Gazeta de Longbourn Apresenta: A Truth Universally Acknowledged

A erudite collection of essays considers Jane Austen’s lasting influence and popularity in literary circles as well as her work’s reflection of humanity, in an anthology that includes pieces by such writers as Virginia Woolf, C. S. Lewis and E. M. Forster.

Fazia tempo que eu andava atrás desse livro, acho que praticamente desde de sua publicação, ainda que eu tenha demorado um bocado para consegui-lo… A sinopse pode ser resumida pelo subtítulo: trinta e três ensaios de autores consagrados e outros menos conhecidos (pelo menos aqui no Brasil) falando sobre Jane Austen e sua obra.

Gosto muito de crítica literária e tenho vários livros de ensaio nesse estilo – e não apenas sobre Jane Austen. Nem sempre, contudo, são volumes que acrescentam alguma coisa ao nosso conhecimento – há muitos volumes que servem mais como curiosidade biográfica. A Truth Universally Acknowledged foi assim uma grata surpresa, não apenas pela qualidade dos debates a que se propõem os autores, mas também pela regularidade dos ensaios, que são todos muito bons ou excelentes.

Há nomes que são conhecidos da crítica, como Harold Bloom e Virginia Woolf e outros que me pegaram desprevenida, como C. S. Lewis, o autor de As Crônicas de Nárnia. Há reflexões e novas interpretações de personagens e situações presentes em todos romances (o que é também algo surpreendente, visto que na maioria das vezes povo só se concentra em Orgulho e Preconceito), e também relatos autobiográficos que revelam a importância de Austen na vida desses autores. Fala-se dos livros, mas também dos filmes e séries, e dos leitores e fãs.

Eu já conhecia alguns dos ensaios presentes na coletânea de outras leituras – o capítulo de Bloom sobre Persuasão, por exemplo, está em O Cânone Ocidental. Creio que com alguma paciência seja possível encontrar a maioria dos ensaios em outros livros ou até na própria internet. A idéia de compilá-los, contudo, num único lugar, certamente ajuda na hora de buscar um volume de referência. E A Truth Universally Acknowledged é uma obra de referência por excelência, que todo janeite tem de ter na biblioteca para ler e reler sempre que possível.


A Coruja

Austequila – novo blog

Prezados leitores, sei que estou em falta com todos vocês por causa da escassez de notícias no blog e publicações periódicas. No momento, devido aos compromissos de trabalho e disciplinas que tenho que cursar no doutorado, estou bastante atarefada e me sobra pouquíssimo tempo para os posts. Peço que me desculpem! Espero em breve poder publicar coisas interessantes e com uma frequência maior!
Hoje, eu gostaria de destacar um novo blog chamado Austequila – overdose de Jane Austen… e loucuras! – que a leitora Stephanie Savalla gentimente me informou! Thanks my dear! 

Stephanie promete trazer tiradas divertidas com frases adaptadas ou inventadas, como se fosse a própria Jane Austen quem as pronunciou ou escreveu. Confira abaixo:

Stephanie é tão apaixonada por Austen que até tatuou o nome da escritora em seu braço! Isso sim é que é amor!! 

Sucesso com seu blog Stephanie! 

Gazeta de Longbourn Apresenta: Mansfield Park

Deixe que outras penas se ocupem com culpa e miséria.

Esse ano comemoramos o bicentenário de publicação de mais uma obra da tia Jane e claro que eu não poderia deixar de falar sobre o assunto. Mansfield Park não é meu livro favorito dos romances de Austen, mas depois de muitas leituras e releituras e debates, acho que hoje consigo entender melhor e gostar mais de Fanny Price.

Mansfield Park é talvez o mais próximo de um conto de fadas que Austen chegou: Fanny Price é acolhida pelos tios ricos, ainda criança, para tirar um pouco do peso dos pais pobres. Levada para a majestosa Mansfield, é criada lado a lado com os primos, embora sempre lembrada de que não faz parte originalmente daquele mundo.

Há uma tia fazendo as vezes de madrasta má, duas primas para serem as meio-irmãs da Cinderela e até um príncipe encantado (que pode ou não vir acompanhado do cavalo branco). As semelhanças, contudo, terminam por aí.

Fanny não é exatamente uma princesa levada pelas correntes, completamente desarmada e pronta para ser levada no cavalo branco. Ela tem uma saúde delicada e é um tanto indefesa frente a Mrs. Norris (que é sem dúvida a mais detestável de todas as personagens criadas pelo gênio austeniano) – mas ainda assim, Fanny não é boba, nem se deixa convencer daquilo que acredita não ser certo. Ela é constante, nunca desvia de seus princípios, não importa o tipo de pressão que receba. Em termos de caráter, comparado com todos os outros personagens da história, ela é certamente admirável.

Mas essa força é também sua principal fraqueza – ao menos a meu ver. Tenho às vezes a impressão de que Austen a fez perfeita demais e que no alto de sua fortitude moral, Fanny está sempre julgando e desdenhando as escolhas dos outros. Para ser bastante sincera, só consigo simpatizar com Fanny a partir do momento em que a vemos ao lado do irmão, William, porque só então ela parece descer de seu pedestal de retitude.

Demorei um tanto mais a gostar de Edmund, que faz as vezes de mocinho. Há dois motivos para isso: primeiro, Edmund, como primo de Fanny e tendo crescido ao lado dela, enxerga-a inicialmente como uma irmã e sua mudança de sentimentos me soa um tanto brusca; segundo porque em comparação com o arrojado e charmoso Henry Crawford, Edmund não é exatamente material para príncipe encantado.

Mas aí está a grande sacada de Austen, que é a forma como ela brinca com as nossas expectativas. Mansfield Park tem toda a estrutura do conto de fadas, mas a resolução da história está longe de seguir o padrão. Fanny escolhe não o final de princesa ambiguamente ‘felizes para sempre’ (e príncipes de contos de fadas me dão arrepios de desgosto e desconfiança), mas sim a vida real, o companheirismo, o conforto daquilo que já lhe é familiar.

Partindo dessa premissa, na minha quarta ou quinta releitura do livro (perdi a conta a essas alturas), sou capaz de simpatizar bem mais com Fanny do que quando tive meu primeiro contato com ela. Ainda não é meu título favorito dos romances de Austen, mas aprendi a gostar dele.

Gazeta de Longbourn Apresenta: The Jane Austen Handbook

How to explain the sheer tingling joy one experiences when two interesting, complex, and occasionally aggravating characters have at last settled their misunderstandings and will live happily ever after, no matter what travails life might throw in their path, because Jane Austen said they will, and that’s that? How to describe the exhilaration of being caught up in an unknown but glamorous world of balls and gowns and rides in open carriages with handsome young men? How to explain that the best part of Jane Austen’s world is that sudden recognition that the characters are just like you?

Quando tivemos o Encontro Nacional da JASBRA, ano passado, para celebrar o bicentenário de Orgulho e Preconceito, a Adriana Zardini citou esse livro na palestra dela. Óbvio e ululante, tão logo cheguei em casa, coloquei-o na minha lista e pouco tempo depois, tendo encontrado o bendito numa prateleira da Livraria Cultura, meti-o debaixo do braço e o trouxe para casa.

The Jane Austen Handbook é um livro interessante para quem quer entender um pouco mais do contexto da época em que os romances da tia Jane se passam. Você pode lê-lo de uma capa ou outra – e é uma leitura bem divertida – ou pode pular capítulos, usando-o como um guia de maneiras ou uma enciclopédia, de acordo com os aspectos que você queira estudar.

Os capítulos são curtos e variam desde conselhos sobre como se vestir durante o dia até regras para se fazer a corte. Há um bom glossário para entender certas palavras e conceitos que não temos hoje em dia; acompanhado de ilustrações e pequenas inserções explicando detalhes como o motivo de Mr. Collins ser herdeiro de Longbourn.

E tudo é escrito com muito bom humor e várias referências a situações em que nossas heroínas favoritas se encontraram ao longo das páginas de seus respectivos romances.

Não é um livro essencial, do ponto de vista em que acredito que qualquer um pode usufruir da leitura de um romance de Austen sem precisar de detalhes sobre como se conduzia o ambiente doméstico da época… mas é bastante informativo, sem deixar de ser divertido e certamente pode ajudar àqueles que querem ir um pouco mais a fundo em suas interpretações do período no contexto das novelas.

Eu certamente recomendo.

Férias

Prezados leitores,
 
estarei de férias até o dia 15 de janeiro. Por enquanto, as interações serão feitas no nosso grupo no Facebook e os eventuais comentários aqui no blog serão autorizados e comentados por Kátia e Lucienne.

 

Lançamento em espanhol: Crimen em Mansfield Park

Prezados leitores,
 
vocês já ouviram falar neste lançamento: Crimen em Mansfield Park, escrito por Lynn Sheperd?
O lançamento é de 2010, como publiquei aqui no blog, porém, só agora encontrei uma tradução em outra língua.

Crimen en Mansfield Park

Titulo: Crimen en Mansfield Park
Autor: Lynn Sheperd
Editorial: Booket
Género: Narrativa/Novela
Nº Páginas: 432
Precio: 12.95€
ISBN: 978-84-08-09935-2
Web: http://www.lynn-shepherd.com/

Sinopsis:

Si hay un personaje de Jane Austen que despierta rechazo, esa es Fanny Price, la moralista, insípida y tímida protagonista de Mansfield Park. Por eso Lynn Shepherd no ha podido resistir la tentación de transformarla en un personaje radicalmente opuesto. Fanny es aquí una rica y malcriada heredera, y Mary Crawford se ha convertido en un ser bondadoso que sufre todo tipo de humillaciones a manos de su vengativa vecina. Cuando Fanny es asesinada en los jardines de Mansfield Park, Mary asume el protagonismo, aliándose con el investigador Maddox para resolver el crimen.

Lee el primer capítulo gratuitamente.

Bicentenário de Mansfield Park

Prezados leitores,
 
é com satisfação que aviso a todos interessados que já estamos organizando o V Encontro Nacional da JASBRA na cidade de Belo Horizonte. A data e o local onde o evento será realizado será divulgado posteriormente pois ainda estamos aguardando a confirmação da instituição parceira. Até o final do mês poderemos dar uma posição concreta. Obrigada pela compreensão!
 
Este ano celebraremos o Bicentenário de Mansfield Park e certamente teremos brilhantes oportunidades de discutir esse livro tão complexo! 🙂

 

Resultado do Sorteio: kit exclusivo da JASBRA

Prezados leitores, por diversos motivos pessoais e profissionais eu me ausentei da net e das postagens do blog. Na tentativa de voltar à ativa, estou publicando hoje, com dias de atraso, o resultado do sorteio do kit da JASBRA. Espero que me perdoem! O final de 2013 foi bem corrido e cheio de tarefas importantes para serem concretizadas!

O kit exclusivo da JASBRA vai para a Carla! Obrigada a todos participantes!

 

Lançamento: Austelândia

A Karlinha do Coffee and Movies acaba de me avisar deste lançamento da editora Record:
 
 
 
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD.

Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros. 

O livro inspirou o filme de mesmo nome estrelado por Keri Russell e sem data prevista para estrear. Assista ao trailer clicando no link http://bit.ly/AustenlandTrailer. ou Abaixo:

 
 

Encontro de Final de Ano – JASBRA/PE

Em dezembro de 2010, ocorreu o Primeiro Encontro da JASBRA em Recife, quando recepcionamos a Terry Hubener, representante da JASNA na Flórida. Desde então, organizamos um Clube do Livro que se ampliou para além de Austen (já nos reunimos para falar desde Drácula e Sherlock Holmes até O Hobbit e O Morro dos Ventos Uivantes); recebemos um Encontro Nacional da sociedade, no bicentenário de Razão e Sensiblidade; e marcamos presença em outros eventos sempre com muito orgulho.
Agora, três anos depois daquele primeiro encontro, a Terry está voltando ao Brasil e vamos novamente nos encontrar para recepcioná-la e também para comemorar três anos de atividades – três anos de muita conversa, muitos livros, e boas amizades.
Dessa vez, estaremos no Restaurante Papacapim, em Boa Viagem (junto ao shopping) no sábado, dia 14, a partir de 12h. Espero todos lá para o fechamento dos trabalhos do ano – e já com a expectativa para os encontros do ano que vem.
Abraços a todos!
Luciana Darce.
JASBRA/PE