Poster de divulgação do II Encontro da JASBRA

Veja aqui a programação detalhada com atividades extra-acadêmicas.
Para quem desejar adquirir o kit JASBRA, ainda há bolsas e camisetas à venda: Faça seu pedido aqui.

JASBRA na UFRJ

Olá pessoal,
estive no Rio de Janeiro, na semana passada, para apresentar um relato de experiência sobre o uso pedagógico dos fóruns de discussão. Como estamos utilizando um fórum para discussão dos livros de Austen, resolvi apresentar a nossa proposta. Meu trabalho foi apresentado durante o III Seminário de Estudos em Linguagem, Educação e Tecnologia (III Seminário LingNet), realizado nos dias 27 e 28 de maio, na Faculdade de Letras da UFRJ.
O título da comunicação: Uma proposta de discussão literária on-line: relato de experiência do Jasbra (Jane Austen Sociedade do Brasil)
O resumo:
A proposta deste trabalho é apresentar um relato de experiência a respeito do uso de fóruns para a discussão de literatura. Inicialmente serão realizadas algumas considerações a respeito do uso de fóruns como ferramenta pedagógica e suas vantagens para tutores e participantes. Será apresentado um projeto de discussão de literatura da JASBRA (Jane Austen Sociedade do Brasil) que tem como objetivo analisar e discutir os livros da autora inglesa Jane Austen e propiciar aprendizagem colaborativa em rede. Trata-se de um projeto iniciado pela autora deste trabalho com um grupo de pessoas interessadas em discutir a obra de Jane Austen, caracterizado por ser um ambiente informal de aprendizagem, onde qualquer pessoa interessada pode participar desde estudantes de Letras, donas de casa, executivos e profissionais de outras áreas. Do ponto de vista pedagógico, os fóruns de discussão podem ser utilizados como elementos de organização do estudo de determinado tema ou texto, como espaços de socialização e fortalecimento de relações sociais, entre outros. Finalmente, serão apresentadas as conclusões até o momento e possíveis sugestões para profissionais da educação.

Algumas imagens do evento:

 

Discussão sobre Razão e Sensibilidade

Segue abaixo os tópicos que estamos discutindo sobre o livro: http://www.jasbra.forumbrasil.net/
1) a sua opinião, qual é a melhor tradução para o título ‘Sense and Sensibility’, e porque?
2) Quais são os temas presentes em Razão e Sensibilidade?
3) Qual a sua opinião sobre estes primeiros capítulos?
Capítulos de 1 a 6.
4) Capítulos 7 a 12
Detalhes engraçados – E a descrição da roupa do Coronel Brandon que Marianne faz?
Novos personagens – Nestes novos capítulos foram inseridos outros personagens, o que vocês acharam deles?
5) Capítulos 13 a 18
Música e literatura – A Elaine Valente publicou um artigo em duas partes sobre a Música em R&S:
Prezados, o que vocês acharam destes capítulos, houve alguma mudança ou surpresa significativa na opinião de vocês?
6) Capítulos 19 a 24
Escolha da profissão – Nestes capítulos lemos uma discussão entre Edward Ferrars e as Dashwoods. O que você acha da situação dos homens nesta época?
Adriana
Qualquer dúvida sobre o funcionamento do f’órum e sobre como participar estamos aqui para ajudar!

The Jane Austen Digital Library

A notícia foi publicada no AustenProse por Laurel Ann e divulgo aqui um resumo:

The Jane Austen Digital Library (Biblioteca Jane Austen Digital) é um site criado por Kristin Whitman, uma estudante de Mestrado em Ciência da Informação da  Rutgers University, inclui uma coleção de recursos gratuitos da internet a respeito de Jane Austen, suas obras, vida e impacto sócio-cultural. Na página principal onde há um mecanismo de busca contém: os livros de Austen em formato digital, textos sobre análises críticas e uma lista de blogs a respeito da autora.

Leia o restante do post de Laurel Ann aqui.

Manuscritos de Jane Austen na Internet

Queridos leitores, quero lhes pedir desculpas por ficar tanto tempo sem postar notícias aqui no blog. Explico: estive no Rio de Janeiro, de 27 a 29 de maio, para o Seminário Lingnet da UFRJ e praticamente fiquei sem conexão com a internet. O seminário foi muito produto e promete contar maiores detalhes em um outro post, ok?
A dica de hoje é um sobre um post que a Biblioteca Florestan Fernandes da Ciências Humanas da USP publicou:
Quem pesquisa literatura inglesa ou mesmo a presença de mulheres na literatura pode agora contar com uma fonte interessante: o site Jane Austen Fiction’s Manuscripts, que oferece acesso gratuito aos escritos originais desta proeminente autora inglesa.
Pelo site, é possível a consulta aos manuscritos no formato de fac-símile puro (como um arquivo de imagem), no formato texto, que apresenta a imagem do original mais uma transcrição do que está escrito na página em destaque, e também a nota explicativa sobre o arquivo visualizado.

Quero aproveitar a oportunidade e agradecer ao blog da USP por divulgar o link da JASBRA por lá.

Programação do II Encontro Nacional JASBRA

Prazo final para a compras das camisetas do KIT JASBRA

Prezados,
como o nosso encontro já está se aproximando, tenho que encomendar as camisetas para o evento.
Fiquem atentos! O prazo final para adquirir a camiseta é até amanhã, terça-feira (25/5).
Se houverem outros pedidos para camisetas após este período, os interessados deverão entrar para uma lista de espera, pois o fabricante só trabalha com encomendas e pedidos maiores.
Observação:
1) O kit não é obrigatório para participar do II Encontro Nacional da JASBRA 2010
2) Os interessados poderão adquirir os dois ítens (bolsa + camiseta)  ou apenas um deles.
Vocês poderão obter maiores informações sobre o kit aqui.
As compras do kit somente serão realizadas neste formulário.

Mais um Mashup Trowndown

Encontrei este vídeo hoje, compartilhei com a Vic do Jane Austen Today.
O vídeo é um mashup de Jane Austen’s Pride and Prejudice e o ator D.C.I. Gene Hunt. Parece que o ator acaba invadindo alguns clássicos da literatura!
Veja aqui o vídeo maluco dele em Robin Hood.
Veja aqui o vídeo Agatha Christie.

Kit JASBRA 2010

Olá pessoal! É com grande satisfação que anunciamos o kit para o II Encontro Nacional da JASBRA.
Atenção! Mesmo quem não irá ao Encontro Nacional poderá adquirir o kit. Será possível também adquirir apenas um dos dois ítens do kit. A compra do Kit JASBRA não é obrigatória para quem vai ao II Encontro Nacional da JASBRA!
Detalhe da estampa da camiseta
Detalhes da Camiseta: Malha viscose e impressão em Silk. Malha Branca Dry fit, impressão em transfer sublimático (esta opção foi cancelada porque o material é transparente). Valor: R$ 20,00 – Tamanhos: Baby-look, P, M, G e GG.
Medidas:
circunferência do busto:
baby look – 48 cm
P – 54 cm
M – 56 cm
G – 58 cm
GG – 60 cm
Detalhe da estampa da bolsa
Detalhes da Bolsa: Bolsa em lonita preta (espécie de brim com toque macio). Formato: 27 x 33 x 7 cm, com alças de ombro de 58 cm, um botão magnético. Frente em lona com impressão digital. Valor: R$ 25,00

Questão de Gosto – Parte II

Abaixo, segue a segunda e última parte do artigo Questão de Gosto, de Gillian Dooley, publicado originalmente na revista Jane Austen’s Regency World. A primeira parte pode ser lida aqui.


A música tornou-se para Marianne, em sua nova e madura disposição de ânimo, mais uma disciplina do que uma condescendência, o que a levou a fazer planos de se levantar às seis horas e “dividir cada momento entre a música e a leitura”. A leitura para Jane Austen é geralmente um sinal de seriedade, e essa ligação entre as duas artes dá à música o mesmo status. Seria interessante refletir se Marianne, diferentemente de Lady Middleton e da maioria das mulheres casadas presentes nos romances, iria continuar a tocar depois do casamento. As noivas que abandonaram seus talentos, como a Sra. Elton e Lady Middleton, usaram a música somente para conseguirem se casar: elas não demonstraram um interesse duradouro ou genuíno pela música ou pela arte. Marianne não é como elas. Creio que a música continuaria a ter um papel importante em sua vida de casada, como lazer e, talvez, até mesmo como uma válvula de escape – ela não perderia totalmente a sua sensibilidade – e também para o prazer de seu marido, a quem ela se tornaria, em seu devido tempo, uma esposa totalmente devotada. Assim, para Marianne, a música pode funcionar tanto para o bem como para o mal; pode ser uma condescendência para com sua tristeza ou um caminho para a autodisciplina; pode atrair tanto um pretendente indigno como um marido respeitável.

Para Elinor, a música não possui o mesmo significado. “Elinor não era musicista e nem tinha a presunção de ser”. Elinor é como se fosse o padrão de moralidade do romance. É tentador interpretar isso como uma rejeição à música, até descobrirmos que o inútil de seu irmão, John, também não é músico. A frase em questão é “nem tinha a presunção de ser”. A presunção [no original em inglês, affectation: afetação, presunção] é sempre o alvo da ironia de Jane Austen, e a mensagem aqui é clara: Elinor conhece a si mesma e sabe do que gosta, e não finge gostar que não tem o menor interesse. Elinor desenvolveu muito cedo a habilidade de diferenciar o que é tato daquilo que é falta de sinceridade.

Embora “a tarefa de dizer mentiras quando a boa educação exigia” fosse sempre dela, suas mentiras eram aquelas impostas pela civilidade, diferentemente da falsa bajulação de Lucy Steele, cuja motivação era puramente egoísta.

Há ainda um contraste implícito entre a sincera falta de interesse de Elinor e o gosto musical afetado de Lady Middleton, enfatizado na obra no momento em que finge ouvir Marianne tocar sem verdadeiramente prestar atenção na música que está sendo executada. A atitude de Elinor lembra passagens das cartas de Jane Austen, onde expressa indiferença pelo canto em particular e por concertos em geral, “sou o que a Natureza me fez no que diz respeito a esse assunto”. Austen parecia acreditar que o gosto musical era inato, e que não havia valor moral relacionado a isso: o seu argumento com Mr. Haden sobre o que parece ser uma citação de O Mercador de Veneza mostra a escritora tomando partido do não-musical, talvez nem tanto em defesa dela mesma, mas de outros membros de sua família que, de acordo com seu sobrinho “não eram muito afeitos à música”. Em outras cartas, Austen parece aprovar pessoas que honestamente admitem não gostar de música, o que poderia ser interpretado mais como um desprezo pela presunção e uma simpatia por diferentes gostos, do que um desdém pela música.

Uma cena em Razão e Sensibilidade mostra o papel ocasional, mas, contudo, significante, que a música representava nas reuniões. Elinor está prestes a conversar em particular com Lucy em meio à opressiva festa familiar na casa dos Middletons, somente encoberta por Marianne ao piano. Um pianista, mesmo apresentando um padrão técnico rudimentar, frequentemente era útil para ocupar as horas noturnas de ócio, para encobrir os silêncios embaraçosos ou, como nesse caso, permitir uma conversa confidencial em uma sociedade onde as pessoas poderiam ser compelidas a passar seu tempo na presença de companhias indesejadas.

Mansfield Park convida a uma comparação com Razão e Sensibilidade, devido ao tom moral sério que parece afastá-los do outros romances mais leves, e por causa das semelhanças superficiais entre Elinor e Fanny, duas heroínas cumpridoras de seus deveres e sem talento para a música. No entanto, Elinor e Fanny apresentam tanto diferenças como semelhanças, inclusive com relação ao gosto musical. Elinor não gosta de música, ao passo que Fanny sente-se verdadeiramente atraída pela música quando Mary Crawford toca para ela, apesar do ciúme que sente pela admiração que Edmund nutre por Mary. A primeira vez que Fanny ouve a harpa fica “maravilhada pela performance, e… não mostra falta de gosto”, sendo que, mais tarde, na festa na casa dos Grants, Fanny sente-se mais feliz em ouvir a harpa do que participar dos jogos de cartas e das conversas. Elinor, nessa situação, preferiria procurar outra ocupação. Além do mais, há várias outras semelhanças interessantes entre Fanny e Marianne. Suas habilidades musicais são díspares, assim como suas personalidades, mas seus gostos têm muito em comum. Pam Perkins escreve: “Com relação ao forte sentimento romântico as duas mulheres são muito parecidas”, e acrescenta, “Fanny e Marianne são heroínas atípicas na obra de Austen, pois ambas preferem paisagens a pessoas”.

Em Razão e Sensibilidade a música possui o significado de mostrar os extremos dos sentimentos de Marianne, que fica totalmente submersa quando toca piano, e de mostrar a presunção e falsidade de personagens como o de Lady Middleton. A música apresenta uma certa utilidade social, mas pode ser entediante para aqueles que não possuem nenhuma aptidão musical. Estudar música é uma disciplina para os jovens, mas também pode ser uma perigosa condescendência para as mentes jovens e sensíveis. Austen usa a mudança de Marianne com relação à música para mostrar algo mais profundo em sua atitude com relação a ela mesma e ao seu mundo. A musicalidade não é nem um vício nem uma virtude: Marianne é musical por natureza; Elinor, não. Essas características são usadas para refletir outras qualidades, como a honestidade em Elinor, e a imprudência juvenil e eventual maturidade de Marianne, assim como para promover um insight mais profundo dentro de seus caracteres e personalidades.