Confira os destalhes desta publicação no blog da Deb (Jane Austen in Vermont).
Emma
Gazeta de Longbourn Apresenta: Emma and the Vampires
What better place than pale England to hide a secret society of gentlemen vampires?
Blithely unaware of their presence, Emma, who imagines she has a special gift for matchmaking, attempts to arrange the affairs of her social circle with delightfully disastrous results. But when her dear friend Harriet Smith declares her love for Mr. Knightley, Emma realizes she’s the one who wants to stay up all night with him. Fortunately, Mr. Knightley has been hiding a secret deep within his unbeating heart-his (literal) undying love for her…
Uma vez que estamos em outubro, mês do Halloween, decidi dar uma chance a um desses mash-ups tão em moda ultimamente entre clássicos e criaturas sobrenaturais. No caso, vampiros. E o escolhido foi esse título aqui.
É raro, muito raro, que ao terminar um primeiro capítulo eu já esteja querendo fechar o livro. Sempre tento dar segundas e terceiras chances a uma história que não me prende desde a primeira linha. Dei todas as chances possíveis para Emma and the Vampires, mas vou dizer que passei a leitura inteira revirando os olhos e enfiando a cara nas mãos por conta da minha vergonha alheia. O que é uma pena, porque eu estava antecipando dar pelo menos umas boas gargalhadas com ele.
Emma aqui continua sendo a mesma, petulante, mimada e imperiosa, com o bônus de andar com uma estaca de madeira presa sob o vestido com fitas sempre na última moda. Eu estava esperando algo no estilo Buffy, mas não a ponto de ter Mr. Knightley como um vampiro.
E tudo bem, a idéia de Knightley como um vampiro era interessante… mas aí o autor insulta a inteligência da Emma (e nossa por tabela) ao fazê-la aprender a lutar vampiros – e capaz de decapitá-los com um sabre – mas não de reconhecer que a quase inteireza da população masculina de Highbury comuna de mais que o gosto pela vida no campo.
Pelo que entendi da coisa toda, o único homem que não é vampiro em toda a vizinhança é o coitado do Mr. Woodehouse, que morre de medo dos sangue-sugas e não faz a menor idéia de que recebe pelo menos um deles para jantar todos os dias; para não contar que casou a filha mais velha com um deles também.
É óbvio para qualquer um com dois olhos e um mínimo de conhecimento da mitologia vampírica quem é vampiro e quem não é, mas de novo, a Emma e vários outros personagens que necessariamente deveriam saber diferenciar humanos de vampiros parecem não fazer idéia de coisa alguma e os vampiros se dividem entre os bonzinhos, que se restringem a beber dos pescoços de suas esposas (ou Knightley, que diz que só vai beber de sangue aristocrático…) e os selvagens, que atacam virgenzinhas e aparentemente têm uma especial fixação com a coitada da Harriet.
Aliás, gostaria de observar que Knightley parece ter sofrido algum tipo de lavagem cerebral. Deve ser a sede muito provavelmente…
As ações se sucedem de forma abrupta, não existe muita explicação para nada – ou elas são insuficientes ou tão ridículas e frágeis que suscitaram aqueles meus momentos de vergonha alheia.
É uma pena, porque, como já disse, eu antecipava para esse livro um razoável potencial cômico… mas ele termina por não dizer a que veio, te deixando com a sensação incômoda de inconclusão.
Infográficos – para mergulhar na literatura
Leia o restante do infográfico clicando neste link.
Edições de 1883 para download
IV Encontro Regional JASBRA-RJ
Uma nova capa para Emma
Para conhecer um pouco mais sobre esta editora, clique aqui.
Sexta-feira 13 – Dia do Beijo
Emma pode virar um musical
Gazeta de Longbourn apresenta: Mr. Knightley"s Diary

I had lunch at my club, with Routledge. As we finished our meal, I found him watching me curiously.
‘Well?’ he said.
‘Well?’ I asked.
‘Out with it.’
‘Out with what?’
‘Whatever it is that is bothering you,’ he said. ‘It must be something important, for you have not listened to a word I have said. You have answered me in an abstracted manner, and nothing you have said has made sense.’
‘Nothing is bothering me,’ I answered testily.
‘You might as well make up your mind to tell me, because I will hound you until you do. I am tired of looking at your long face and hearing your sighs! It is not like you.’
‘I do not sigh!’ I protested.
‘I distinctly heard you as you ate your beef. You sighed.’
I gave a deep sigh – then was angry with myself.
‘Hah!’ said Routledge. ‘There you are! It is as I said! You sighed. Well?’
I could not hide it from him any longer, nor did I wish to, for I needed to unburden myself.
‘You were right.’ I said.
‘About?’
‘About Emma. Everything you said was true. I am in love with her. I cannot think why I did not see it sooner. I have been blind. She is the very woman for me.’
‘At last! I have been waiting for you to see it for months. Well, when are you going to marry her?’
‘Never. I have missed my chance. She is going to marry Frank Churchill.’
‘Is she indeed?’ he asked in surprise. ‘What makes you think so?’
‘There is an understanding between them. From things she has said – things she has done – I asked her if she knew his mind on a certain subject, and she said she was convinced of it. In short, I thought he seemed to be casting glances at Jane Fairfax, some time ago, but Emma said she was sure of him. It was an intimate matter, one that would not have been spoken of if there had not been an engagement.’
‘And so they have announced their betrothal.’
‘I am expecting it any day, although it may be delayed as Mrs Churchill has just died.’
‘Then, if it is as certain as you say, you had better marry Jane Fairfax instead.’
‘I have already thought about it, but I cannot do it.’
‘Why not? She is an attractive young woman, well bred, agreeable and in need of a home.’
‘I cannot marry her for those reasons. Befriend her, help her – yes, But marry her? No.’
‘Then you had best see to your repairs at the Abbey, for it seems your nephew will inherit it, after all.’
Todas as regionais da JASBRA fizeram ou vão fazer encontros do Clube do Livro esse mês para discutir Emma. Assim, nada melhor que aproveitar a ocasião e os empréstimos da Adriana para resenhar este mês o diário do excelentíssimo Mr. Knightley, o cavaleiro em armadura brilhante de Emma.
Aposto que muitos fãs de Austen por aqui já conhecem o trabalho da Amanda Grange. Já li muitos elogios ao seu Mr. Darcy’s Diary e comentários menos empolgados para sua continuação vampírica de Orgulho e Preconceito. – já li os dois e concordo com ambas as opiniões: no primeiro, ela foi bastante fiel e gostosa de ler, no segundo, é meio óbvio que ela não tem muita prática com o mundo do sobrenatural e a forma como ela trabalha o mito do vampiro é meio que bastante bizarra.
O caso é que, curiosamente, meio mundo conhece da versão de Grange para Orgulho e Preconceito, mas nem todo mundo sabe que ela escreveu diários para quase todos os heróis de Austen (e um para o Wickham) – Mr. Knightley sendo um deles, claro.
Não há muito o que falar sobre o plot, porque é bastante óbvio do título – trata-se do diário mantido por Mr. Knightley durante os eventos de Emma. Dito isso, devo observar que um dos motivos do personagem estar no meu top 3 heróis austenianos decorre da leitura desse livro (eu já o tinha visto antes da Dri emprestar).
Grange não sai do tom ditado por Austen em nenhum momento, mas ao revelar os pensamentos de Knightley para nós, ela o faz de maneira apaixonantemente honesta. E essa é uma característica marcante do senhor de Donwell Abbey – ele é honesto, sincero em tudo aquilo que faz e isso se reflete mesmo em sua realização do que sente por Emma e sua posterior declaração (confesso que fico sempre me segurando na cadeira nesse momento e quase saio pulando de emoção quando ele solta aquele “se te amasse menos, talvez fosse capaz de falar mais sobre o assunto”).
Sério, Austen escreve as melhores cenas de declaração, não? Incrível como depois de ler e reler inúmeras vezes esses livros, continuo sempre na ansiosa expectativa delas…
Seja como for, Grange retrata nesse livro aquilo que há de melhor no cavalheiro em questão – e se vocês ainda têm alguma dúvida sobre o porquê de Emma ter se apaixonado por ele, recomendo fortemente dar uma lida neste livro e veremos se vocês serão capazes de resistir ao charme de Mr. Knightley.
* Lu Darce (JASBRA-PE) está presentemente encantada com Mr. Knightley “se eu te amasse menos seria capaz de falar mais sobre isso”. Tanto que está até sem palavras. Mais silêncios como esse, vocês podem encontrar em Coruja em Teto de Zinco Quente.
As ilustrações de Cecil Doughty
Conheça um pouco do trabalho de Cecil aqui.


















Deverá estar ligado para publicar um comentário.