Terças: Sorteio e indicação de livro – Becoming Jane

A outra indicação de livros de hoje é também um sorteio! Estou dando continuidade aos sorteios de aniversário do blog, que este ano comemora o aniversário de 5 anos! 
A edição de Becoming Jane é uma versão reduzida do livro original, baseada principalmente no filme “Becoming Jane”, por isso as imagens do filme. O bônus dessa edição é que ela vem com dois CDs de áudio com a história. O livro é indicado para quem está no nível pré-intermediário de inglês. Portanto, só deixe o seu nome se tiver condições de ler o livro e não apenas fazer parte da sua coleção! 

Como funciona o sorteio:
1) Deixe seu nome nos comentários aqui do blog.
2) Comentários duplicados e que não atendam a exigência nr. 1 serão deletados.
3) Após o sorteio, o contemplado terá um prazo de 5 dias para reclamar o prêmio. Caso isso não aconteça, o livro será sorteado novamente.
4) O prazo para o sorteio vai de 07 de maio até 14 de maio. Fique atento! 

Terças: Indicações de Livros – Jane Austen, a life

Conversando com uma amiga outro dia comentei a biografia de Jane Austen, escrita por Claire Tomalin: Jane Austen, a life. Creio que é um excelente ponto de partida para quem deseja conhecer um pouco mais sobre a vida e obra de Jane Austen.
A minha edição é de 1997, comprei em 2008, portanto não sei dizer quanto custou. No site da Amazon está por 12,72 (versão brochura).
A minha edição é com capa dura e jaquetão. Veja abaixo:

Terças – Dicas de compras – Kit Notecards

Queridos leitores, vejam que coisa mais lindo esse kit notecards!

À venda na Estampa Literária por 23 reais. O kit contém:
Caixa com seis modelos de cartões ilustrados com estampas exclusivas da Estamparia Literária. Em cada cartão você encontrará uma frase diferente, extraída dos livros da escritora Jane Austen.
 As frases são:  
“Não há charme igual ao da meiguice do coração”. Extraída do livro: EMMA
“Não sei amar as pessoas pela metade”. Extraída do livro: A ABADIA DE NORTHANGER.
“Conheça sua própria felicidade”. Extraída do livro: RAZÃO E SENSIBILIDADE.
“Não se diga que o homem esquece mais rápido do que a mulher”. Extraída do livro: PERSUASÃO.
“Somos é certo, um milagre em todos os sentidos”. Extraída do livro: MANSFIELD PARK.
“Permita todo voo possível a sua imaginação”. Extraída do livro: ORGULHO E PRECONCEITO
 Contém:
6 modelos diferentes de cartões nas medidas 8,5x20cm, em papel couche fosco 300gr.
6 adesivos redondos para selar cada cartão. 
1 mini biografia da escritora Jane Austen. 
 Medidas da embalagem – 9,5/9,5/3,5

Enviam para todo o Brasil. Fiz uma simulação para entrega aqui em BH e ficou por:
  • PAC – R$ 9,80De 7 a 10 dias úteis, de acordo com a região
  • Sedex – R$ 20,10De 1 a 5 dias úteis, de acordo com a região de entrega.
  • Sedex 10 – R$ 29,96Até as 10h da manhã do dia útil seguinte ao da postagem.

Encontro JASBRA-SP

Márcia Belloube representante da JASBRA-SP nos avisa do encontro de sua regional no próximo sábado:  

“São 200 anos encantando os corações… Cada nova leitura ou releitura um fato novo, uma nova visão ou um novo motivo para se apaixonar pelo casal mais balado da Literatura Inglesa… Venha participar desta celebração! Você será nossa convidada de honra. Sairava Megastore do Shopping Pátio Paulista – dia 11/05 às 15hs. Mr Darcy e Lizzie Bennet esperam por vocês!”


Segundas – Charlotte Lucas em questão

Hoje é dia de lhes apresentar a Coluna das segundas-feiras: Discussões sobre Orgulho e Preconceito
Basicamente Orgulho e Preconceito é um romance onde as mulheres pensam que podem ser felizes aos se casarem. Levando em consideração a personagem Charlotte Lucas, vocês acham que Jane Austen estava fazendo uma crítica social a respeito de como as pessoas de sua época viam o casamento?

Conheça aqui as outras perguntas da nossa discussão sobre Orgulho e Preconceito

Domingos – Guilherme de Paula – Jane Austen e a Filosofia

Estou inaugurando uma nova coluna aos domingos: Jane Austen e os Rapazes. O objetivo é oferecer aos leitores deste blog uma visão masculina das obras de Austen.

Com vocês: Guilherme de Paula

Guilherme é mineiro, e tive o prazer de conhecê-lo durante o IV Encontro Nacional da JASBRA.
Jane Austen e a Filosofia 
uma perspectiva de Orgulho e Preconceito
Filosofia e literatura são muito próximas. Uma é arte, e a outra se ocupa de, dentre outras coisas, investigar o que é a arte. As duas utilizam a palavra como matéria prima. Na filosofia, a palavra lapidada pode servir como arma, enquanto na literatura, a palavra lapidada reluz e poderá ser apreciada. Trabalhando as palavras, por excelência a filosofia implica o diálogo, enquanto a literatura pode ser um exercício solitário, algo de si para si. Claro que essas definições não possuem nada de rígido, podendo, não raramente, possuir pontos de interseção.
Lançando um olhar retrospectivo, percebemos que a filosofia foi muito importante para o movimento feminista. Alguns filósofos emblemáticos são Mary Wollstonecraft no sec XVIII,John Stuart Mill no sec XIX, Simone de Beauvoir no sec XX, e Judith Butler no sec XXI. É a aplicação da palavra como arma, típica dos filósofos. Mas será que é exclusiva deles? É possível também fazer o mesmo utilizando como meio a literatura? Na tentativa de estabelecer uma relação entre essas duas formas de lapidar as palavras, esse texto estabelecerá um paralelo entre a escritora Jane Austen e a filósofa Mary Wollstonecraft, para mostrar que a literatura também pode ser uma forma de desafiar o status quo (quando não é um ato solitário).
Mary Wollstonecraft escreveu, em 1792, A Vindication of the Rights of Woman, um texto em que ela defende a educação das mulheres como forma de moldá-las. Se elas recebessem uma educação da forma como os homens recebiam, elas poderiam ser mais do que enfeites dentro de uma sociedade. “Eu tenho uma profunda convicção de que as mulheres não são fracas e miseráveis (naturalmente), mas forçadas a se tornarem assim, especialmente por um falso sistema de educação, que é o resultado de livros escritos por homens que estavam mais ansiosos por formarem amantes seduzidas do que mulheres racionais”, escreve ela. Essa é uma posição legítima e muito corajosa, principalmente em uma época em que muitos usavam a própria filosofia para manter as mulheres em sua condição de inferioridade. Rousseau, por exemplo, escreve em seu famoso Emílio que as mulheres têm de ser passivas e fracas e são feitas somente para agradar aos homens. Outro exemplo é Kant, que escreve em seu texto Observações Sobre o Sentimento do Belo e do Sublime, que as mulheres têm de ser belas e se preocuparem somente com o que é belo, preservando suas qualidades de doçura e benevolência, pois elas possuem uma racionalidade fraca, muito inferior àquela dos homens. Já os homens devem se preocupar com o sublime, atentando para seus princípios e seus deveres, pois sua racionalidade é desenvolvida. Wollstonecraft, Rousseau e Kant estão muito próximos. Os textos mencionados anteriormente mencionados são de 1792, 1762 e 1764, respectivamente. Percebemos que a filosofia se constrói na dialética, se apresentando como um campo de batalhas em que o objetivo é obter uma conclusão, que poderá ser ulteriormente refutada. Daí a impossibilidade de se construir filosofia sozinho. Um interlocutor é necessário. Mas onde Jane Austen se encaixa nisso tudo?

Jane Austen, em 1797, escreveu seus rascunhos para a obra Primeiras Impressões, que futuramente foi nomeada Orgulho e Preconceito.  A obra é uma ilustração dessa dicotomia “machismo x feminismo” vivida na filosofia. Austen mostra com detalhes como era a condição da mulher, que tinha de, dentre outras coisas, lidar com casamentos arranjados, casar para ter uma posição ou ver as propriedades da família herdadas somente pelos homens. Elizabeth Bennet pode ser vista como uma heroína, que desafia o contexto opressor em que vive, recusa arranjos de casamento e não desiste de se casar com quem ela escolhe para si, Fitzwilliam Darcy. Austen também nos mostra a sofrível condição de outras personagens, como a mãe de Elizabeth (Mrs Bennet), que, durante todo o livro vive as agruras de ter tido cinco filhas mulheres e nenhum homem para herdar as propriedades. A impressão que se tem é que ela é uma tola e histérica. Mas se fizermos uma análise para além das aparências, perceberemos que como deveria ser desesperador criar cinco filhas numa família que não possuíam status, numa sociedade em que a mulher ascendia socialmente somente através de casamentos. Além disso, Mrs Bennet era ridicularizada pelo marido e pelas próprias filhas. Há ainda muitas mulheres em condições terríveis no livro. Um dos casos mais exemplares é o de Charlotte Lucas. Essa mulher é apresentada por Austen já com vinte e sete anos e temerosa de se tornar um fardo para sua família. Beleza não devia ser o seu forte. Essa somatória de circunstâncias a leva a se casar com William Collins, homem ridicularizado por todos e rejeitado por Ellizabeth. É como se a autora estivesse denunciando a condição da mulher, constantemente subjugada e aparentemente sem saídas. A literatura de Austen pode ser lida como um grito, que se faz ouvir através da fina ironia que amarra a história. Se Wollstonecraft gritou para o mundo que a educação estragava as mulheres, Austen o fez através de uma alegoria. Uma se valeu da filosofia, enquanto a outra se valeu da literatura, e as duas se valeram da palavra.
Há muito tempo se sabe que a palavra tem poder. A palavra enfeitiça. Os Maoris, os primitivos Neozelandeses, enfeitiçavam seu povo com a palavra. Relatos antropológicos mostram que as pessoas matavam umas às outras apenas enfeitiçando. Podemos trazer essas noções para nosso tempo, imaginando quantos homens e mulheres não leram as obras de Austen e Wollstonecraft, e se sentiram enfeitiçados, de forma positiva, para contestaram o status quo. É a palavra sendo usada de formas distintas na filosofia e na literatura para corroborar o feminismo. Devemos ter essas questões em mente ao ler obras como essas e nos transportar no tempo, enxergando o contexto da época, e não somente realizando uma leitura anacrônica dos fatos.  Assim, perceberemos que filosofia e literatura muitas vezes se misturam sim, as duas possuindo muitos pontos de interseção.


Conheça os outros posts da Coluna de Domingos: Guia do Romance.  

Sábados – Uma rosa em homenagem a Orgulho e Preconceito

Como alguns de vocês leitores já devem ter visto o meu post na nossa página no facebook, descobri ao ler o blog da Laurel Ann (AustenProse) que a empresa especializada em flores lá no Reino Unido – Harkness – acaba de lançar uma flor em homenagem ao bicentenário de Orgulho e Preconceito! Eu achei linda, e vocês? Vejam os detalhes abaixo: 

Pride and Prejudice
  • Family: Floribunda
  • Star Rating: 5
  • Scent Rating: 4
  • Flower Diameter: 8cm
  • Petals: 35
  • Flowers Per Cluster: 7-11
  • Plant Size: H90cm x W60cm
  • Colour: Pale Peach

Sábados – Bath continua linda – Lucienne Soares

A nossa querida Lucienne Soares (JASBRA-RJ) acaba de voltar da Inglaterra, cheia de novidades e promete contar tudinho para nós em breve, aqui mesmo nessa coluna! 🙂 
Lucienne nos envia uma foto dela em Bath ao lado do recepcionista do Jane Austen Centre. Ao ver a foto olhei de novo para ver se não estava vendo coisas, pois Mr. Martin Salter não estava na porta do museu como de costume. Martin, é um querido! Quando visitei Bath no ano passado ele tirou fotos comigo e minha filha, depois que eu já estava dentro da lojinha correu lá e meu deu uma foto dele com a Amanda Vickery e ainda por cima autografada! 🙂
Mas creio que este senhor (até o momento não consegui o nome dele) representa bem o espírito do Jane Austen Centre! 

Gazeta de Longbourn – Duty and Desire

A Gazeta de Longbourn apresenta: mais uma resenha fresquinha de Luciana Darce (representante da JASBRA-PE): Duty and Desire

Of this he was certain: to be in her presence was to know delight in a more vivid sense than ever he had before

Começando de forma bem sincera: em comparação com o volume anterior, An Assembly Such As This, esse segundo volume da trilogia da Aidan deixa um bocado a desejar. Esse livro segue Darcy no período entre sua partida de Netherfield e sua chegada em Rosings. Assombrado pela imagem de Lizzie, ele volta para Pemberley, a fim de passar o período natalino com Georgiana, parte para Londres, onde continua semeando a dúvida na cabeça de Bingley sobre a força da afeição de Jane Bennet e por fim segue para uma festa na casa de um antigo colega de faculdade, onde as coisas parecem estar um pouco mais complicadas do que aparentam. A primeira parte da história vai bem na forma como mostra a preocupação de Darcy com a irmã, que só àquela altura estava começando a se livrar da depressão que o episódio com Wickham provocou; bem ainda como sua interação com a família – o Coronel Fitzwilliam, o Conde e a Condessa de Matlock, bem como seu irmão mais velho e herdeiro do título. Sua ânsia por Elizabeth, seu sonhar acordado com a moça caminhando por entre os corredores de Pemberley, e inclusive sua conversa com Georgiana sobre ela – tudo isso antes que ele pudesse, de fato, reconhecer para si mesmo o que sentia – são os pontos altos do livro. A questão é que esses pensamentos e desejos assustam Darcy, especialmente frente ao seu ‘dever’ de casar bem, com uma moça de família, fortuna e respeitável, que lhe possa dar um herdeiro à altura do sobrenome que há de carregar. E eis então que ele decide sair à caça de uma esposa, aceitando o convite de um antigo colega para ir visitá-lo num velho castelo no meio do nada, onde várias senhoritas de boa posição estão reunidas para uma festa. Só que o convite do amigo é uma armadilha que tem a ver com passar a meia irmã irlandesa para frente a fim de conseguir uma pequena fortuna para pagar os débitos advindos do jogo. E no meio você tem senhoritas despeitadas que foram no passado ignoradas por Darcy e agora querem vingança. E a coisa toda ressoa muito mais o clima gótico de A Abadia de Northanger (com direito a todas as intrigas pelas quais Catherine apenas pode suspirar) do que Orgulho e Preconceito. Enfim, esse é um volume de transição e embora eu possa entender algumas das escolhas que Aidan faz para que a história siga seu curso – os motivos que ao final levam Darcy a aceitar seus sentimentos e arriscar-se com Lizzie – a forma como ela construiu esses fatos não me agradou. Agora é partir para o último volume da trilogia e torcer para que ela consiga voltar a nos encantar como na primeira parte da saga.

Sextas – Jane Austen Irônica – Mr. Wickham parte 2

Hoje é dia da Coluna das sextas-feiras: Jane Austen Irônica!


A imagem acima faz parte de uma resposta à uma cartinha enviada para a coluna Cartas para Jane Austen!

Conheça aqui os outros posts desta coluna Jane Austen Irônica.


Caso queira participar
envie-nos suas ideias: adriana@jasbra.com.br