Orgulho e Preconceito – Site de Portugal

Em dezembro do ano passado descobri um site em Portugal totalmente voltado à Jane Austen. O site é de Ana Catarina Aguiar Rodrigues, aluna do ensino médio do Colégio Luso-Francês na cidade do Porto.

O site foi criado para abrigar toda a pesquisa que Ana Catarina fez sobre Orgulho e Preconceito para a disciplina de português. Na página inicial do site, Ana faz sua apresentação e em seguida o leitor poderá navegar clicar nas abas:

Jane Austen: biografia da autora e algumas imagens

Romance: resumo do livro

Personagens: descrição e imagens do filme Orgulho e Preconceito (2005)

O filme: vídeos do filme de 2005 e imagens das outras adaptações para o cinema e tv

A escolha do título: explica o título do livro

Contextualização: descreve um pouco sobre a comunicação feita através de cartas

Informação: traz uma lista de links

Gostei muito do trabalho feito por Ana Catarina, se fosse minha aluna receberia uma nota 10!! 🙂

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Novas Versões em Português

Agora há pouco tive uma surpresa agradável ao receber a notícia de minha amiga Lilia dos Anjos de que a Editora Landmark está a todo vapor para publicar os outros livros de Jane Austen em português do Brasil. E pensar que tudo isso começou porque comentei com Lilia sobre uma edição de um livros das irmãs Bronte da editora Wordsworth e ela acabou encontrando uma edição bilíngue da editora Landmark.
Agradeço muito pela dica Lilia! De modo que este post é mais teu do que meu!!
Voltando ao que realmente interessa! As novas edições!

Recentemente a Editora Landmark publicou edições bilíngues de Orgulho e Preconceito e Persuasão.


FUTUROS LANÇAMENTOS
Na página da editora já estão disponíveis as capas e resumos dos novos livros traduzidos. No entanto, não há indicação de quem fez a tradução nem cita quando será o lançamento.

A Abadia de Northanger

Resumo da Editora Landmark:

“A ABADIA DE NORTHANGER” acompanha a trajetória de Catherine Morland, sua família e amigos, quando de sua visita ao balneário de Bath, na Inglaterra, local sempre freqüentado por Austen e sua própria família. Em sua estadia, Catherine passa seus dias visitando seus mais novos amigos e freqüentando bailes na cidade e acaba por se envolver com dois jovens da cidade, John Thorpe e Henry Tillney que a envolve com seu conhecimento de literatura e história. O pai de Henry, general Tillney, a convida para visitar uma de suas propriedades, a Abadia de Northanger. Catherine que na história está lendo o romance gótico, “Os Mistérios de Udolpho”, de Ann Radcliffe, fica fascinada com a perspectiva de ingressar em um ambiente antigo, fantástico e sombrio. A Abadia de Northanger representa toda a capacidade de Jane Austen em se fazer a critica social de seu tempo, bem como a de realizar a análise moral de seus personagens. Com o seu costumeiro e agradável senso de humor, a autora critica os romances góticos e seus excessos que tangenciam o ridículo, e introduz sua história em um cenário cotidiano e plausível.

O Parque de Mansfield

Resumo da Editora Landmark:

Por mais de dois séculos o livro tem dividido os leitores: por um lado, “O PARQUE DE MANSFIELD” é o trabalho mais autobiográfico de Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior – no qual a escritora viveu e procurou o amor – o texto parece entrar em choque com a costumeira descrição das heroínas criadas por Austen, uma vez que a personagem de Fanny Price, que no romance é surpreendentemente contida e passiva, tem aturdido por décadas os críticos literários e os fãs de Austen. As questões sociais também são amplamente discutidas em “O PARQUE DE MANSFIELD”: sugere-se pela crítica especializada que o título se refere ao julgamento de Mansfield, a decisão inglesa legal e histórica tomada pelo chefe da Justiça Lorde Mansfield, segundo a qual foram estabelecidos os primeiros limites quando à escravidão na Inglaterra. No romance, Fanny surpreende sua família adotiva, os Bertrams, ao levantar a questão sobre o envolvimento deles com a escravidão. As cartas de Jane Austen escritas na época nos informam de que ela tinha se apaixonado por Thomas Clarkson, o abolicionista mais popular da época, o que justificaria o envolvimento da autora com estas questões sociais. Austen, como os seus personagens, cresceu em uma zona rural na Inglaterra entre a classe abastada e religiosos cujos hábitos e negócios ela observava com perfeição e, às vezes, com uma honestidade brutal e reveladora. A sua memorável linguagem, a sua sagacidade satírica, o seu delicado senso de humor e as suas complexas caracterizações de luta moral no coração das famílias, além das alianças românticas, contribuem para o estilo de Austen, que não envelhece, e o resistente microcosmo da natureza humana que ela aborda. O tema que mais prevalece na obra de Austen permanece relevante na nossa época: a necessidade de homens e mulheres de encontrarem a sua identidade e de fazerem as suas próprias escolhas – ainda que a sociedade, por sua natureza, tente fazer deles seres dependentes, sem força e preconceituosos.

***

Nota: Só não agradei do título acima ser: O parque de Mansfield!! 🙂

Como Mansfield park é uma designação para toda a propriedade dos Bertram, acho que não foi apropriado chamar de parque (pois em inglês o significado destes nomes de propriedades é diferente). Dá a impressão que o livro fala de um belo parque.