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Autor: Adriana Sales
O traiçoeiro Mr. Wickham capítulos 1 e 2
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Anel de Jane Austen é leiloado por 236 mil dólares
Fonte G1.com
Gazeta de Longbourn Apresenta: Captain Wentworth’s Diary
“Você não deveria ter me pedido para dançar,” ela disse suavemente, quando nós tomamos nossos lugares. “Nós não fomos apresentados ainda.”
“Então porque você aceitou?” eu perguntei.
Ela corou, e eu pensei que, apesar de ela não ter a beleza marcante de Miss Elliot, ela era extremamente bonita, com seus traços delicados e olhos escuros.
“Eu mal sei, a não ser que seja porque eu tenho tão poucas oportunidades de dançar que não posso ignorar uma,” ela disse.
Todo mundo já deve saber a essas alturas que Persuasão é meu romance favorito dos escritos por Jane Austen – se é para suspirar por algum mocinho, que ele use dragonas e tenha ar de pirata. Wentworth é meu herói favorito e é claro que eu estava ansiosa por chegar nesse volume.
A história começa bem antes da narrativa oficial de Persuasão, com aqueles famosos (e dolorosos) eventos de ‘oito anos atrás’, quando tudo começou entre a jovem Anne e o recém nomeado capitão Frederick.
Sempre admirei Wentworth porque ele é um homem que veio do nada, sem qualquer fortuna ou ligações, e que cresceu por seu próprio esforço e mérito – sem, contudo, perder de vista o que era realmente importante. Se por vezes ele pode parecer um pouco arrogante e até cruel, devemos levar em consideração o desapontamento que ele sofreu quando Anne terminou o noivado entre eles – uma ferida que nunca cicatrizou, a despeito da distância e do tempo, que só pode ser esquecida de verdade diante da renovada admiração e reabertura das possibilidades entre os dois.
Já expus extensamente sobre o assunto do Capitão quando fiz a análise do livro de Austen. Sendo assim, vamos logo ao que interessa hoje.
Embora eu não diga que Captain Wentworth’s Diary seja ruim, sinto que falta a ele alguma coisa para que você acredite estar diante do verdadeiro capitão. Gosto da forma como a Grange escreve e o livro teve seus bons momentos, mas volta e meia eu me pegava surpresa com a imaturidade do Wentworth que ela escreve.
Frederick é um homem ferido, sim, mas nunca um moleque mimado e imaturo – e é dessa forma que ele soa em alguns momentos, especialmente no começo.
Sempre acreditei que Frederick e Anne eram dos casais mais passionais da tia Jane, mas que o amor deles começara de forma quase… espiritual, um verdadeiro encontro de mentes e almas. E não é isso que acontece aqui, a ligação inicial entre os dois não me convenceu de todo e Wentworth parece deixar Anne mais com o ego que o coração partido.
A narrativa melhora uma vez que chegamos ao reencontro ‘oito anos depois’. Temos então o capitão mais maduro, mais crível, mais próximo da voz com que Austen originalmente o dotou. E é claro que não há como não se derreter a partir do momento em que ele decide que seu objetivo deve ser reconquistar Anne (para então descobrir que, de fato, nunca a perdeu).
Eu me diverti mais lendo Mr. Knightley’s Diary, não vou negar. Mas ainda assim, este volume da série que a Grange escreve com os diários dos heróis austenianos é uma leitura agradável para uma sessão da tarde.
* Lu Darce (JASBRA-PE) gosta tanto de uniformes quando Lydia Bennet, embora prefira a marinha à milícia. Ela provavelmente se comportaria de forma tão vergonhosa quanto Lydia se o grupo de capitães de Persuasão aparecesse em sua cidade. Esse e outros segredos não tão secretos, vocês podem encontrar em Coruja em Teto de Zinco Quente.
Acessórios inspirados na Era Vitoriana
Para visitar a Lojinha Miss Hide (anelzinho camafeu).
Para visitar a Lojinha Grife Martírio (punhos em renda)
Para visitar a Lojinha Little Travelling Shop (anelzinho em formato de xícara)
Edições de Jane Austen em grego
Conheça um pouco mais sobre este grupo através dos posts que escrevi, clique aqui para lê-los.
Curiosidades:
English ———– Grego
Jane Austen (Τζέιν Όστεν)
Sense and Sensibility (Λογική και ευαισθησία)
Pride and Prejudice (Περηφάνια και προκατάληψη)
Mansfield Park (Μάνσφιλντ Παρκ)
Emma (Έμμα)
Northanger Abbey (Το Αββαείο του Νορθάνγκερ)
Persuasion (Πειθώ)
Seleção de algumas capas que encontrei:
Conheça outras capas publicadas na Grécia clicando aqui.
Janeite visita a Inglaterra
Márcia fez questão de visitar os pontos turísticos e mostrar para nós. Apresento abaixo alguns momentos de mais uma Janeite brasileira na Inglaterra.
Márcia e amiga visitarem Bath e lógico que fizeram umas comprinhas no Jane Austen Centre
Parada obrigatório para todo visitante do Jane Austen Centre: uma fotinha com o Mr. Martin Salter!
Edições Francesas da Editions 10/18
Orgulho e preconceito foi traduzido porValentine Leconte e Charlotte Pressoir
Com prefácio de Virginia Woolf
Emma foi traduzido por Josette Salesse-Lavergne
Razão e Sensibilidade foi traduzido por Jean Privat
Veja em detalhes:das capas
Livros à venda na Amazon
Visite também o site da editora.
Sentimento ou Sensibilidade – parte 1
Traduzi dois livros de Jane Austen: Emma e Sense and Sensibility, e neste último, que aliás foi o meu primeiro, tive um pequeno problema de tradução… com o título. Ele exprime uma perfeita dicotomia com o agravante de encerrar uma aliteração. A hipótese imediata para os preguiçosos seria Senso e Sensibilidade, preservando assim o paragramatismo. Mas “senso” em português não é o mesmo que “sense” em inglês, e a alternativa bom senso deita por terra a aliteração. Por outro lado, “sensibility” não tinha para Jane Austen o sentido moderno de sensibilidade, equivalente a suscetibilidade, refinamento dos sentidos. Ela o emprega mais na acepção de sensível, de pessoa desprendida, que demonstra bons sentimentos. Eu me havia decidido por “sentimento” para o “sensibility”, mas faltava resolver o “sense”. De repente, afastei a obrigatoriedade da aliteração ao me lembrar que Pride and Prejudice também obedecia ao esquema(dicotomia+aliteração), e fora traduzido brilhantemente em português por Orgulho e Preconceito, mantendo a dicotomia mas ignorando a aliteração, tudo em proveito daquela forte oposição vocabular. Foi assim que cheguei ao Razão e Sentimento. Mas, e você, como faria?
Fonte: Gaveta do Ivo
Veja aqui mais posts sobre o tradutor.
Como percebemos na fala do Ivo Barroso, a escolha por Razão e Sentimento foi uma opção pessoal do tradutor. Não trato aqui de uma discussão a respeito do melhor título para a obra, apenas tento colocar a opinião de duas pessoas pois muitos estão acostumados com a título Razão e Sensibilidade por causa do filme de 1995.
Aguardem amanhã a parte 2.




















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