Ementa: A Jane Austen Sociedade do Brasil tem o prazer de oferecer o minicurso introdutório sobre Emily Brontë e suas obras. O minicurso será de 08 horas/aulas em 4 encontros semanais e tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre a vida e obra da escritora para que os alunos possam ter contato com a literatura inglesa de autoria feminina, além de possibilitar uma visão da vida, cultura e história deste período.
Curso de 08 horas de aulas expositivas, seguidas de discussão (fórum).
Encontros síncronos, as aulas ficarão gravadas.
Certificados ao final do curso.
Conteúdo programático e cronograma:
Aulas 1 e 2 (18 de outubro): 2 horas
Biografia de Emily Brontë
Estilo literário e poesia
Aulas 3 e 4 (25 de abril): 2 horas
O Morro dos Ventos Uivantes
Aulas 5 e 6 (01 de novembro): 2 horas
O Morro dos Ventos Uivantes
Aulas 7 e 8 (08 de novembro): 2 horas
O Morro dos Ventos Uivantes – transposição para o cinema
Metodologia: Aulas síncronas às quartas do mês de outubro (18 e 25) e novembro (01 e 08) de 2022, de 19h às 21h (via Google Meet), com exposição e discussão do conteúdo programático. Leituras compartilhadas através do Google Classroom da turma. Acesso aos textos e materiais do curso, antes das aulas síncronas, para leitura prévia. As aulas ficarão gravadas para acesso assíncrono, caso o participante não possa estar on-line no horário e dias combinados. Avaliação: Frequência e participação nas discussões e atividades propostas no curso. Referências Bibliográficas – serão apresentadas no início do curso
Ministrante: Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford (2010). Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008. Tradutora de Mansfield Park (2009), Razão e Sensibilidade (2010) e Emma (2012).
Charlotte Heywood retorna a uma Sanditon agora próspera. É o aniversário de 21 anos de Georgiana Lambe e, enquanto uma festa luxuosa o aguarda, um estranho reencontro entre Charlotte e Alexander Colbourne levanta velhos sentimentos e novas questões. E nem tudo é comemoração para Georgiana, que é chamada para enfrentar um novo desafio surpreendente, mas encontra apoio de fontes improváveis. Por tudo isso, Charlotte e Georgiana se unem em seu dilema, bem como em sua determinação de forjar seus próprios destinos. Na terceira temporada de Sanditon, teremos mais festas, mulheres sábias e sinceras, além de amizades adoráveis que resistem ao teste do tempo e das circunstâncias. A terceira temporada de Sanditon é a última temporada da série. A primeira temporada de Sanditon chegou à MASTERPIECE na PBS em 2020. Inspirado no romance inacabado de Jane Austen. A 2ª temporada de Sanditon foi ao ar em 2022 e a 3ª temporada em 2023. “Estamos tristes em nos despedir desta série maravilhosa, que tem toda a inteligência e alegria esperadas de um drama inspirado em Jane Austen”, disse Susanne Simpson, produtora executiva de MASTERPIECE . “Sabemos que os espectadores ficarão ansiosos enquanto as peças finais se encaixam.”
Aqui no Brasil, a série é exbiida nos streamings GloboPlay e AppleTV.
A maneira como Sanditon lidou com a ausência de Sidney Parker, interpretado pelo ator Theo James, foi a melhor coisa para a segunda temporada.
James partiu corações quando optou por não reprisar o papel de Sidney, o protagonista masculino de Sanditon, ao lado de Charlotte Heywood, de Rose Williams. Então, quando Sanditon ganhou renovação para as temporadas 2 e 3, graças à devoção de sua base de fãs, James imediatamente anunciou que não participaria. No estilo da saída de Regé-Jean Page da segunda temporada de Bridgerton.
James citou o “conto de fadas quebrado” entre Sidney e Charlotte como um final ideal para o romance em sua opinião. Então, a série teve que alterar seus planos criativos e seguir em frente sem seu galã principal, mas a série tomou uma sábia decisão quanto ao personagem.
Galã envolvente
A primeira temporada de Sanditon apresentou Sidney como o irmão mercurial de Tom Parker (Kris Marshall), o visionário por trás da pitoresca cidade litorânea de Sanditon, na costa sul da Inglaterra.
Sidney era um empresário de sucesso com muitos contatos em Londres e no exterior. Ele também era o zelador de Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma herdeira de Antigua que possuía 100.000 libras e se ressentia da forma rígida e dominadora que Sidney a vigiava. Os heróis de Jane Austen, Sidney e Charlotte entraram em confronto imediatamente, mas por baixo de sua hostilidade havia uma atração crescente.
O par se apaixonou antes que eles percebessem. Infelizmente, a cidade e Tom estavam à beira do colapso financeiro e coube a Sidney encontrar o financiamento para manter vivo o sonho de seu irmão. A trágica solução de Sidney, dessa forma, foi se casar com sua antiga paixão, Eliza Campion (Ruth Kearney), cuja família tinha dinheiro para salvar Sanditon. Claro, isso significava que Sidney e Charlotte não poderiam ficar juntos apesar do desejo de seus corações, e ambos deixaram a cidade (e um ao outro) no final da primeira temporada.
Sidney morre em Sandition
A estreia da 2ª temporada de Sanditon não perde tempo estabelecendo que Sidney Parker está morto. Ele morreu de febre amarela enquanto visitava Antígua. Além disso, o personagem morreu em 1820 quando tinha 32 anos. Charlotte, enquanto isso, tem “vinte e três anos” na segunda temporada. (via ScreenRant)
Portanto, essa é melhor solução possível para que Sanditon e seus personagens, especialmente Charlotte, possam deixar Sidney para trás. Afinal, Theo James simplesmente não voltaria para as temporadas 2 e 3, então não havia sentido em manter Sidney fora da tela, mas ainda vivo. O que daria a possibilidade de ele retornar algum dia.
Com o Mr. Parker morto de forma definitiva torna qualquer retorno do ator impossível. Mas também permite que Sanditon avance, mantendo sua memória viva e permanecendo a importância de Sidney para os personagens principais, Charlotte, Tom e Arthur (Turlough Convery), o irmão mais novo de Parker.
Como a morte de Sidney impacta a série
Como a morte de Matthew Crawley (Dan Stevens) em Downton Abbey, o fato de Sanditon matar Sidney também é uma jogada inteligente por causa de todas as possibilidades de histórias que surgem a partir dele.
Charlotte está, compreensivelmente, em um período de luto para que o público possa lamentar. Logo, a senhorita Heywood permanece assombrada pelas palavras finais que Sidney falou com ela, que ecoa para o público usando a voz de Theo James do final da primeira temporada de Sanditon.
Mas Charlotte também deve encontrar uma nova vida para si mesma em Sanditon sem Sidney. A morte do Sr. Parker também oferece possibilidades para Georgiana, que agora tem que se defender de vários pretendentes caçadores de fortunas sem a proteção de Sidney, mesmo que a Srta. Lambe se eriçou sob sua asa.
Com a saída de Sidney, Arthur também assume um novo papel e responsabilidades, substituindo Sidney como o braço direito de Tom em seus negócios. Isso cria uma nova dinâmica interessante para a família Parker e Charlotte, sua hóspede.
Inteligentemente, há também um mistério em torno de por que Sidney estava em Antígua, para começar, ao contrário de quando Lady Sybil de Downton Abbey morreu porque Jessica Brown-Findlay saiu da série. Pode estar ligado a Georgiana e sua fortuna, mas também é possível que o belo Sr. Parker estivesse na ilha para ajudar Sanditon.
Talvez ele estivesse procurando algum tipo de maneira de encontrar o dinheiro para ajudar Tom a financiar sua cidade turística para que Sidney pudesse acabar com seu casamento com Eliza e ficar com Charlotte. Ou pode haver uma razão completamente inesperada para que Sidney tenha sido atraído para Antígua.
Mesmo na morte, Sidney continua sendo de vital importância para Sanditon. E a série usou sabiamente matar seu herói principal para criar oportunidades para novas histórias intrigantes na segunda temporada de Sanditon, em vez de apenas descartar Sidney Parker de maneira deselegante.
No mês de junho vamos ler e discutir o livro Sanditon e adaptação para a série de televisão (3 temporadas). Faça sua inscrição AQUI.
Vou realizar uma série de posts sobre a série, que está em exibição nos streamings Globoplay e AppleTv, para deixar as impressões de quem já assistiu e falou sobre o assunto.
A série estreiou em 2019 e havia muita curiosidade sobre como fariam essa adaptação tendo vista que é uma obra inacabada de Jane Austen.
Vamos acompanhar a trajetória da jovem Charlotte Heywood (Rose Williams) que sai da fazenda dos pais para passar uma temporada na cidade litorânea, de Sanditon. O pequeno vilarejo está sendo projetado por Tom Parker (Kris Marshall) para se tornar um dos locais escolhidos pela aristocracia para passar as pré-temporadas. O caminho de Charlotte cruza com o de Tom e a esposa, Mary (Kate Ashfield), por causa de um acidente na estrada, então a moça oferece ajuda ao casal e eles, como agradecimento, levam a moça para passar a temporada na casa deles em Sanditon. Diante de um convite tão inesperado, Charlotte parte nessa nova aventura que afinal mudaria tanto sua visa.
Chegando em Sanditon, Charlotte vai perceber como a vida pacata que tinha na fazenda dos pais é muito diferente de viver numa cidade que em breve será a queridinha dos aristocratas. Mas isso ainda está muito longe de acontecer, pois Tom não conseguiu despertar o interesse de novos investidores e assim ainda conta apenas com Lady Denham (Anne Reid) como sua principal incentivadora e investidora. Porém, até mesmo ela vem perdendo a paciência por ver seu dinheiro sendo destinado em algo que parece que não vai dar certo. Preocupado de perder o apoio de Lady Denham, Tom convoca seu irmão Sidney Parker (Theo James) para ajudá-lo já que ele tem contatos com jovens lords.
A chegada de Sidney à Sanditon trás esperanças para Tom e desperta sentimentos controversos em Charlotte, já que o irmão de seu protetor se mostra sempre muito carrancudo e hostil em sua presença. Ela está ali apenas para aproveitar a temporada e não para arrumar confusão com Sidney, mas a personalidade dele sempre a atraí, então Charlotte sempre tenta se mostrar amigável ao lado dele. Já o rapaz evita Charlotte de todos os modos possíveis, pois por mais que não deseje admitir, ela desperta um lado dele há muito tempo adormecido e Sidney não sabe como lidar com isso.
Saindo do casal principal temos de pano de fundo a criação de Sanditon e todas as suas implicações. Tom está apostando cada vez mais alto na fundação da cidade e não está sabendo lidar com o montante de dívidas que esse projeto trás. Além da cidade em si, temos alguns personagens que ajudam a movimentar a trama e muitos deles estão envolvidos com Lady Denham. Ela é uma viúva extremamente rica e sem herdeiros diretos, com apenas alguns sobrinhos que serão capazes de qualquer coisa para convencer a velhota de deixar o dinheiro para eles, mas ela está anos luz na frente deles.
Mas, pra mim, a trama mais interessante envolve a Srta. Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma herdeira rica e que está sob a proteção de Sidney. Até aí tudo normal e comum, certo? Errado. A introdução da personagem trás à tona um assunto muito importante: a escravidão. A história se passa num período onde os escravos foram recém-libertados e muitos deles estão lutando para se adequar a sociedade. O caso da Georgiana é um pouquinho diferente, pois ela é filha de um casal inter-racial e o pai fez fortuna nas Índias Ocidentais (Ilhas do Caribe), a deixando herdeira de uma grande fortuna. Apesar de ser extremamente rica, as pessoas ainda a olham com curiosidade justamente por ela ser negra. A jovem só quer ter uma vida normal, mas agora vive sob os cuidados da Stra. Griffiths (Elizabeth Berrington) e sua fortuna é administrada por Sidney até que se case. E até a decisão de se casar não cabe a ela, já que muitos poderiam demonstrar interesse apenas em seu dinheiro.
A sinopse e o trailer vendem muito mais do que a série realmente entregou. Eu estava esperando algo bem mais adulto e erótico devido as imagens que saíram na época e, mesmo que tenha nudez e cenas de sexo, basicamente nada disso se aplica ao casal principal, com exceção da cena clássica de Theo James saindo do mar completamente nu. E falando do personagem, eu tive um sentimento de amor e ódio por ele, pois ao mesmo tempo que o acha completamente antipático e grosseiro, eu queria saber mais sobre o passado dele e quando finalmente estamos descobrindo, temos que dar tchau a temporada. Sidney vai ganhando destaque e a quando o plot vem, eu fiquei eufórica e depois chorei em posição fetal por não ter continuação.
Já Charlotte é a clássica mocinha que transita em todos os núcleos, alguns sendo pouco importantes e em outros ajudando a trama a fluir. O maior exemplo disso, foi a amizade que ela desenvolveu com Georgiana e que acabou levando a personagem a conhecer alguém que seria muito importante para trazer os aristocratas para Sanditon. A chegada de Lady Susan Worcester (Sophie Winkleman) vai movimentar a pequena Sanditon e ela veio apenas por Charlotte, mas ainda sim, a regata que Tom havia organizado, com a ajuda da moça, não teria o mesmo sucesso sem a chegada da viúva que aparentemente é uma das abelhas rainhas da aristocracia.
Sanditon foi baseado no livro de mesmo nome da autora Jane Austen, mas é um romance que ela deixou inacabado (escreveu apenas 11 capítulos) e isso de certa maneira abre muitos caminhos para os personagens e foi exatamente o que o roteirista Andrew Davies (que também roteirizou Orgulho e Preconceito de 1995) fez.
Sanditon conta com um ótimo elenco, a fotografia é linda, figurinos impecáveis, com sub-tramas que complementam o enredo principal e ainda temos um toque de humor através dos outros irmãos Parker.
Que tal ler um livro diferente da Mary Shelley? O nosso clube de leitura está com inscrições abertas para participação! O livro escolhido para dar início as leituras é o #mathilda da #maryshelley ❤️
Inscrições AQUI. Conheça um pouco mais sobre o livro e sobre o clube nos cards publicados no carrossel. A mãe de Mathilda, Diana, morre no parto. Seu pai, em desespero, deixa a recém-nascida aos cuidados de uma tia e sai para correr o mundo. Quando Mathilda tem 16 anos, ele volta, mas fica pouco tempo em sua vida. O terrível tormento de reviver a paixão por Diana na filha o consome. Com personagens claramente inspiradas na autora, em seu pai e em seu marido, e tendo como narradora de voz emocional e implacável a própria Mathilda, a novela vai além da ressonância autobiográfica, chegando a algo mais abrangente: uma história sobre a busca solitária de uma moça corajosa por um sentimento de amor, reparação e redenção, ainda que por culpas que não sejam suas. O tema central da obra, um incesto não consumado entre pai e filha, levou o editor de Mary Shelley – que vinha a ser seu pai e era conhecido pelos próprios livros subversivos – não apenas a se recusar a publicar “Mathilda” como também a se negar a devolver a única cópia manuscrita, e a obra não foi publicada em vida pela autora do mítico Frankenstein. Terminado em 1820, foi preciso mais de um século para que esta pequena tragédia moderna para fosse redescoberta, tendo sido publicado pela primeira vez apenas em 1959. #clubedeleiturajaneaustenbrasil#clubedeleitura#janeaustenbrasil#escritoras inglesasbrasil
Vamos embarcar em mais um minicurso sobre as obras de #janeausten ? Desta vez, o livro escolhido foi #sanditon ❤️ que também tem adaptação para a televisão em 3 temporadas. Informações e inscrições estão no link aqui!
Ementa: A Jane Austen Sociedade do Brasil tem o prazer de oferecer o minicurso introdutório sobre Elizabeth Gaskell e suas obras. O minicurso será de 10 horas/aulas em 5 encontros semanais e tem como objetivo apresentar um panorama geral sobre a vida e obra da escritora para que os alunos possam ter contato com a literatura inglesa de autoria feminina, além de possibilitar uma visão da vida, cultura e história deste período.
Curso de 10 horas de aulas expositivas, seguidas de discussão (fórum).
Encontros síncronos, as aulas ficarão gravadas.
Certificados ao final do curso.
Conteúdo programático e cronograma:
Aulas 1 e 2 (11 de abril): 2 horas
Biografia de Elizabeth Gaskell
Aulas 3 e 4 (18 de abril): 2 horas
Estilo literário e publicações
Aulas 5 e 6 (25 de abril): 2 horas
Norte e Sul
Aulas 7 e 8 (02 de maio): 2 horas
Norte e Sul
Aulas 9 e 10 (09 de maio): 2 horas
Norte e Sul – Transposição para a TV
Metodologia: Aulas síncronas às quartas do mês de abril (11, 18 e 25) e maio (02 e 09) de 2022, de 19h às 21h (via Google Meet), com exposição e discussão do conteúdo programático. Leituras compartilhadas através do Google Classroom da turma. Acesso aos textos e materiais do curso, antes das aulas síncronas, para leitura prévia. As aulas ficarão gravadas para acesso assíncrono, caso o participante não possa estar on-line no horário e dias combinados. Avaliação: Frequência e participação nas discussões e atividades propostas no curso. Referências Bibliográficas – serão apresentadas no início do curso
Ministrante: Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford (2010). Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008. Tradutora de Mansfield Park (2009), Razão e Sensibilidade (2010) e Emma (2012).
15 anos de Jane Austen Brasil! Começamos a rodada de palestras hoje, 23 de fevereiro, às 08:30 com transmissão pelo canal Jane Austen Sociedade do Brasil no Youtube (link na bio). Serão palestras on-line e gratuitas!
Ao iniciar as publicações no dia 23 de fevereiro de 2008 eu não fazia ideia de como esse pequeno passo modificaria toda a minha vida. Desde então, foram tantos amigos que fiz, tantas parcerias acadêmicas, meu doutoramento na UFMG sobre a Austen, as incontáveis palestras no Brasil e no exterior, enfim, a partilha de conhecimento! Eu nem consigo enumerar aqui o quanto foi e tem sido gratificante pesquisar e escrever sobre Jane Austen. A autora e seus livros acabaram fazendo parte da minha vida de maneira significativa. Não há um dia sequer que não comento ou leio sobre Austen!
Gostaria de convidar todos vocês para a celebração dos 15 anos do site Jane Austen Brasil. Voltarei com o #janeaustenlives para uma série de palestras on-line e gratuitas! Ao iniciar as publicações no dia 23 de fevereiro de 2008 eu não fazia ideia de como esse pequeno passo modificaria toda a minha vida. Desde então, foram tantos amigos que fiz, tantas parcerias acadêmicas, meu doutoramento na UFMG sobre a Austen, as incontáveis palestras no Brasil e no exterior, enfim, a partilha de conhecimento! Eu nem consigo enumerar aqui o quanto foi e tem sido gratificante pesquisar e escrever sobre Jane Austen. A autora e seus livros acabaram fazendo parte da minha vida de maneira significativa. Não há um dia sequer que não comento ou leio sobre Austen!
Para celebrar essa data tão especial, gostaria de convidar todos vocês para as palestras on-line que acontecerão entre os dias 23 e 24 de fevereiro (manhã e tarde) no formato on-line com transmissão pelo Youtube (as palestras ficarão gravadas). Os links para cada palestra serão divulgados aqui e no perfil @janeaustenbrasil no Instagram. Haverá emissão de certificado aos interessados (link será divulgado em cada palestra).
Segue abaixo a programação que está sujeita a modificações, caso seja necessário. #janeausten #janeaustenbrasil #janeaustensociedadedobrasil #janeaustensocietyofbrazil #jasbra #palestras #janeaustenlives
O vídeo acima é uma gravação do encontro ocorrido em 18 de julho de 2022, na Academia Mineira de Letras em homenagem ao legado de Jane Austen.
Um dos maiores nomes da literatura mundial, com milhares de fãs, ganhou um evento especial na Academia Mineira de Letras. Jane Austen e sua obra com três palestras na AML no dia 18 de julho. Na ocasião a Dra. Adriana Sales aborda “A permanência de Jane Austen”; a mestre Marcelle Salles ressalta as “Referências religiosas em Jane Austen” e a mestre Flávia Lima apresenta “Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”.
Jane Austen escreveu apenas seis livros durante sua breve vida. Entretanto, seus livros são considerados clássicos da literatura inglesa até os dias atuais. Por que ela se tornou tão presente no mercado editorial e suas obras contam com diversas adaptações para o cinema, televisão e teatro? A Dra. Adriana Sales aborda exatamente isso em “A permanência de Jane Austen”. Além do retrato de uma época, as tramas e construções de personagens traduzem um legado de grande importância literária. Esse legado é mantido pela sua legião de fãs ao redor do mundo, entre críticos canônicos e a fandom digital.
Já em “Referências religiosas em Jane Austen”, a mestre Marcelle Salles observa que, ao analisar a biografia de Jane Austen, é fundamental o reconhecimento da religião cristã em suas bases familiares. Austen era filha do Reverendo Anglicano, George Austen. “É preciso compreender que, em decorrência do relacionamento orgânico existente entre a Igreja e a sociedade inglesa da época, não é correto separar os enredos literários dos romances da referida autora em distintas esferas seculares e religiosas. Suas obras criticam as falhas humanas e institucionais, contemplando casamento, sociedade, sistema legal e clero, tendo como base os textos bíblicos e filosóficos que conhecia”, explica.
Outro ponto é abordado pela mestre Flávia Lima em “Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”. A celebre frase de Orgulho e Preconceito (1813): “Cinco filhas para casar”, da Mrs. Bennet é muito forte, e retrata uma responsabilidade materna da época. Todavia, as atitudes explícitas para tal propósito fazem com que a personagem seja criticada e até ridicularizada por muitos leitores. Mas, sob a lente de um olhar mais tolerante, o que é possível pensar sobre o que Jane Austen queria mostrar com a personagem? Quais eram as responsabilidades das mulheres com filhas para casar? Quais eram o futuro de moças que não se casavam? Será possível conferir essas e outras reflexões durante a palestre.
Sobre as palestrantes:
Adriana Sales é Doutora em Estudos Linguísticos pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. É especialista em Jane Austen pela Universidade de Oxford. Atualmente é professora de inglês e suas literaturas no Ensino Médio e Graduação em Letras do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. É fundadora e presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2008.
Marcelle Vieira Salles é escritora, graduanda em Letras com ênfase em Estudos Literários pela UFMG e Mestre em Administração pela FEAD-MG. Trabalha em projetos de planejamento e edição de livros independentes. É membro e palestrante associada à Jane Austen Sociedade do Brasil desde 2011.
Flávia Lima é pedagoga pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestre em Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais, Especialista em Educação Especial pela UFJF e graduanda em Letras/Inglês pela UNIMONTES. Tem experiência no ensino e em elaboração de materiais para a formação educacional.
SERVIÇO:
Academia Mineira de Letras
Palestras sobre Jane Austen
“A permanência de Jane Austen” com Adriana Sales
“Referências religiosas em Jane Austen” com Marcelle Salles
“Defendendo a perspectiva da Mrs. Bennet”, com Flávia Lima
Data: 18 de julho, às 19h30
Local: Academia Mineira de Letras – R. da Bahia, 1466 – Centro, Belo Horizonte
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