Everything Austen Daily – Lançamento

Minha amiga Maria Grazia lá da Itália, acabou de lançar um jornal com notícias sobre Austen de todas as partes do glob:  The Everything Austen Daily.  Vale à pena conferir!
 
A ideia do site Paper.li é transformar em notícias todos os posts (selecionados) do Facebook e Twitter. Assim, a ideia de Maria foi apenas agrupar em um único jornal as notícias relativas à Austen em língua inglesa!

Bravo caríssima! Buona idea! Buona fortuna per te!

A força da obra de Jane Austen – William

Entrevista publicada originalmente no site da Revista Marie Claire:

De janeiro para cá, triplicaram os blogs dedicados a Jane Austen na Inglaterra e nos Estados Unidos (somados, já passam de 1 milhão). A influência que a escritora inglesa nascida no século 18 exerce até hoje impressionou até mesmo o crítico literário, William Deresiewicz, que agora lança Aprendi com Jane Austen (Rocco, 256 págs.). O autor só pensava em James Joyce e Joseph Conrad quando um exemplar de Emma, de Austen, caiu em suas mãos. “O livro mudou a minha vida”, diz. 
Veja aqui os posts que já escrevi sobre o livro ‘Aprendi com Jane Austen‘. Aguardem, pois farei um sorteio deste livro aqui no blog!
Marie Claire – Qual foi a maior lição que você aprendeu com Jane Austen?
William Deresiewicz Que esse papo de amor à primeira vista é uma grande incoerência.
MC Como assim?
WD Também fui criado para um dia, sem mais nem menos, encontrar o amor da minha vida, minha alma gêmea. Mas, depois de ler Austen, acordei para o fato de que temos de nos preparar para o amor. Estar prontos para ele e conhecer muito bem a pessoa por quem vamos nos apaixonar. As heroínas de Austen casam pelo motivo certo: o amor. E este encontro também se dá no mundo das ideias.
MC A que você atribui essa redescoberta de Jane Austen?
WD Apesar de terem sido escritos por volta de 1810, os livros de Austen já falavam de uma mulher emancipada, que tinha força para atuar em todos os setores da sociedade. E que, como a mulher de hoje, também buscava o verdadeiro companheiro, queria ter encontros com as amigas, se vestir bem. Ela escreve sobre um mundo contemporâneo num cenário de séculos atrás.

Muito orgulho, nenhum preconceito

Por indicação da Andréia Almeida encontrei uma publicação no blog da Cia das Letras sobre Orgulho e Preconceito, escrito por Alexandre Barbosa de Souza:
Do outro lado do Canal da Mancha, em 1827, Stendhal escrevia no prefácio de seu primeiro romance, Armance:
“Em 1760, era preciso graça, espírito e não muito humor, nem muita honra para ganhar o favor do senhor e da senhora. É preciso economia, trabalho obstinado, firmeza e ausência de qualquer ilusão para tirar partido da máquina a vapor. Essa é a diferença entre o século que acabou em 1789 e o que começou por volta de 1815.”
De fato, como observou Antonio Candido em “O personagem de ficção”, se o romance do século XVIII eram basicamente histórias complexas sobre personagens simples, na virada para o século XIX, e depois para este que passou, o que veremos são histórias de enredo relativamente simples, com personagens complexas. Elizabeth Bennet, a heroína de Orgulho e preconceito, é talvez a primeira dessas personagens complexas. Também Mary McCarthy, na famosa entrevista à Paris Review, conta que dividia os romancistas modernos em duas colunas: “razão” e “sensibilidade” — e se incluía, ao lado de Jane Austen, na primeira coluna. Essa “ausência de ilusão” parece ser a clave de toda a prosa de ficção bem escrita desde então no Ocidente.
Do ponto de vista da fatura do texto, trata-se de uma muito bem dosada têmpera de três elementos: narrador onisciente, cartas e diálogos. O narrador não interfere, e apenas no último capítulo se declara nominalmente um “eu”, num longo período, ironizando a mãe das cinco Bennet girls. A julgar pelo tom cômico, epigramático, isso bem podia ter sido escrito hoje em dia:
“Eu gostaria de poder dizer, em benefício de sua família, que a realização de seu mais profundo desejo de casar tantas filhas tivera efeito tão feliz a ponto de torná-la uma mulher razoável, afável e bem informada pelo resto da vida; mas pode ter sido sorte do marido, que talvez não soubesse apreciar uma felicidade doméstica tão incomum, que ela ainda fosse eventualmente nervosa e invariavelmente fútil.”
Quando me propuseram traduzir Pride and prejudice, aceitei na mesma hora. Primeiro, porque o senhor Bennet — espirituoso e bonachão — me lembrava muito o meu falecido pai (Darcy se refere ao dele, também falecido, como “meu excelente pai”); segundo, porque minha única outra experiência de tradução de obra do século XIX havia sido o Moby Dick, o grande romance americano. Além do mais, era uma oportunidade de me colocar na estante ao lado do genial Lucio Cardoso, que havia traduzido, em 1940, o romance de Austen para a editora José Olympio: o primeiro volume da coleção Fogos Cruzados era a tradução que eu lera ainda adolescente, onde eu tinha tudo anotado a lápis. Mas meu principal motivo, no entanto, era a sensação de que Lucio Cardoso teria deixado de lado algumas especificidades dos personagens de Austen: no original, o senhor Collins era ainda mais ridículo e retórico; Lady Catherine devia soar mais solene e imperativa; a declaração de Darcy podia ser mais intempestiva, a carta, mais elevada — mas, sobretudo, a senhora e o senhor Bennet precisavam de mais humor no tratamento, e Lizzy era obrigatoriamente mais moderna, direta e sagaz.
O fato é que quando me perguntavam o que eu estava fazendo, naqueles três meses de trabalho em que praticamente não saí de casa, eu respondia com orgulho — “Traduzindo a Jane Austen” — e só recebia da parte dos meus amigos o preconceito que este livro enfrenta desde sua publicação em 1813. Só encontrei a devida admiração entre minhas amigas mulheres e amigos gays, que se dispuseram inclusive a ler as mais de quarenta cartas traduzidas, antes da entrega do serviço.

* * * * *

Alexandre Barbosa de Souza é tradutor e autor dos livros Livro de poemas (Giordano, 1992), Viagem a Cuba (Hedra, 1999), XXX (Dolle Hond, Amsterdã, 2003), Azul escuro(Hedra, 2004) e do infantojuvenil Autobiografia de um super-herói (Hedra, 2003).

A importância das cartas em Jane Austen

As meninas do Jane Austen Portugal acabaram de lançar um selo representando uma série de posts a respeito das cartas nos livros de Austen.
O primeiro post é sobre Importância das Cartas na Época da autora e o seu posterior desuso – vale à pena conferir! Mais uma vez, quero dar os parabéns às blogueiras de Portugal pela bela iniciativa! 🙂

Jane Austen para bebês

Acabei de ler um post muito fofo no blog da Laurel Ann (AustenProse) “Little Miss Austen” ou ‘Pequena Miss Austen’.

Um livrinho para crianças, inspirado em Austen, escrito por Jennifer Adams, a mesma autora de Remarkably Jane: Notable Quotations on Jane Austen.  
As dúvidas de Laurel Ann são as mesmas que tenho: Será que o livro é adaptação para jovens leitores? Como trasmitir para os pequenos uma história primorosa? E, além disso, segundo Laurel Ann, como fazer uma resenha de um livro para crianças, já que ela não tem o costume de fazer isso?

O livro tem 22 páginas, e vem com ilustrações de  Alison Oliver.

Abaixo uma imagem de  Mr. Bingley e Mr. Darcy!

Abaixo, uns vestidinhos de baile que deixariam Lydia e Kitty malucas!

Para lera resenha de Laurel Ann, em inglês, clique aqui.

Pride and Prejudice – Versão propaganda

Eu encontrei este vídeo promocional dos preservativos Trojan homenageando Orgulho e Preconceito. Só no final é que há um tonzinho engraçado: ‘because sometimes discretion is required’ ou ‘Porque às vezes discrição é necessária’.

Erros de gravação – Orgulho e Preconceito 1995

Encontrei este vídeo com erros de gravação de Orgulho e Preconceito 1995: quando não é um avião passando, é um cavalo atrapalhando ou uma lâmpada queimando…   😦

Jane Austen Festival and Ball – Louisville – Kentucky

Alana Gillett, membro da Jane Austen Society of North America, pertencente à região da Grande Louisville, produziu um lindo vídeo para homenagem o Baile e Festival Jane Austen realizado em julho passado. Veja maiores detalhes sobre a comemoração aqui.

Aprendi com Jane Austen – Lançamento Editora Rocco

A Editora Rocco acaba de lançar o livro ‘Aprendi com Jane Austen – Como seis romances me ensinaram sobre amor, amizade e as coisas que realmente importam’

Autor: William Deresiewicz
Tradução:André Pereira da Costa
ISBN:978-85-325-2681-6
Páginas:256
Formato : 14×21
Valor:  R$ 34,50 site da editora

Leia meus outros posts sobre o livro, aqui.

Sinopse (Editora Rocco):

William Deresiewicz tinha 26 anos quando conheceu a mulher que mudaria sua vida. E, para ele, pouco importava que ela tivesse morrido quase 200 anos atrás. A verdade é que até aquela época, o então estudante de pós-graduação, habituado à leitura de James Joyce e Joseph Conrad, nunca havia desejado ler Jane Austen, o que veio a acontecer meio por acaso e até contra sua vontade. O resultado, porém, não poderia ter sido mais revolucionário. Os romances da escritora inglesa que viveu entre 1775 e 1817, como pontua Deresiewicz, iriam ensinar-lhe tudo o que viria a saber a respeito do que realmente é importante na vida.

Em Aprendi com Jane Austen, Deresiewicz leva o leitor pelo caminho percorrido ao longo dos anos em que escreveu sua dissertação para a conclusão da pós-graduação em literatura, anos durante os quais foi se envolvendo cada vez mais com Jane Austen. Inicialmente, de forma impaciente e desconfiada; depois, entregando-se às histórias contadas por aquela que é considerada uma das mais importantes escritoras de língua inglesa de todos os tempos. Simultaneamente, narra momentos marcantes em sua própria vida a partir da leitura de Austen.

Deresiewicz dedica um capítulo a cada uma das seis obras de Jane Austen. Os livros não são ordenados de forma cronológica, mas de acordo com a ordem das leituras realizadas pelo autor, assim como pelas descobertas feitas por ele ao longo do caminho.

Emma é a primeira obra a ser esmiuçada. Dessa leitura, tira indicações sobre como encarar de maneira mais produtiva o cotidiano. Em seguida, comenta de forma detalhada o clássico Orgulho e preconceito, analisando o comportamento dos famosos protagonistas, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. Entre a análise literária e observações pessoais, Deresiewicz divide com o leitor as transformações pelas quais foram passando seu pensamento, leitura após leitura.
O contato com seu orientador nada convencional e a leitura de A abadia de Northhanger revelam-se um aprendizado e tanto. Já a importância de ser autêntico é percebida ao ler Mansfield Park. A essa altura, Deresiewicz já está encantado com Jane Austen. Há, porém, ainda muito a ser aprendido, o que se confirma com a leitura de outros dois conhecidos livros da escritora inglesa: Persuasão e Razão e sensibilidade.

Depois desse mergulho no universo de Jane Austen, Deresiewicz não seria mais o mesmo, tampouco sua vida e seu modo de agir diante do mundo. É parte disso que ele procura passar para quem deseja tirar melhor proveito de suas experiências de vida, ou simplesmente descobrir a literatura de Jane Austen, fonte inesgotável de encantamento geração após geração. Não é à toa que a autora permanece entre as preferidas dos jovens e sua obra segue inspirando múltiplas releituras e adaptações, de filmes a histórias em quadrinhos.

Lost In Jane Austen Portugal – Shortstory