Quartas – Minha história com Jane Austen: Luciana Leônidas

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 
Com vocês: Luciana Leônidas

É uma verdade universalmente conhecida: A importância do hábito da leitura.
Sempre fui uma amante dos livros, principalmente dos romances clássicos. Cultivo esse bom hábito desde a adolescência, mas até então só conhecia os clássicos nacionais. De José de Alencar a Machado de Assis, aprendi a conviver com Helena e Capitu por puro prazer.
Quando achava que conhecia heroínas o suficiente fui apresentada, por uma professora de inglês, as queridas Elinor e Marianne Dashwood de Jane Austen. Foi amor a 1ª leitura! Na época eu estava comentando com minha professora a minha experiência ao ler Dom Casmurro ao meu filho, até então com 5 anos, o encontro entre Bentinho e os olhos de ressaca de Capitu. Ela amou a minha história e me emprestou o seu exemplar de Razão e Sensibilidade. É claro que acabei lendo para o meu filho um trecho do livro e escolhi o encontro entre Marianne e Willoughby pela 1ª vez.
Após esse meu 1º encontro com Jane Austen aproveitando um  fim de semana em casa, resolvi assistir a um filme que havia pego emprestado de uma amiga. A capa do DVD era muito bonita com os personagens vestidos com roupas de época. A história parecia ser interessante e achei que eu iria gostar de qualquer forma. Após alguns minutos assistindo ao filme, achei que o texto me parecia familiar. Pensei: Parece um texto de Jane Austen. Peguei a capa novamente e li a frase: “Baseado na obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen”. Dei um grito de alegria e me senti  uma “especialista” no assunto.
Depois dessa experiência não parei mais. Comprei  os 2 livros que conhecia e pesquisando na internet conheci a JASBRA onde sempre aprendo um pouco mais sobre essa autora que de uma forma simples conquistou o meu coração.
Hoje voltei a estudar após quase 20 anos longe das salas de aula. Estou tentando uma vaga na Universidade. Meu curso escolhido é Literatura e o tema para a minha monografia já foi escolhido: Jane Austen, claro!
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Segundas – Vida social em Orgulho e Preconceito

 Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 
“A mais moça ainda não fez dezesseis anos. Talvez seja um pouco cedo demais para fazer a vida social. Mas realmente minha senhora, acho que seria uma crueldade recusar-lhes a sua parte de distrações e sociedade só porque a mais velha não teve os meios ou a inclinação para se casar mais cedo. As mais moças têm os mesmos direitos aos prazeres da mocidade que as mais velhas. E trancá-las em casa creio que não seria um bom meio de promover a afeição fraternal ou a delicadeza de sentimentos.”



Essa atitude não parecia avançada demais para a época?  
Seria essa liberdade a maior responsável pelos erros de Lydia?

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

Domingos – Alan Lacerda – Persuasão, tempo e espera

nova coluna aos domingos: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.


Com vocês: Alan Lacerda*


Eu gostaria de articular neste texto o tema do tempo no romance Persuasão, ressaltando suas implicações para outros produtos culturais. Publicado no ano de 1818 após a morte de Austen, a história contida no texto é ela própria uma sequência a eventos prévios. Afinal, aprendemos já no início do Volume I que Anne Elliot, a heroína do romance, recusara oito anos antes a proposta de casamento de um humilde capitão naval por quem estava apaixonada. Persuadida da impropriedade da união por parentes e por sua melhor amiga, ela encerrou a conexão ao custo da vivacidade de sua juventude, uma vez que ela passou com o tempo a ser da opinião de que seria mais feliz se tivesse aceitado a união.
No momento em que a história começa, Anne tem mais uma vez a oportunidade, aos 27 anos, de voltar a se encontrar com seu antigo pretendente, o capitão Wentworth, que retorna rico das guerras napoleônicas. Os dois obtêm assim uma segunda chance de retomar um amor não realizado, interrompido pelo excesso de prudência em uma idade na qual o mais comum é ser impulsivo. “Ela fora forçada à prudência em sua juventude e aprendeu o romance na medida em que envelheceu – a sequência natural de um começo incomum.”
Não é novidade dizer que a tradição romântica se alimenta com frequência em seus produtos culturais do mecanismo do tempo concentrado. É comum, por exemplo, que filmes românticos terminem com a festa do matrimônio ou outro ponto culminante de felicidade percebida, sem se deter no que acontece em seguida. Mesmo os melodramas do cinema cujo final envolve separação ou tragédia costumam focar o momento amoroso que ocorreu antes do triste fim.
            O que marca Persuasão e sua influência é, entretanto, a articulação da ideia de espera. “Em Persuasão as pessoas envelhecem”, aponta judiciosamente Deidre Lynch em sua introdução à edição da Oxford World’s Classics, e as consequências da passagem do tempo e da incerteza produzida pelas mudanças históricas e pessoais que se deram no intervalo marcam cada movimento da heroína. Até as alterações de aparência são registradas pela própria Anne, em típico registro feminino, a respeito da perda de seu primeiro “florescer”.
            Há notáveis exemplos do tema da espera no cinema recente. Em A Casa do Lago (The Lake House), filme americano de 2006, o par romântico se comunica por meios fantásticos mesmo estando separados por um hiato de dois anos. A conclusão da trama, que não gostaria de revelar aqui, necessita fundamentalmente de uma decisão de esperar. Não à toa, o filme faz referência explícita ao romance de Jane Austen.


De maior grandeza cinematográfica é o projeto dirigido pelo diretor Richard Linklater, composto pelos filmes Antes do Amanhecer (Before Sunrise), Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) e Antes da Meia-Noite (Before Midnight). Intervalos de nove anos separam a primeira obra da segunda e esta da terceira, respectivamente 1995, 2004 e 2013. Além de coincidirem com os momentos na vida dos dois personagens principais, os próprios atores que os representam são os mesmos, e envelhecem, por óbvio. Muito especialmente, o tema das promessas e amores não realizados ou não desenvolvidos liga de maneira pungente os primeiros dois filmes. Já me ocorreu que Linklater e os dois atores, Julie Delpy e Ethan Hawke, possam ter lido Persuasão, apesar da ausência de referências explícitas ao romance.

Em todo caso, vocês não precisam esperar pra ver – os produtos, começando com o próprio trabalho de Austen, já estão disponíveis para nosso encantamento.
Alan Daniel Freire de Lacerda é Professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN e doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. 

Uma pequena parte do acervo de Alan.

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Indicações de Livros

Hoje não é terça-feira, mas teremos um enorme prazer em falar sobre o lançamento desse livro!
Nossa estimada ADRIANA ZARDINI, manda um olá para todas(os), porém como ainda se encontra sem internet em casa, deu uma passadinha rápida para nos contar, que esteve ontem na Livraria Leitura em BH, e se deparou com esse lançamento da querida SYRIE JAMES: AS MEMÓRIAS PERDIDAS DE JANE AUSTEN !

Um dos maiores nomes da literatura inglesa, Jane Austen escreveu clássicos como Orgulho e preconceito. Embora seus livros tenham interessantes histórias de amor, a vida amorosa da autora nunca foi considerada notável. Esse foi o ponto de partida para Syrie James, estudiosa de Austen, criar uma versão romanceada sobre a vida da aclamada escritora. E se memórias escritas pela própria Austen fossem descobertas, revelando um grande caso de amor? Escrito em um estilo próximo ao da própria escritora britânica, As memórias perdidas de Jane Austen é um livro notável, irresistível para qualquer um que ame Jane Austen – ou grandes romances.
“Acessível e verdadeiro de uma maneira que nenhuma obra puramente biográfica conseguiria ser.” –Los Angeles Times
(fonte: Grupo Editorial Record)


 Preço sugerido: R$ 39,90


E aí, animadas(os) para imaginar quem sabe um grande romance na vida de nossa querida JANE AUSTEN?






Quartas – Minha história com Jane Austen: Anaisa Lejambre – Palavras que ultrapassam séculos

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

A coluna de hoje traz uma versão diferente da ‘minha história com Jane Austen’, Anaisa fará uma análise de Austen. Espero que gostem! 

Com vocês: Anaisa Lejambre

Anaísa é jornalista e mora em Curitiba. 
Conheça aqui o blog de Anaísa.

Palavras que ultrapassam séculos

Vidas que foram separadas pelo destino e que anos mais tarde se reencontrariam para criar esta doce e relaxante história. Personagens ambíguos, irônicos e que representassem a sociedade da época. Com pequenas descrições de lugares e situações nos permitem visualizar cada um deles, como se estivéssemos vivenciando cada momento com os personagens. A paixão que nasce entre eles, a confusão, a descoberta de novos sentimentos e a como lidar com isto fica presente na obra o tempo todo. Diversos temas são tratados de diferentes maneiras que não tem época certa para escrever, mesmo que seja século passado. O que muda é a maneira de falar, a maneira de agir e as roupas que vestem. “Emma”, de Jane Austen, foi uma das criações mais marcantes na história da escritora, tanto que é a única vez que ela utiliza o nome de um personagem como título do livro. Uma menina mimada, acostumada ao melhor da vida e que acha no direito de mudar as vidas das pessoas em volta como se fossem marionetes.

Segundo Austen, esta personagem foi criada para ela e não para os leitores, porque muito provavelmente não iam simpatizar com esta criação. Engano dela, fez tanto sucesso, que passam anos e surgem cada vez mais adaptações no cinema e na televisão.
A história gira em torno de Emma Wodhouse que é uma garota mimada, bonita, inteligente e rica. Ela vive confortavelmente na pequena cidade de Highbury, no interior da Inglaterra. Tudo se inicia com o casamento da Srta. Taylor, sua governanta, com seu vizinho, Sr. Weston. Com esta mudança, Emma sente um vazio em sua vida, porque acredita ter perdido uma pessoa tão querida, por este motivo, resolve arranjar uma nova amiga: Harriet Smith. Para ocupar seu tempo, Emma procura um marido para a Srta. Smith e também tenta moldá-la para servir a sociedade. Com personagens interessantes como Srta. Jane Fairfax e Frank Churchill constrói a história da alta sociedade da época. Três crianças que cresceram em ambientes distintos e que perderam familiares quando pequenos.

Uma história comovente, em que o leitor não conhece a situação como um todo. A forma que Austen escreve, a capacidade que tem de fazer com que o leitor acompanhe a vida de cada personagem, sem se tornar cansativa, demonstra o quanto esta escritora merece cada elogio. Ela nasceu em 1975 e faleceu em 1817, antes de ser publicada as obras “Persuasão” e “Abadia”. Foi uma grande autora inglesa, completamente apaixonada por livros. A sua primeira obra, “Abadia de Northanger”, depois foi publicado “Razão e Sensibilidade” que conseguiu alcançar um êxito que a deixou muito animada, vindo a publicar o seu livro mais conhecido “Orgulho e preconceito”. Quem não ouviu falar da autora, com certeza deve ter ouvido falar deste livro em especial. Tornando-a muito conhecida, com poucos livros lançados, foi o suficiente para ser consagrada durante séculos.

Sendo este o único livro de Austen que li, posso comentar o quanto fiquei fascinada por sua obra, a forma irônica que escreve e a sua capacidade de formar seus personagens é distinto. Não é um romance convencional, porque nem tudo gira em torno dos personagens principais e sim daqueles que pensamos ser secundários, fazendo-os participar ativamente da história. Cada personagem garante seu espaço no relato, moldando a trama e sempre em busca de alguma revelação. Quando o leitor acredita ter descoberto o que acontecia, mais um segredo vem à tona. 

 “Emma” teve algumas adaptações para o cinema e uma série produzida pela BBC. Assisti a adaptação feita em 1996, em que Gwyneth Paltrow interpretou a personagem principal e Jeremy Northam o Sr. Knightley. Um filme razoável, poderia ser considerado bom, apesar de ter arrecadado uns $ 38 milhões, porém a série não tem nem comparação. Em 2009, a BBC resolveu fazer a série desta grande obra, conseguindo captar a essência dos personagens criados pela autora. Nesta produção quem interpretou Emma foi Romola Garai, a mesma que participou do filme: “Dirty Dancing – noites em Havana”. E Sr. Knightley foi caracterizado por Jonny Lee Miller, o que interpreta atualmente Sherlock Holmes, na série “Elementary”. No site oficial do www.imdb.com, os internautas avaliaram esta produção em 8.3. Uma boa nota.

Enquanto lia esta obra, lembrei-me que uma vez eu li uma reportagem em que analisava comédias românticas de adolescentes e o quanto elas se baseavam em grandes nomes da literatura. Lendo “Emma” percebia que este autor tinha razão. Quem nunca ouviu falar do filme “As Patricinhas de Bervely Hills”? Pois é, este filme realmente se baseou em “Emma”, não poderei entrar tanto em detalhes, para não contar spoilers no texto. Mas posso dizer que a menina mimada ou patricinha daquele século, que tenta mudar a vida das pessoas, influenciando-as a como se comportar ou de quem gostar, é a mesma história criada por Amy Heckerling, em 1995.

O que comprova mais ainda que não importe que Austen tenha escrito poucos livros, mas com certeza fez a diferença para a Literatura Inglesa e Mundial. Conseguiu fazer sucesso até os dias atuais. 

Trailer da série produzida pela BBC (2009):
 
 Uma cena do filme de 1996:

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Segundas – Condições financeiras em Orgulho e Preconceito

Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 

“No entanto, ela lhes enviava tudo o que podia economizar das suas despesas particulares. Sempre lhe parecera evidente que a renda que eles tinham, dirigida por pessoas tão extravagantes nos seus desejos e tão descuidadas do futuro seria insuficiente para o seu sustento.”



Lizzie  e Jane mandavam dinheiro para a irmã, se fosse o contrário, Lydia seria tão bondosa assim? 
Mas é possível irmãs em boas condições não ajudarem outras menos favorecidas? 
Mr. Gardiner não ajudou a irmã?

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

Domingos – Toni Weydmann – Em defesa de Mr. Knightley

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Toni Weydmann
Mr. Knightley é muito mais real que o Mr. Darcy
Desafiado a escrever sobre o meu livro favorito da autoria de Jane Austen, me propus a escrever sobre EMMA, não que seja o meu preferido (todos são ótimos), mas foi o último que li e tenho ele bem vivo na memória. A leitura de EMMA me proporcionou vivenciar algumas histórias muito gostosas de acompanhar e de fácil identificação, provando que JA era uma grande conhecedora do comportamento humano, e continua atual até os dias de hoje.
Depois de ler EMMA, descobri o meu personagem masculino favorito na obra de JA (o feminino continua sendo Lizzy Bennet sem concorrencia). As fãs de Mr. Darcy que me desculpem, mas Mr. Knightley me parece, no seu conceito, bem mais real do que Mr. Darcy, e antes que vocês queiram me linchar pela minha afirmação, me permitam defender a minha opinião.
Percebi na figura de Mr. Knightley alguém com um carater aprovado (isso é algo muito em pauta nos livros de JA) em todo o seu círculo social, bem como em todas as classes sociais distintas da época. Reconhecido cavalheiro, com valores bem definidos e opiniões firmes, protagonizando com Emma uma situação muito atual, onde uma amizade verdadeira acaba se transformando em amor. Podemos ver os estúdios de Hollywood retratando recentemente esse tema em filmes como “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e “O Melhor Amigo da Noiva”, e a leirura de Emma nos mostra o amadurecimento e a manifestação deste sentimento enrrustido entre Emma e Mr. Knightley. Já dizia Willian Hazlitt: ” Antipatias violentas são sempre suspeitas e traem uma afinidade secreta”, e a maneira veemente como Mr. Knightley criticava Emma (sempre com muita propriedade) camuflavam os seus reais sentimentos para com ela.

Então, de uma maneira prática e para encurtar o assundo, aprendi com a leitura de EMMA que um grande e verdadeiro amor, precisa ser o resultado de uma amizade sincera entre duas pessoas, que possam divergir entre elas e mesmo assim nutrirem uma admiração mútua um pelo outro. Que uma pessoa pode ser “perfeita” para muitos, mas não para nós. Que “orgulho e preconceito” (não resisti rsrsrs) acerca de algumas pessoas e situações, podem nos privar de usufluir de ótimas amizades e momentos.

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Gazeta de Longbourn – These Three Remain

A Gazeta de Longbourn apresenta: mais uma resenha fresquinha de Luciana Darce (representante da JASBRA-PE): These Three Remain

He loved her. It was as simple and as complicated as that.

Valeu à pena persistir na trilogia de Aidan, a despeito de muito ter deixado a desejar o segundo volume. Na minha opinião, de forma bem franca, mais valia ter pulado completamente todo o rolo de intrigas de Duty and Desire, e passar direto para Rosings e depois para o crescimento de Darcy após a magnífica resposta de Elizabeth Bennet a muito pouco cavalheiresca ‘primeira declaração’. É exatamente nesse ponto em que começamos o livro: Darcy decidiu de uma vez por todas deixar a lembrança de Lizzie ir embora já às portas de Rosings, quando de sua visita anual a Lady Catherine – só para encontrar a própria criatura que vem assombrando sua vida dormindo e acordado, fazendo-o ansiar por coisas que não têm lugar real em sua vida bem ordenada. Pouco a pouco, ele sucumbe ao encanto da moça e uma dos pontos interessantes do livro é exatamente mostrar como é que Darcy conseguiu confundir completamente as intenções de ‘La Bennet’ (como o Coronel Fitzwilliam a chama), acreditando piamente que mais que esperada, sua declaração era mesmo desejada. Após o fiasco de sua declaração, a princípio, Darcy sente-se traído, está raivoso do mundo, não consegue realmente entender como foi capaz de se enganar tanto. Mas após uma situação bastante complicada (que poderia ter se desenrolado num caso de chantagem, traição e dor de cabeça eterna para o senhor de Pemberley) e uma noite de bebedeira (e uma das cenas mais divertidas do livro é ver Darcy perdendo por um vez o controle, para muito além do seu limite em termos de brandy, o que é compreensível diante da enrascada em que ele quase se mete) para conseguir confessar aquilo que lhe está engasgado na garganta, ele finalmente percebe a realidade das palavras de Lizzie e começa a tentar emendar seus modos orgulhosos. E, é sempre bom lembrar que, quando ele o começa a fazer, Darcy não tem perspectiva nenhuma de voltar a encontrar Elizabeth. Ele procura mudar não para fazer com que ela reveja sua posição e se jogue nos braços dele, mas porque genuinamente deseja ser um homem melhor. É uma transformação fascinante, especialmente porque envolve mais que o próprio Darcy: você vê o crescimento de Georgiana (e devo dizer que a Georgiana de Pamela Aidan é uma personagem absolutamente adorável), a renovação da amizade com Bingley em termos menos presunçosos e mais igualitários, e, por conseqüência disso, um ganho de segurança por parte do Bingley – que o possibilitará mais tarde voltar para Jane. E, óbvio, há o reencontro com Elizabeth em Pemberley, quando ele menos esperava, e todos os fatos subseqüentes. Os sentimentos – e a forma de expressá-los – que ele professava por Lizzie antes nesse ponto ganham contornos muito mais maduros, respeito e admiração somados à paixão que o conseguira cegar completamente antes. These Three Remain é, enfim, um livro muito gostoso de ler, uma releitura à altura do original de Austen, mais que indicada para todos aqueles que amam o devotado e passional Mr. Fitzwilliam Darcy dos Darcy de Pemberley.

Encontro JASBRA-PE: discutindo Sherlock Holmes

Os pernambucanos já podem se preparar para o próximo encontro do clube da Saraiva em parceria com a JASBRA-PE será no dia 15 de junho, e o livro da vez será “As Aventuras de Sherlock Holmes”.

O banner e o release do encontro de Sherlock:



As Aventuras de Sherlock Holmes reúne doze contos publicados entre 1891 e 1892 na Strand Magazine – e são alguns dos casos mais peculiares da carreira do detetive, que passa do mistério acerca da Liga dos Cabeças Vermelhas (‘se você é ruivo, venha trabalhar conosco, copiando a enciclopédia e ganhando um bom salário!’) até um famoso diamante no papo de um ganso. Traga sua lupa e seu cachimbo e venha debater conosco as aventuras do mais famoso detetive de todos os tempos!

Quartas – Minha história com Jane Austen: Lucienne Soares

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Lucienne Soares (JASBRA-RJ)
 

Minha história com Jane Austen,começa lembro exatamente, em uma tarde,encontrei na TV, na época,no canal People+Arts,Pride and Prejudice, a série de 1995. Lembro bem que fiquei tão encantada,me apaixonei no ato, e depois disso, não parei mais. Procurava tudo sobre Jane Austen e suas obras,para ler,assistir, e até hoje é sem dúvida, minha escritora favorita!

Como várias outras apaixonadas por Jane Austen,o meu  primeiro contato foi Orgulho & Preconceito, Mr. Darcy, o meu herói predileto! Desde então,comecei a alimentar um sonho, o de ver  de perto o lugar onde JA tinha nascido,vivido e conhecer os locais onde ela teria escrito esses livros, tão fantásticos, que amamos.
Então, finalmente nesse ano de 2013,consegui realizar esse grande sonho! Acabo de voltar de Bath, onde pude conhecer o The Jane Austen Centre,  e a linda cidade de Bath, todos aqueles lugares mencionados em suas obras, que vemos nas adaptações,The Pump Room, The Circus, Royal Crescent, pude visitar, me transportei para aquela época,e quando fo itanta emoção, que confesso, chorei, era o meu sonho realizado!
Fotos no Jane Austen Centre

Royal Crescent
The Pump Room
Catedral de Bath
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