principalmente no que diz respeito à construção das personagens.
Jane Austen é uma autora decisiva para se compreender a história tanto da literatura, quanto da sociedade inglesa do século 19. A escritora desenvolveu certos recursos narrativos que, mais tarde, dariam origem ao discurso indireto livre e ao fluxo de consciência, muito presentes em praticamente todas as obras de autores britânicos, como Virginia Woolf. Porém, ainda há muitos que julgam superficialmente suas obras, enganando- se pelo aparente aspecto inofensivo de seus temas amorosos, sem notarem o tom irônico e toda a crítica que carregam por trás de uma história sobre amor e casamento.