50 Tons do Sr. Darcy – Lançamento em Português

A dica deste post foi a amiga Angela Melendez quem enviou! 🙂

A Editora Bertram acaba de lançar o livro/paródia do 50 Tons de Cinza: 50 tons do Sr. Darcy, escrito por Emma Thomas e traduzido por Natalie Gerhardt.

Apesar de já ter conhecimento do lançamento deste livro em inglês, não imaginava que alguma editora brasileira fosse tão ágil para providenciar a tradução…

O livro tem 304 páginas e está em promoção na Livraria Saraiva por 21,90 reais.
Veja a sinopse ofereciada pela Saraiva:

Imagine Elizabeth Bennet e o sr. Fitzwilliam Darcy, protagonistas de Orgulho e preconceito, deixando de lado a moral e o recato e dando vazão a seus desejos mais ocultos de forma mais pervertida que Christian Grey e Anastasia Steele, personagens de Cinquenta tons de cinza. O resultado: “Cinquenta tons do sr. Darcy”, a incrível e hilária paródia escrita por um famoso inglês sob o pseudônimo de Emma Thomas.

É interessante notar como a autora aliou duas linguagens tão distintas: uma clássica e recatada e outra moderna e coloquial. Além disso, é notório que Thomas estudou minuciosamente os dois romances, mesclando as melhores passagens e situações das histórias. Contudo, obviamente, a ironia é a principal característica de Cinquenta tons do sr. Darcy:

“Se pudesse lhe mostrar (…) como uma partida de gamão poderia se equiparar à excitação de grampos de mamilos e como adornar um chapéu poderia proporcionar tanto prazer aos sentidos quanto a inserção de um plugue anal extragrande.”

Leitura obrigatória para aqueles que amaram o livro de Jane Austen e/ou o de E L James. No fim, uma certeza: todos vão querer ler outros romances clássicos também em versões apimentadas.

Trecho do livro publicação pelo Lendo nas Entrelinhas:

“- Pois saiba que o senhor é um personagem maldesenvolvido e unidimensional! – reagiu Elizabeth. – Cinquenta tons? Está mais para dois: “desesperado por sexo” e “mal-humorado”.
A raiva a tornou verbosa, e ela continuou:
– Quem, eu lhe pergunto, quem, com 27 anos, controla uma companhia global multimilionária apenas atendendo ao telefone ocasionalmente e dizendo “Fale com Peters” e “Pegue isso lá na terça-feira”? O que o senhor faz na prática? Além disso, que heterossexual tem músicas de Nelly Furtado no iPod, para não mencionar o fato de achá-las uma trilha sonora adequada para uma sessão de sexo sadomasoquista?
– Srta. Bennet, – interrompeu o sr. Darcy com voz fria – creio que esteja discutindo o livro errado.
Elizabeth se deteve.
– O senhor está certo, sr. Darcy – respondeu ela com seriedade. – Nesse ponto, rogo-lhe que me perdoe. É bastante confuso estar em uma mistura de dois romances tão diferentes.”
 

Leia aqui a avaliação do livro pelo Blog Lendo nas Entrelinhas.

"O papel das cartas em Orgulho & Preconceito e Persuasão" foi apresentado no I Seminário de Leituras de Jane Austen no séc. XXI


O romance Epistolar esteve bastante presente no séc. XVIII e início do séc. XIX. Jane Austen começou a escrever seus primeiros esboços em formas de cartas e utilizou-as como parte essencial em suas obras. Por ela, comenta-se, informa-se, explica-se, interpreta-se, elogia-se, ofende-se, apresenta-se, cobra-se, enfim, conjuga-se a infinidade de verbos que exprimem a riqueza contida no amplo arco que vai da trivialidade ou nobreza da vida (LEMOS, pág. 7).



De fato, as cartas em todos os romances de Austen possuem um papel fundamental para o desenrolar da trama. Em Orgulho e Preconceito, publicado em 1813, há uma das mais reveladoras já escritas, em que se põe em cheque tudo o que a protagonista Elizabeth Bennet acreditava até ali. Foi escrita por Mr. Darcy, na qual ele refuta as acusações feitas pela mesma e se deixa conhecer mais do seu caráter.

Em Persuasão, seu último romance completo, publicado, postumamente, em 1818, há uma das mais belas cartas de amor. O Cap. Wentworth na sua redescoberta do amor que ainda sentia por Anne Elliot, deixa o orgulho de lado e declara a sua devoção a protagonista.  

Na convergência entre os enredos dos romances é possível observar naquela época era comum trocar qualquer tipo de informação, sendo muitas situações resolvidas ou esclarecidas por meio delas.

E foi assim, com esse resumo que eu e a Bianca Barros da Jasbra/AM apresentamos a nossa comunicação no I Seminário de Leituras de Jane Austen no séc. XXI. Um evento lindo que movimentou os amantes da escritora aqui nos trópicos e mostrou que ela tem força para conseguir mais e mais adeptos e pessoas apaixonadas pelas suas obras.


Por Bruna Chagas 
Representante da JASBRA/AM


Réplica de anel à venda

O anel de Jane Austen que foi leiloado e arrematado pela cantora Kelly Clarkson. Mas agora não precisamos lamentar que apenas uma pessoa poderá ser dona do anel que pertenceu a Jane Austen porque o Jane Austen Centre acaba de lançar réplicas em ouro e prata do anel. Vejam abaixo e detalhes para compra, clique aqui.

Abaixo o vídeo que a Becka fez para divulgar o lançamento:

 

Inscrições para ouvintes – IV Encontro Nacional da JASBRA

Prezados leitores e amigos,

hoje estamos abrindo as inscrições para ouvintes das palestras, comunicações e apresentações de trabalhos do IV Encontro Nacional da JASBRA.

Atenção para alguns detalhes:

1) As vagas para os eventos no auditório do Memorial são limitadas!
2) Outras atividades dentro do prédio do Memorial são livres!

 

Programação do I Seminário Leituras de Jane Austen no Séc. XXI




Por conta da greve das universidades federais no Brasil, o I Seminário Leituras de Jane Austen no séc. XXI  que aconteceria em junho deste ano, vai ocorrer agora, semana que vem, de 12 a 14 de novembro, em Manaus. 

O local desse evento será nada menos que a Universidade Federal do Amazonas, nos auditórios do ICHL e abro um parênteses aqui, a UFAM é realmente muito bonita e sem dúvida alguma, será um lindo cenário para este seminário. Ontem o coordenador do evento Prof. Lajosy Silva, divulgou a programação completa, na qual consta desde comunicações, debates e até intervenções artísticas e que vocês poderão conferir logo abaixo:


Lembrando que o seminário é aberto ao público aqui em Manaus, ou seja, gratuito. Basta chegar cedo e assinar a lista que estará disponível na recepção. Maiores informações, acesse o grupo no facebook: I Seminário de Jane Austen no séc. XXI

Curiosidade: Estarei realizando a comunicação intitulada: O Papel das cartas em Orgulho e Preconceito e Persuasão, no dia 14, às 16h40, com a colaboração da colega  e amiga JASBRA/AM Bianca Barros. 



Hospedagem para o IV Encontro Nacional da JASBRA

Prezados leitores,

no folheto abaixo há duas opções de hotéis na região onde será nosso evento (dá para ir a pé).

Espanha lança um blog exclusivo para celebrar o Bicentenário de Orgulho e Preconceito!

As meninas da Espanha (El Salon de Té de Jane Austen) acabam de me avisar que lançaram um blog exclusivo para celebrar o bicentenário de Orgulho e Preconceito!!

A Mari Carmem já é figurinha carimbada na JASBRA pois participou online de uma apresentação no nosso III Encontro Nacional – Recife em 2011.

 

Vejam maiores detalhes do blog bilíngue (inglês e espanhol) aqui.

Gazeta de Longbourn: Compulsively Mr. Darcy

For anyone obsessed with Pride & Prejudice, it’s Darcy and Elizabeth like you’ve never see them before! This modern take introduces us to the wealthy philanthropist Fitzwilliam Darcy, a handsome and brooding bachelor who yearns for love but doubts any woman could handle his obsessive tendencies. Meanwhile, Dr. Elizabeth Bennet has her own intimacy issues that ensure her terrible luck with men. When the two meet up in the emergency room after Darcy’s best friend, Charles Bingley, gets into an accident, Elizabeth thinks the two men are a couple. As Darcy and Elizabeth unravel their misconceptions about each other, they have to decide just how far they’re willing to go to accept each other’s quirky ways…

Li esse livro assim que ele chegou aqui em casa. Passei um mês esperando ansiosamente por ele – um mês é o tempo médio que normalmente leva para chegarem minhas encomendas internacionais – e coloquei-o na frente de tudo que tinha por ler na ocasião.

Diverti-me imensamente com a primeira parte da história. As descrições do Vietnã – onde Lizzie e Darcy primeiro se encontram – são fascinantes. Benneton pinta sua exótica locação com cores e perfumes fortes. Lizzie, como uma médica voluntária (e voluntariosa), ao lado da irmã Jane, que dirige um orfanato na região, está perfeitamente à vontade. Em casa. Ela se adapta tão bem ao ambiente que você não tem dificuldades em aceitar que seja absolutamente natural para as duas Bennet mais velhas estarem ali.

Entra Darcy, presidente de uma poderosa companhia, viajando com os Bingley e os Hurst para auxiliar esses últimos a adotarem uma criança vietnamita (oi?). Aí você tem um Darcy com TOC que desmaia ao sinal de sangue; Bingley tendo de tomar remédios para sua hiperatividade, acidentes com bicicletas, hospitais e emergências lotadas e Darcy e Lizzie se batem… e ela pensa que ele é pobre, gay e que Bingley é o parceiro dele.

Pausa para Lulu cair da cama rindo.

São tantos os desentendimentos para te deixar tonto tentando descobrir para onde está indo a história – e o efeito cômico geral é muito bom – que você nem se dá conta dos furos do roteiro.

É lá pela segunda parte do livro que as coisas desandam – ao menos se seu interesse no livro era ver uma versão moderna de Orgulho e Preconceito. É um pouco estranho ver Lizzie se sentindo tão confortável com Darcy (por causa de suas confusões iniciais), a ponto de tratá-lo como ‘melhor amigo’… E não são apenas os personagens que saem do que esperamos fosse sua personalidade de acordo com a obra original.

Algumas das situações-chave da obra de Austen são alterados para evitar grandes conflitos no romance entre Lizzie e Darcy. Wickham aparece por talvez uns cinco minutos, não convence ninguém, e podia ser completamente dispensado. Anne de Bourgh é aparentemente uma psicopata. Lydia se torna uma heroína. Darcy tem uma cobertura com espelhos no teto do quarto. E Lizzie em algum momento torna-se a princesa inerte à espera de seu cavaleiro de armadura brilhante, presa numa torre de marfim.

Acredito que Compulsively Mr. Darcy funcionaria melhor desvinculado de Orgulho e Preconceito. A história é divertida, tem algumas excelentes tiradas, mas esvazia completamente algumas importantes questões que são discutidas em Austen.

Mas, bem, não se pode ter tudo… e, ao menos, os Hurst não (traumatizam) adotam nenhuma criança. Amém por pequenas graças…

Inscrições para apresentações de trabalhos – IV Encontro Nacional da JASBRA

 
 
Prezados leitores,
 
é com grande satisfação que hoje estamos abrindo as inscrições para apresentações de trabalhos, comunicações, relatos de experiências, exposição de trabalhos gráficos para o nosso IV Encontro Nacional da JASBRA. Para participar gratuitamente, basta preencher o formulário abaixo – caso tenha algum problema, clique aqui para ir direto ao formulário. Inscrições até 23 de Novembro! Os participantes terão seus trabalhos impressos nos Anais do Evento. A data para envio do trabalho completo será divulgada posteriormente. Dúvidas e esclarecimentos: encontro@jasbra.com.br

REGRAS PARA ENVIO DE TRABALHOS (PUBLICAÇÃO IMPRESSA) – prazo final a ser publicado posteriormente.

Letra times, tamanho 12, justificado, mínimo de três, máximo de quinze páginas, referências (quando necessário). 

 

Costume Chronicles

Eu já postei algumas traduções de artigos desta webzine no Meu Cantinho Literário. Agora, venho partilhar o documento que fiz, agrupando todas as traduções. A maioria dos artigos aborda Jane Austen e suas obras, por isso achei legal partilhar com vocês, mas todo o conteúdo vale uma lida. Eu gosto do jeito como as pessoas que escrevem abordam os temas.