Domingos – Toni Weydmann – Em defesa de Mr. Knightley

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Toni Weydmann
Mr. Knightley é muito mais real que o Mr. Darcy
Desafiado a escrever sobre o meu livro favorito da autoria de Jane Austen, me propus a escrever sobre EMMA, não que seja o meu preferido (todos são ótimos), mas foi o último que li e tenho ele bem vivo na memória. A leitura de EMMA me proporcionou vivenciar algumas histórias muito gostosas de acompanhar e de fácil identificação, provando que JA era uma grande conhecedora do comportamento humano, e continua atual até os dias de hoje.
Depois de ler EMMA, descobri o meu personagem masculino favorito na obra de JA (o feminino continua sendo Lizzy Bennet sem concorrencia). As fãs de Mr. Darcy que me desculpem, mas Mr. Knightley me parece, no seu conceito, bem mais real do que Mr. Darcy, e antes que vocês queiram me linchar pela minha afirmação, me permitam defender a minha opinião.
Percebi na figura de Mr. Knightley alguém com um carater aprovado (isso é algo muito em pauta nos livros de JA) em todo o seu círculo social, bem como em todas as classes sociais distintas da época. Reconhecido cavalheiro, com valores bem definidos e opiniões firmes, protagonizando com Emma uma situação muito atual, onde uma amizade verdadeira acaba se transformando em amor. Podemos ver os estúdios de Hollywood retratando recentemente esse tema em filmes como “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e “O Melhor Amigo da Noiva”, e a leirura de Emma nos mostra o amadurecimento e a manifestação deste sentimento enrrustido entre Emma e Mr. Knightley. Já dizia Willian Hazlitt: ” Antipatias violentas são sempre suspeitas e traem uma afinidade secreta”, e a maneira veemente como Mr. Knightley criticava Emma (sempre com muita propriedade) camuflavam os seus reais sentimentos para com ela.

Então, de uma maneira prática e para encurtar o assundo, aprendi com a leitura de EMMA que um grande e verdadeiro amor, precisa ser o resultado de uma amizade sincera entre duas pessoas, que possam divergir entre elas e mesmo assim nutrirem uma admiração mútua um pelo outro. Que uma pessoa pode ser “perfeita” para muitos, mas não para nós. Que “orgulho e preconceito” (não resisti rsrsrs) acerca de algumas pessoas e situações, podem nos privar de usufluir de ótimas amizades e momentos.

Conheça os outros posts das Colunas de Domingos.

Gazeta de Longbourn – These Three Remain

A Gazeta de Longbourn apresenta: mais uma resenha fresquinha de Luciana Darce (representante da JASBRA-PE): These Three Remain

He loved her. It was as simple and as complicated as that.

Valeu à pena persistir na trilogia de Aidan, a despeito de muito ter deixado a desejar o segundo volume. Na minha opinião, de forma bem franca, mais valia ter pulado completamente todo o rolo de intrigas de Duty and Desire, e passar direto para Rosings e depois para o crescimento de Darcy após a magnífica resposta de Elizabeth Bennet a muito pouco cavalheiresca ‘primeira declaração’. É exatamente nesse ponto em que começamos o livro: Darcy decidiu de uma vez por todas deixar a lembrança de Lizzie ir embora já às portas de Rosings, quando de sua visita anual a Lady Catherine – só para encontrar a própria criatura que vem assombrando sua vida dormindo e acordado, fazendo-o ansiar por coisas que não têm lugar real em sua vida bem ordenada. Pouco a pouco, ele sucumbe ao encanto da moça e uma dos pontos interessantes do livro é exatamente mostrar como é que Darcy conseguiu confundir completamente as intenções de ‘La Bennet’ (como o Coronel Fitzwilliam a chama), acreditando piamente que mais que esperada, sua declaração era mesmo desejada. Após o fiasco de sua declaração, a princípio, Darcy sente-se traído, está raivoso do mundo, não consegue realmente entender como foi capaz de se enganar tanto. Mas após uma situação bastante complicada (que poderia ter se desenrolado num caso de chantagem, traição e dor de cabeça eterna para o senhor de Pemberley) e uma noite de bebedeira (e uma das cenas mais divertidas do livro é ver Darcy perdendo por um vez o controle, para muito além do seu limite em termos de brandy, o que é compreensível diante da enrascada em que ele quase se mete) para conseguir confessar aquilo que lhe está engasgado na garganta, ele finalmente percebe a realidade das palavras de Lizzie e começa a tentar emendar seus modos orgulhosos. E, é sempre bom lembrar que, quando ele o começa a fazer, Darcy não tem perspectiva nenhuma de voltar a encontrar Elizabeth. Ele procura mudar não para fazer com que ela reveja sua posição e se jogue nos braços dele, mas porque genuinamente deseja ser um homem melhor. É uma transformação fascinante, especialmente porque envolve mais que o próprio Darcy: você vê o crescimento de Georgiana (e devo dizer que a Georgiana de Pamela Aidan é uma personagem absolutamente adorável), a renovação da amizade com Bingley em termos menos presunçosos e mais igualitários, e, por conseqüência disso, um ganho de segurança por parte do Bingley – que o possibilitará mais tarde voltar para Jane. E, óbvio, há o reencontro com Elizabeth em Pemberley, quando ele menos esperava, e todos os fatos subseqüentes. Os sentimentos – e a forma de expressá-los – que ele professava por Lizzie antes nesse ponto ganham contornos muito mais maduros, respeito e admiração somados à paixão que o conseguira cegar completamente antes. These Three Remain é, enfim, um livro muito gostoso de ler, uma releitura à altura do original de Austen, mais que indicada para todos aqueles que amam o devotado e passional Mr. Fitzwilliam Darcy dos Darcy de Pemberley.

Encontro JASBRA-PE: discutindo Sherlock Holmes

Os pernambucanos já podem se preparar para o próximo encontro do clube da Saraiva em parceria com a JASBRA-PE será no dia 15 de junho, e o livro da vez será “As Aventuras de Sherlock Holmes”.

O banner e o release do encontro de Sherlock:



As Aventuras de Sherlock Holmes reúne doze contos publicados entre 1891 e 1892 na Strand Magazine – e são alguns dos casos mais peculiares da carreira do detetive, que passa do mistério acerca da Liga dos Cabeças Vermelhas (‘se você é ruivo, venha trabalhar conosco, copiando a enciclopédia e ganhando um bom salário!’) até um famoso diamante no papo de um ganso. Traga sua lupa e seu cachimbo e venha debater conosco as aventuras do mais famoso detetive de todos os tempos!

Quartas – Minha história com Jane Austen: Lucienne Soares

Prezados leitores, hoje é dia da Coluna das quartas-feiras: Minha história com Jane Austen! 

Com vocês: Lucienne Soares (JASBRA-RJ)
 

Minha história com Jane Austen,começa lembro exatamente, em uma tarde,encontrei na TV, na época,no canal People+Arts,Pride and Prejudice, a série de 1995. Lembro bem que fiquei tão encantada,me apaixonei no ato, e depois disso, não parei mais. Procurava tudo sobre Jane Austen e suas obras,para ler,assistir, e até hoje é sem dúvida, minha escritora favorita!

Como várias outras apaixonadas por Jane Austen,o meu  primeiro contato foi Orgulho & Preconceito, Mr. Darcy, o meu herói predileto! Desde então,comecei a alimentar um sonho, o de ver  de perto o lugar onde JA tinha nascido,vivido e conhecer os locais onde ela teria escrito esses livros, tão fantásticos, que amamos.
Então, finalmente nesse ano de 2013,consegui realizar esse grande sonho! Acabo de voltar de Bath, onde pude conhecer o The Jane Austen Centre,  e a linda cidade de Bath, todos aqueles lugares mencionados em suas obras, que vemos nas adaptações,The Pump Room, The Circus, Royal Crescent, pude visitar, me transportei para aquela época,e quando fo itanta emoção, que confesso, chorei, era o meu sonho realizado!
Fotos no Jane Austen Centre

Royal Crescent
The Pump Room
Catedral de Bath
Para ler as outras publicações desta coluna, clique aqui.

"Guarda teu amigo sob a chave de tua própria vida." ( William Shakespeare) – Citação perfeita para o momento!

Meus caros(as) amantes, ou melhor, admiradores de muito bom gosto(por sinal), de Jane Austen e seu Mundo.

Não sei se perceberam que nossa querida ADRIANA ZARDINI não anda dando o “ar da graça” por aqui no mundo virtual? E por conta disso, algumas publicações estão em “falta”!
Estou pensando seriamente em lançar uma campanha: “POR ONDE ANDAS ADRIANA?” O que vocês acham?

Brincadeiras à parte, chegou a hora de falar sério!
Nossa Adriana está passando por uma mudança residencial, e todos nós sabemos o quanto isso é muito COMPLICADO e TRABALHOSO, e por conta disso, não está podendo participar do grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/105627072803331/584930831539617/?notif_t=group_comment e nem responder aos posts aqui do blog.
Lembrando também que alguns posts estão programados, outros estarão suspensos até sua volta! Pois ela é CHAVE FUNDAMENTAL, e qualquer pessoa que tente fazer o que ela faz, NUNCA estará à sua altura!
Vale ressaltar novamente que enquanto ela não dá o “ar da graça”, estou aqui para tirar dúvidas e ajudar na medida que for possível, meu e-mail para contato é tatiegabrielresende@gmail.com ou pelo face também onde estou sempre! 
Agradeço em meu nome e em nome da ADRIANA ZARDINI, pela compreensão de todos(as), espero que vocês continuem nos acompanhando pois temos muitos posts interessantes vindo por aí! Fiquem bem!
Ps: Adriana, volta logo pra gente!! Viu como nosso Capitão está triste e abatido?! Vou acabar mandando ele atrás de você! rsrs!

Nova Adaptação BBC – Novo Mr.Darcy? Nova Lizzie?

Desde o final de semana  começou um “burburinho” sobre a nova série da BBC: DEATH COMES TO PEMBERLEY.

Então para o papel de Mr.Darcy foi escolhido o ator Matthew Rhys!

E para Lizzie a atriz Anna Maxwell Martin!

E vcs o que acharam da escolha?
Mais informações no link abaixo:

Segundas – Resfriado mata?

 Hoje é dia da Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e PreconceitoA sugestão da discussão é da Flávia Oliveira (JASBRA-MG):

Trecho da discussão 

“-Oh, não tenho medo de que ela morra. Ninguém morre de um pequeno resfriado.”
Orgulho e Preconceito
Imagem acima: Harriet Smith em Emma (2009)
Jane Austen se enganou ao pronunciar estas palavras? Não era comum naquela época as pessoas morrerem de um pequeno resfriado?


Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

Domingos – Leonardo Ferraz – Lendo A Abadia de Northanger

Hoje é dia da Coluna de Domingo: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Leonardo Ferraz

Leonardo é pernambucano e membro da JASBRA-PE. Tive o prazer de conhecer o Duda (ops Leonardo) no IV Encontro Nacional da JASBRA. 


Lendo A Abadia de Northanger


Olá pessoal! Antes de mais nada deixa eu me apresentar para quem não me conhece! Meu nome é Leonardo Ferraz, também conhecido como Duda entre meus amigos (E não! Meu nome não é Leonardo Eduardo!), sou analista de sistemas, tenho 38 anos, moro em Olinda e sou um fã meio tardio dos livros de Jane Austen… Até o ano passado, eu só conhecia seus trabalhos a partir dos filmes lançados a partir da década de 90. Somente ao começar a participar do clube do livro encabeçado por Luciana Darce que fui ler meus primeiros livros de Austen. Primeiro foi Mansfield Park, depois Orgulho & Preconceito e por último A Abadia de Northanger.
        É exatamente sobre esse último que falarei um pouco por aqui! Comecei minha leitura exatamente antes de viajar para Belo Horizonte para o encontro nacional da JASBRA em janeiro. A primeira coisa que me chamou atenção foram as interrupções na narrativa que a própria Jane faz para comentar alguns aspectos da mesma. Eu me lembro de diversas vezes parar de ler por causa de crises de risos (Ok. Tenho que confessar que rio muito facilmente…), inclusive algumas vezes dentro do avião na viagem de volta ao Recife.
        Talvez somente uma coisa me fez rir mais do que as interrupções Austenianas para defender tanto sua heroína quanto os romances que sua heroína lia durante toda a história. Estou falando do John Thorpe! Cada vez que ele aparecia e abria a boca para falar sobre carruagens e cavalos e o que mais que fosse eu não conseguia evitar as risadas! Claro que ele não tinha a menor intenção em provocá-las, mas eram inevitáveis! Suas tiradas e atitudes fazem Mister Colins parecer uma pessoa centrada e dotado de muito senso comum e humildade. Isso sem falar na noção, que imagino nunca ter sido apresentada ao Thorpe.
        Mas não só do torpe Thorpe (Apelido dado por Cláudia na reunião do Clube do Livro que debateu o livro) vive A Abadia. Gostei bastante do livro. Catherine é uma heroína ingênua e que não percebe maldade entre os que a rodeiam. Essa última característica também faz com que outro membro da família Thorpe venha a atazanar a sua vida. Nem eu, que sou reconhecidamente leso, me deixei enganar por Isabella. E ela nem é engraçada  como o irmão…
        Nossa heroína é também um “pouco” empolgada quanto a romances góticos, o que torna muitos momentos onde ela acredita piamente estar no meio de um dos seus queridos livros bastante divertidos. Ainda mais quando Henry Tilney está presente para dar corda! Como quando ele descreve a uma entusiasmada Catherine (Embora ela tente esconder a animação) a abadia onde ela ficará hospedada com todos os requintes góticos que ela adora!
        Alias, apesar de A Abadia de Northanger ser considerada uma paródia aos romances góticos, é engraçado perceber que o “vilão” Thorpe ridiculariza os livros lidos por Catherine, enquanto o “mocinho” Tilney age de maneira oposta, não só apoiando como sendo leitor também dos romances góticos.
        E no meio dos seus devaneios não é que nossa querida heroína se vê no meio de um grande mistério? Imagino que a grande maioria já tenha lido o livro, mas não quero estragar a história para quem ainda não leu. Só digo que só consegui largar o terço final do livro, basicamente desde a chegada de Catherine à abadia, depois de terminada a leitura!     
        Creio que por hoje é só! Agradeço a Adriana pela oportunidade de ter esse texto publicado no blog! E muito em breve estarei de volta ao mundo de Jane Austen lendo Persuasão.


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Sextas – Jane Austen Irônica

Hoje é dia de Jane Austen Irônica!
Vamos rir um pouquinho com Lizzie e suas dúvidas!!
Conheça aqui os outros posts desta coluna Jane Austen Irônica.

Cartas para Madame Austen

Hoje, excepcionalmente não teremos a participação de MADAME AUSTEN e seus colaboradores, pois o contato com o ALÉM  está sofrendo um pouco com “interferências”! Acreditamos que seja devido aos últimos Encontros ocorridos em SP e RJ !!



Então resolvemos “pegar” algumas cartinhas e revê-las!