Onde você vai passar as férias de Julho?

Aguardem pois neste mês de Julho o livro favorito dos fãs de Austen terá destaque em nossas discussões.

Brazilian Makeover

Este post e os demais desta semana, são posts programados. Apesar de estarmos em férias escolares no Brasil, eu estou aproveitando o tempo para colocar minhas coisas em dia e fazer um check up médico. Espero que gostem dos posts! Adriana

Na edição 51 (Maio – Junho de 2011) da Revista Jane Austen’s Regency World, o amigo Tim Bullamore publicou uma notinha a respeito do novo layout do blog da JASBRA: Jane Austen Brasil. 

Além disso, ele também publicou uma nota a respeito do lançamento da Revista Jane Austen Portugal. Parabéns meninas! O trabalho de vocês está muito bonito!
Thanks a lot Tim! 🙂

Clube do Livro em Salvador homenageia Jane Austen

Para visitar a página do Clube do Livro, clique aqui.
As meninas do Clube do Livro (Geisa, Natália e Mabia) solicitaram alguns marcadores à JASBRA e eu prontamente enviei, espero que cheguem à tempo! Bom encontro para vocês meninas!

Últimos dias da exposição Jane Austen

A exposição em comemoração ao bicentenário de Razão e Sensibildiade ficará na Biblioteca Pública de Minas Gerais (Praça da Liberdade, segundo andar) até o dia 15/07.

As obras em exposição fazem parte do meu acervo pessoal. Abaixo, algumas imagens para vocês conhecerem um pouco. Estou esperando uma câmera com melhor qualidade chegar para que eu possa tirar fotos melhores!

Visitas até às 17:00 do dia 15/07
Biblioteca Pública Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21 
2o andar – Coleção Mineirinha

As obras de Austen como guia de orietação para a vida

Jane Austen Education (William Deresiewicz) – livro já comentando aqui no blog.

Por indicação da leitora deste blog, Luiza, acabo de ler um artido publicado no Estadão, com o seguinte título:

A literatura como orientação da vida

A partir de Jane Austen e de Montaigne, duas obras publicadas nos Estados Unidos investem na ideia de que livros e autores podem fazer, no dia a dia, as vezes de guias da própria existência

 

Quando o ensaio e o romance surgiram como formas literárias populares na Europa do século 17, os leitores procuraram neles a orientação espiritual e prática que até então encontravam em obras mais notoriamente filosóficas, como o Eclesiastes e as Meditações de Marco Aurélio. Samuel Richardson, romancista do século 17, tinha certamente plena consciência disso quando extraiu dos próprios romances “sentimentos morais e edificantes, máximas, advertências e reflexões”, como os definiu, publicando-os em um volume separado.
O desejo de destilar sabedoria da literatura continua existindo, embora com a tendência contemporânea à autoajuda. É o caso de A Jane Austen Education, de William Deresiewicz, e How to Live, de Sarah Bakewell. Ambas as obras se baseiam em textos literários conhecidos para mostrar como o leitor pode aprender a viver melhor, embora os enfoques dos autores sejam bem diferentes quanto ao seu propósito.
Ph.D. pela Universidade Colúmbia e membro do corpo docente de Yale, Deresiewicz é um destacado polemista que expõe (tomando emprestado o título do seu tão discutido ensaio de 2008 publicado na revista American Scholar, de uma sociedade acadêmica americana) “as desvantagens de uma educação elitista”. Nele, o autor afirma que Yale e outras escolas do mesmo calibre “esqueceram que a verdadeira finalidade da educação é formar mentes e não carreiras”, e observa que, hoje, elas não têm lugar para os pesquisadores e as mentes inquiridoras que, outrora, as instituições de ensino privilegiavam. Em outras palavras, ele não hesita em descrever o declínio que está na base de tantas análises contemporâneas sobre formação, educação, moral e a própria juventude. 
Assim como o seu ensaio, A Jane Austen Education pode ser entendido como a afirmação de uma missão. Em parte, ele repudia o elitismo e a arrogância intelectual que já levaram o jovem Deresiewicz a preferir Conrad e Joyce a Austen e Charlotte Brontë, preferência que ele abandonou quando a sabedoria dos romances de Austen venceu seu esnobismo obtuso. Embora de início menosprezasse a escritora, a leitura de Emma representou uma descoberta; por exemplo, ele constata que o romance expõe as provocações do personagem do título à idosa Miss Bates, como algo cruel e não espirituoso no sentido de cômico (moral: ser arguto e arrogante não é necessariamente uma coisa boa). 
Transformado por essa leitura, Deresiewicz encontra em cada obra de Austen uma lição de vida, às vezes banal. Aprendemos mais quando estamos errados do que quando certos (Orgulho e Preconceito). E finalmente: ter riquezas, poder e carisma pessoal não é garantia de felicidade (Mansfield Park).

Continue lendo o artigo aqui.

Fonte: Jornal Estadão
Texto de: Jenny Davidson
Traduzido por: Anna Capovilla

Jane Austen Top

As meninas do Jane Austen Portugal estão com uma série de posts muito interessantes a respeito de eleições que elas fizeram entre sim sobre diversas temáticas e personagens dos livros de Austen. A série de posts se chama Jane Austen Top.
Há posts sobre:
– melhor vilão
– melhor conquistar
– melhor história de amor
– relação de família favorita
– casal favorito
– casal menos favorito
Enfim, são ótimos posts! Recomendo a leitura! Bom final de domingo! 
Adriana
Ps. desculpem o meu sumiço nestes últimos dias, mas final de semestre escolar é sempre uma correria.

Para ler: Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor

“Quando uma jovem de mais beleza que posses tem o bom senso de ganhar a afeição de um cavalheiro mais velho, um viúvo de alta classe e circunstâncias cômodas, é geralmente observado que a união é inteligente para ambos. A dama alcança aquela posição na vida à qual seus amigos podem invejar e felicitá-la, enquanto o cavalheiro ganha para sua idade avançada toda a juventude, bom humor e beleza que ela pode oferecer. Ele é declarado o melhor e mais generoso dos homens; ela é geralmente reconhecida como um anjo totalmente merecedora de sua boa sorte. A maturidade e experiência de mundo dele podem estabilizar a impulsividade dela, enquanto a inteligência e charme gentil dela facilitariam as responsabilidades decorrentes de sua posição. Com paciência, bom humor e delicadeza de ambos os lados, um nível tolerável de felicidade pode ser alcançada.

Quando, porém, o cavalheiro mais velho morre repentinamente de uma queixa gástrica, deixando à sua esposa de três meses uma propriedade considerável, dividida entre ela e seu herdeiro; e quando o herdeiro em questão ofende o decoro com as suas atenções para a viúva!…

O tom de comentário social poderá rapidamente tornar-se rancoroso.”

Janeites de todo o mundo, preparai-vos para revelações bombásticas! Sabem aquelas cartas perdidas escritas por Jane Austen, aquelas que todo mundo diz que foram destruídas por seus parentes para preservar sua memória e privacidade? Elas foram encontradas e revelam uma incrível nova faceta de nossa escritora favorita: além de uma grande estudiosa do caráter humano em seus romances, Jane também utilizava esses conhecimentos para atuar como detetive amadora!

Ou, pelo menos, essa é a premissa inicial do livro de que vou falar para você hoje…

Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor é o primeiro volume da série Jane Austen Mysteries, escrita por Stephanie Barron – o décimo primeiro está previsto para ser lançado agora no segundo semestre – e como já fica óbvio do título, é uma história centrada na própria Jane e não em algum de seus personagens.

É uma história, como observa a própria Barron, sobre Jane antes dela se tornar Austen.

Tudo começa quando Isobel Payne, condessa de Scargrave, convida Jane para visitá-la pouco após o fiasco com Mr. Bigg-Wither. Para quem não se lembra desse evento na biografia dela, Bigg-Wither era conhecido da família Austen e pediu Jane em casamento, que o aceitou num dia para então desfazer o noivado no dia seguinte.

Isobel se casou recentemente com o Conde de Scargrave e voltou recentemente de lua-de-mel. Para se congratular por sua bela e jovem noiva – afinal, não tem graça você ter uma esposa com a metade da sua idade se não pode mostrá-la para os outros – o Conde decidiu dar uma grande festa. Até aí, tudo bem… o problema começa quando, após fazer um brinde à Isobel no meio do baile, o conde tem uma síncope e, poucas horas depois, bate as botas.

Não demora para que a condessa viúva comece a receber cartas ameaçadoras que a acusam de adultério com Lorde Fitzroy Payne, sobrinho e herdeiro do conde, bem como de assassinato.

Temendo o escândalo, Isobel pede ajuda à amiga, de forma que Jane assume o papel de detetive para tentar descobrir o que realmente está por trás da morte do conde.

Confesso que, a princípio, estranhei um pouco a história. Quando li a introdução falando das ‘cartas perdidas’, levei um grande susto e, quando a ação propriamente dita começou, contada na voz de Jane através das ditas cartas, quase a larguei de lado. Sinto uma certa desconfiança para com livros escritos em primeira pessoa, porque não é todo autor que sabe escrever com a voz do personagem, sem confundir com a sua própria.

Mas, como além de ser uma fã de romances policiais, tinha ficado curiosa com a premissa do livro, persisti… e posso dizer que fui bem recompensada.

Barron consegue dar o tom da época; ela faz uma grande reconstituição de fatos e você percebe que é alguém que pesquisou e que entende do assunto. A situação da Jane como detetive, a despeito de todas as restrições postas às mulheres da época, é crível.

Esse é um ponto que me interessava por conta da minha formação – a questão do sistema legal inglês do período. Não existia polícia e os magistrados eram os grandes proprietários que distribuíam justiça de acordo com sua boa-vontade. A bem da verdade, ainda hoje a Inglaterra não tem uma legislação codificada, nem mesmo uma constituição (a despeito de que o nascimento do constitucionalismo se dê com a Magna Carta).

Como debater common law e civil law não está no tópico do dia, vou parar por aqui antes que me empolgue…

O caso é que, nesse contexto, era bastante lógico que se você quisesse ver um crime resolvido, procurasse um detetive particular. Para Isobel, que não queria ter de lidar com o escândalo que toda a situação provocaria independente de sua inocência, apelar para a amiga, que sabia ser uma pessoa inteligente e observadora e que, de uma forma ou de outra, já estava envolvida na história, fazia bastante sentido.

Melhor que isso é que Barron consegue realmente dar voz a Jane – e não apenas porque você é capaz de reconhecer nos indivíduos com quem a futura escritora cruza em Scargrave Manor ecos das personagens mais famosas de seus livros. Além da questão da linguagem, a personalidade de Austen é muito viva, sagaz. A Jane Austen que Stephanie Barron tem como personagem é exatamente a Jane Austen que imagino em minha mente.

Se tudo isso não tivesse me convencido a gostar do livro, Lorde Harold Trowbridge o teria feito. Não dá para falar muito sobre ele sem entregar parte da história, mas, embora tenha começado o livro detestando-o, terminei tendo-o como um dos meus personagens favoritos.

Por motivos que não consigo explicar, fiquei imaginando ele dando uma de Hercule Poirot (mas infinitamente mais charmoso), explicando que “tudo são as células cinzentas, mon ami, tudo são as células cinzentas…

Fiquei feliz da vida em saber que ele está nos outros livros também – um motivo a mais para partir para o segundo volume em breve. Até lá, vou esperar que mais alguém leia e aí trocamos figurinhas, certo?

* Lu Darce acha que tem parentesco com Mr. Darcy e quer ver se lucra com isso leiloando seu irmão. Os interessados devem procurá-la no Coruja em Teto de Zinco Quente para maiores negociações.

Adaptação de Austenland, de Shannon Hale

Olá, pessoal, Lu Darce aqui de novo…

Estava pesquisando algumas coisas para escrever a resenha desse mês (já está quase pronta…) quando me deparei com a notícia de que o romance Austenland, de Shannon Hale será adaptado para o cinema.

A história gira em torno de Jane Hayes, fã de Austen e obcecada por Mr. Darcy de tal forma, que sua paixão pelo personagem está afundando sua vida amorosa, uma vez que homem algum pode se comparar a ele. Aí entra na história uma tia rica que dá a ela de presente uma viagem para um resort inglês que reproduz o mundo criado dos romances de Austen.

Aí incluindo um Mr. Darcy para chamar de seu…

De alguma forma, a sinopse do livro me lembrou a premissa de Lost in Austen, mas como ainda não o li, não posso falar muito mais sobre o assunto. O elenco é encabeçado por Keri Russell, J.J. Feild e Bret McKenzie, com Stephanie Meyer, a autora da série Crepúsculo estreando como produtora.

Tive um pensamento cretino agora… mas vou ficar calada. Já sei contudo que mês que vem passarei Austenland para frente na minha lista de resenhas…

Fonte: Enchanted Serenity of Period Films

Férias – Orgulho e Preconceito no teatro!

Em maio passado eu divulguei aqui no blog, em primeira mão: Orgulho e Preconceito no Teatro Brasileiro! Nesse post há um vídeo dos ensaios e ficamos todos muitos animados com a perspectiva de termos uma peça baseada na obra de Austen, aqui no Brasil.

A boa notícia é que todos que moram ou estejam passando férias em São Paulo, poderão assistir à peça! Vejam os detalhes abaixo:

Clássico de Jane Austen tem direção de Rafael Leandro e tradução e adaptação de Rodrigo Haddad.

De 09 a 31 de julho, o público poderá conferir o espetáculo “Orgulho e Preconceito”, versão teatral do clássico da escritora britânica Jane Austen (1775-1817), no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros. Sob direção de Rafael Leandro, a montagem do grupo Fora de Foco coloca em cena Alice Martins, Guilherme Magalhães, Vanessa Zorzetti, Renato Milan, Stéphani Stozek, entre outros. A tradução e adaptação são de Rodrigo Haddad.
Baseada em um dos mais importantes romances da literatura britânica, a peça mostra uma Inglaterra preocupada com as classes sociais, perto do final do século 18. Uma história de amor, mal-entendidos, reviravoltas e muitas emoções movimentam essa trama, ressaltando a modernidade da autora em relação a seu tempo.

Concluído em 1797, “Orgulho e Preconceito” já ganhou inúmeras adaptações para o teatro, o cinema e a televisão. Em 1995, o ator Colin Firth, vencedor do Oscar, estrelou uma minissérie produzida pela BBC. Dez anos depois, a obra ganhou sua última versão para o cinema – a primeira foi em 1940 com Laurence Olivier -, que rendeu à atriz Keyra Kneightley uma indicação para o Oscar.
O Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros fica na rua Deputado Lacerda Franco, 333, telefone 11 3814-0100. Sessões: sábados, às 20 horas, e domingos, às 19 horas. A entrada é franca. Idade: livre. Duração: 100 minutos. O teatro tem 173 lugares, acesso para portadores de necessidades especiais, ar-condicionado e estacionamento (R$ 10,00 o período).

Informações para a imprensa com Nora Ferreira – Lu Fernandes Comunicação e Imprensa – 11 3814-4600.

Certamente os membros da JASBRA que moram em SP, estarão lá para conferir a peça!

Desejos aos atores muito sucesso! Break a leg!

Resultado do Sorteio – Eu fui a melhor amiga de Jane Austen

Quem vai levar para casa o livro Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen publicado pela Editora Rocco é a:

Parabéns Claudia Cristino! Por favor, entre em contato conosco por email para que possamos enviar seu endereço para a editora. Confira a lista completa dos participantes aqui.