Musical Austentatious

Jane Austen ganhou mais uma adaptação, só que dessa vez no teatro e em forma de musical. Com direção de Lotte Wakeham, Austentatious (trocadilho com ostentatious, “ostentoso”) mostra o que acontece atrás das cortinas de uma adaptação teatral de Orgulho e Preconceito, onde o contra-regra Sam passa maus bocados com o elenco da peça. O musical estava em cartaz no Landor Theatre, em Londres, e obteve um grande sucesso de público e crítica, tendo até inspirado uma coluna no jornal The Guardian. Segundo a página oficial da produção, em breve o espetáculo estará de volta aos palcos para novas apresentações.

Abaixo, o elenco da peça:

Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica

Segundo o Times Online, mais de 65.000 obras do século XIX da coleção da Biblioteca Britânica estarão diponíveis online na primavera do hemisfério norte. Livros da coleção da biblioteca, como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Bleak House, de Charles Dickens e The Mayor of Casterbridge, de Thomas Hardy, poderão ser baixados com a mesma aparência dos originais, incluindo os caracteres utilizados na época e as ilustrações. O projeto que é uma criação da Microsoft, também colocará os ebooks à venda no site da Amazon para os proprietários do Kindle. Segundo o Times Online, a Microsoft e a Biblioteca Britânica, que possuem pelo menos uma cópia de cada livro publicado no Reino Unido, passaram três anos escaneando os livros. E o projeto não para por aí: obras do século XX que já caíram em domínio público também farão, futuramente, parte do acervo online da biblioteca.

Colin Firth: um homem de razão e sensibilidade

A coluna The Observer do jornal The Guardian de hoje, traz uma matéria com Colin Firth intitulada Colin Firth: um homem de razão e sensibilidade que, além de falar da sua carreira, da indicação do ator ao Oscar pela sua atuação em A Single Man e do prêmio no Festival de Veneza, fala da relação de Firth com Jane Austen e de como Andrew Davies, diretor da adaptação de Orgulho e Preconceito, em 1995, ficou impressionado com a atuação de Firth no filme Tumbledown e, depois de trabalharem juntos em uma produção chamada Circle of Friends, Davies passou a considerar a possibilidade do ator vir a ser Mr. Darcy. Segundo o diretor, “ele é muito inteligente. Ele realmente pensa no que está fazendo. É muito instintivo, mas creio também que é muito racional em sua atuação”. O artigo destaca ainda o fato de, antes de estrelar como Mr. Darcy, Colin nunca ter lido nada de Jane Austen, e que a série deve ter sido uma boa introdução ao mundo austeniano, pois em entrevista a uma revista francesa em 2006, ao ser perguntado quem eram as mulheres de sua vida, Firth respondeu: “minha mãe, minha esposa e Jane Austen”.

Para ler o original na íntegra, basta clicar aqui.

Jane Austen Festival Australia

Para aqueles que estiverem de passagem pela Austrália, uma boa pedida é participar do Festival Jane Austen que irá acontecer de 15 a 19 de abril de 2010, na cidade de Camberra. Serão cinco dias de muita música, dança, moda, comida, encenações, leituras e bate-papo. Quem quiser maiores informações, é só dar uma passadinha no site do JAFA (Jane Austen Festival Australia).

Esgotada a edição nacional de Orgulho e Preconceito

A edição brasileira do DVD Orgulho e Preconceito está esgotada. Lançado ano passado pela Log On em parceria com a Livraria Cultura, o DVD veio preencher uma lacuna: a das séries produzidas pelo canal britânico BBC, que há muito eram cultuadas em comunidades e fóruns na Internet mas que, no entanto, eram ignoradas pelo mercado brasileiro. Com tamanho sucesso, a Log On promete novos lançamentos para este ano, como já havia sido anunciado aqui. Estamos aguardando.

Colin Firth em Bridget Jones 3

Notícia que acaba de sair no site Cineclick:

Em julho passado, foi anunciado o desenvolvimento de um terceiro filme sobre Bridget Jones, personagem interpretada pela atriz Renée Zellweger nos filmes O Diário de Bridget Jones (2001) e Bridget Jones – No Limite da Razão (2004). Desde então foram divulgadas poucas notícias e foram feitas muitas especulações a respeito.

Nesta quinta-feira (4/2), o ator britânico Colin Firth (que interpretou o namorado de Bridget, Mark Darcy, nos dois filmes sobre a personagem ) participou do programa da BBC Radio 4, Arte, Cultura e Media Show, no qual se mostrou aberto para falar sobre a nova franquia. “Eu acho que pode ser muito interessante, porque Helen (Fielding) é uma escritora interessante”, disse.

A escritora Helen Fielding manteve sua coluna sobre a personagem no jornal The Independent, além dos dois romances já publicados. Bridget Jones 3 mostrará o desejo da atrapalhada jornalista em ter filhos. Mark Darcy e Daniel Cleaver ainda estarão na vida de Bridget.

Colin Firth disse que acha legal um longa sobre o triângulo amoroso em idade mais avançada. “Pode ser muito divertido. Nós estaríamos fazendo uma comédia, depois de tudo.”

Firth esteve no programa para falar sobre sua indicação ao Oscar de Melhor Ator, pelo personagem gay George Falconer, em O Direito de Amar, que tem estreia prevista para dia 26 deste mês.

A Batalha por Jane Austen

Laura Miller, colunista do site de variedades Salon.com, publicou um artigo intitulado The Battle for Jane Austen, onde analisa o fenômeno atual de livros e fan fictions inspirados nos romances da escritora inglesa. Entre zumbis, vampiros e um Darcy gay, Miller tenta reencontrar a verdadeira Jane Austen. Abaixo, segue a tradução do artigo:

A Batalha por Jane Austen

Grande romancista, precursora da chick-lit, vampira. Queira a verdadeira senhorita Austen se levantar, por favor?

“Os romances de Jane Austen/São aqueles em que nos perdemos”, escreveu G.K. Chesterton, e milhões de leitores fizeram exatamente isso. Desde 1995, em particular, quando a adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito, estrelada por Colin Firth, conquistou inúmeros corações femininos, Austen e sua (agora) mais famosa criação, Mr. Darcy, tornaram-se o critério de uma certa tendência do desejo feminino contemporâneo. O ano seguinte trouxe O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, que se inspirou no enredo e no sobrenome do herói de Orgulho e Preconceito, e apenas concretizou a ideia na mente do público: Jane Austen é a avó da chick-lit.

Embora não tenha inventado a comédia romântica (Muito Barulho por Nada de Shakespeare, clara inspiração de Orgulho e Preconceito, pode reivindicar esta honra), Austen, por certo, concebeu e aperfeiçoou o estilo em sua forma moderna. Ninguém nunca superou Orgulho e Preconceito, e não foi por falta de tentativa. No entanto, o empreendimento literário pode explicar a loucura em torno de Austen. Muitos livros ditos “clássicos” podem ser “amados”, mas Austen é canônica nos dois sentidos da palavra ao mesmo tempo. Quem mais entre os grandes romancistas de todos os tempos inspiraram tantas fan fictions? Quais fan fictions de outros autores são amplamente publicadas?

O site The Republic of Pemberley lista cerca de 60 “sequências e continuações” somente de Orgulho e Preconceito. As outras cinco grandes obras de Jane Austen também têm os seus derivados, mas nenhuma como Orgulho e Preconceito. A lista nem sequer inclui Pride and Prejudice and Zombies, um surpreendente bestseller lançado ano passado e o primeiro de uma série sem fim de misturebas de clássicos. Também não inclui a ficção em que a própria Austen é uma personagem, como a série de mistérios de Stephanie Barron, onde a escritora é uma detetive. Ou a recentemente publicada Jane Bites Back, onde Austen é uma vampira que sobrevive até os dias de hoje como uma livreira de meia-idade em Nova York, zangada por ter virado um produto de massa. E há ainda o subgênero chick-lit, que falam de mulheres contemporâneas que tentam se conformar com a escassez de Darcys (Austenland, Me and Mr. Darcy). Podemos amar nos perder nos romances de Jane Austen, mas seria melhor se, a essa altura, eles não tivessem se perdido em nós.



Ler o livro A Truth Universally Acknowledged: 33 Great Writers on Why We Read Jane Austen, apenas aumenta o mistério em torno deste fenômeno. Nos vários ensaios desta coleção, muitos publicados ao longo do século passado, podemos perceber que ser “ligeiramente imbecil por Jane Austen” é uma condição anterior não somente à adaptação de Orgulho e Preconceito da BBC, mas à própria televisão. O romancista E.M. Forster descreveu a si mesmo usando este epíteto em 1936, embora ele provavelmente não tenha ido tão longe a ponto de ir a um lugar onde pessoas podem simular a vida na Inglaterra no período da Regência, como a heroína de Austenland.

A Truth Universally Acknowledged (editado por Susannah Carson) lembra-nos de que antes da paixão em torno de Colin Firth vestindo uma camiseta molhada, Austen era admirada por muitas pessoas – inclusive homens! – que consideravam o mérito literário algo realmente muito sério. Martin Amis, pergunta-se “por que o leitor anseia impotente com tanto fervor pelo casamento de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy?” (Bem, talvez Amis devesse perguntar como uma romancista faz para que os leitores se importem pelo destino de seus personagens; ele poderia aprender alguma coisa). Lionel Trilling conta o seu espanto quando 150 estudantes disputaram trinta vagas em um seminário sobre Austen, que ministrou em 1973, e a “histérica urgência moral” com a qual suplicaram para entrar no de C.S. Lewis, que nunca considerou a seriedade incompatível com a boa leitura, apesar de ter escrito em louvor da “dureza” do rigor moral de Austen.


Ao lado desses sóbrios cavalheiros, estão as “Janeites”, as entusiastas, que Henry James acusou de transformarem Jane Austen na “querida Jane de todo mundo”, que certamente se encaixa na caracterização de Jane Austen em Jane Bites Back, de Michael Thomas Ford. Apesar de ser um blockbuster de 200 anos, a Jane de Ford não possui a ironia impiedosa que a verdadeira Austen colocava em seus romances ou nas cartas que escrevia para a sua amada irmã Cassandra. Em vez disso, a atual Jane Austen é totalmente banal e “narrativa”, chegando em casa depois de um dia na loja, se vestindo com seu robe felpudo, portando um livro, uma barra de chocolate e uma taça de merlot. Ela tem até um gato. Quando um pretendente abre a porta para ela, “ela não para de pensar o quão elegante ele é. Um verdadeiro cavalheiro”. É difícil acreditar que com imortalidade e dois séculos de experiência a autora de Emma tenha se reduzido a uma pessoa antiquada e sem vida. Pior, a Jane de Ford trabalha em um romance não publicado; trechos capengas – cheios do tipo de melodrama ofegante que Austen parodiou em A Abadia de Northanger – abrem cada capítulo.

Críticos tem investido contra “a quantidade de adulação acolhedora e familiar”, expressa através de diversos jardins e Janeites bebedoras de chá, desde que Marvin Mudrick publicou Jane Austen: Irony as Defense and Discovery, em 1952. Ironia (a verdadeira, não a de Alanis Morissette) era o estilo predominante em Jane Austen, como Mudrick chamou atenção, e isso não somente fez dela “inumanamente fria e penetrante”, mas também a posicionou contra “todas as ilusões intrínsecas à arte e à sociedade convencionais”. Estes foram os varonis anos 50 falando; nos anos 2000, Austen tornou-se na mentalidade popular, uma saudosa lembrança de todos os prazeres cavalheirescos de uma ordem social perdida – uma sociedade que teria levado a Janeite contemporânea a uma insurreição se tivesse que viver nela.

Como o espelho de Dumbledore, a ficção de Austen parece ter a habilidade de mostrar aquilo que seus leitores querem ver. Austen é a avó da chick-lit, mesmo que esse fato venha aborrecer seus admiradores intelectuais. Mas ela não é apenas isso, e para se convencer de que seus romances falam apenas sobre ser cortejada por homens ricos e bonitos versados em etiquetas de bailes, é preciso ser tão tola e frívola quanto a irmã mais nova de Elizabeth Bennet, Lydia. O que a chick-lit sempre tenta fazer com Austen é subtrair a realidade social e econômica de sua ficção (ignorando as mortificações pelas quais suas heroínas passam), mas há ainda uma outra categoria de Janeite que não quer subtrair nada. Ao contrário, elas preferem adicionar.



O recentemente publicado Pride/Prejudice, de Ann Herendeen pressupõe que antes de Elizabeth e Darcy se unirem cada um tinha um parceiro sexual do mesmo sexo: Elizabeth com Charlotte Lucas e Darcy com Mr. Bingley. Supostamente isso explica o motivo de ambos serem contra os casamentos de seus amigos, mesmo que o romance de Austen proporcione razões perfeitamente adequadas, embora bem menos excitantes. Alguns leitores podem ficar desapontados ao verem os encontros amorosos de Lizzy e Charlotte serem mencionados somente de passagem, enquanto que as brincadeiras no quarto entre Darcy e Bingley e alguns outros amigos (ele faz parte de um clube de cavalheiros em Londres – um clube muito, muito perverso de cavalheiros) são descritos com detalhes consideráveis. O título do livro – “slash” [“barra”] é um termo para a fan fiction que trata de pares românticos masculinos que são ostensivamente heterossexuais no original canônico – diz tudo. Nas primeiras páginas, Bingley sussurra maliciosamente para Darcy: “beije-me de novo, seu bruto”.

Apesar desses lapsos, Herendeen faz um trabalho melhor do que a maioria dos que se aproximam mais do estilo de Austen, sem imitá-la, e quando Darcy e Elizabeth finalmente se casam, ela nos dá a noite de núpcias que tem sido provavelmente a maior entre todas as outras fantasias de uma Janeite. Até mesmo Amis expressou o desejo de “uma cena de sexo de 20 páginas envolvendo os dois protagonistas e, além disso, com Mr. Darcy tendo um desempenho fora do comum.” (Vinte páginas – sério? Você é mais forte do que eu, Mr. Amis.) Devo confessar que nunca senti falta dessa cena, então não posso dizer se a versão de Herendeen corresponde às expectativas, mas isso requer muita conversa.

Para o tipo de fã que escreve Pride/Prejudice ou Darcy & Elizabeth: Nights and Days at Pemberley ou Mr. Darcy’s Diary ou, no que diz respeito ao assunto, Mr. Darcy, Vampyre (há, de fato, duas séries diferentes envolvendo um Darcy morto-vivo) não há Jane Austen o suficiente, e produzir em larga escala sequências e obras auxiliares é a única resposta para o insaciável desejo por mais. Visto que a maioria desses fãs tem dificuldade em identificar os elementos da obra de Austen que não remetem à realização do desejo romântico e ao fantástico requinte, você poderia imaginar que eles ficariam facilmente satisfeitos com imitações, mas não parece ser o caso; nenhum desses livros foi recebido com grande aclamação. Quantas vezes, quando conseguimos aquilo que pensamos que queremos, ficamos profundamente desapontados? Talvez o segredo do carisma de Austen seja esse, como em um flerte concretizado, ela sabe agradar os desejos mais profundos de seus leitores: seus romances não são passionais como as Janeites desejam, mas também sua moralidade não é “fria e penetrante” como os especialistas austeros retratam.



Finalmente, o mais surpreendente e bem sucedido derivado de Jane Austen, Pride and Prejudice and Zombies, constitui uma categoria especial, visto que não é nem uma sequência nem uma tentativa de imaginar o que ocorre fora da ação dos romances canônicos. Em vez disso, é simplesmente Orgulho e Preconceito (texto que já está em domínio público) com a inserção ocasional de cenas de filmes de terror de acampamento. É uma piada divertida. De acordo com as informações de um livreiro conhecido, a maioria das pessoas que compram o livro não tem a intenção de lê-lo, apenas acham a capa engraçada ou querem dar um presente divertido. (Uma informação adicional: Sense and Sensibility and Sea Monsters não está vendendo muito bem, o que confirma a minha teoria).

Não ficaria surpresa, no entanto, se o editor de Pride and Prejudice and Zombies não tivesse inadivertidamente encontrado o único verdadeiro antídoto para a nova reputação de Austen como progenitora da chick-lit e, por essa razão, um gosto estritamente feminino. No universo da cultura pop, zumbis geralmente são coisa de homem – eles existem, em primeiro lugar, para matar indiscriminadamente e sem remorso nos vídeo games. Entretenimento baseado em zumbis torna-se mais facilmente um sucesso instantâneo do que a ficção com qualidade Austen, e os verdadeiros aficionados por zumbis tem muitas, muitas outras opções para escolher quando estão em busca de satisfazer o seu desejo por carnificina e sangue coagulado. Pride and Prejudice and Zombies, em suma, não tem muito a oferecer a ninguém que esteja seriamente interessado em zumbis, porque boa parte do livro continua a consistir nos sofrimentos de amor das irmãs Bennet.

No entanto, você pode ler Pride and Prejudice and Zombies fingindo que está lendo por causa dos zumbis ou das gargalhadas, enquanto secretamente saboreia a sublime comédia romântica de Austen. Ao menos foi assim que eu li – não, quero dizer, sem pretensão nenhuma, mas enquanto prosseguia, via-me gradualmente lendo às pressas as interjeições de horror e combate para poder voltar para a verdadeira história. Como não sou uma Janeite, não tenho planos de reler o romance, então foi como encontrar inesperadamente uma velha amiga esquecida, somente para relembrar o quão encantadora ela é, e para perguntar a mim mesma como pude esquecê-la. A grande vantagem, a arma secreta de Pride and Prejudice and Zombies é que quando você se cansa das decapitações e das artes marciais e do sangue e das tripas, você percebe que ainda é Orgulho e Preconceito. E você sabe que não pode ser ruim.

O Clube de Leitura de Jane Austen em Blu-Ray

Hoje, com o intuito de promover o lançamento da edição nacional em Blu-ray de O Clube de Leitura de Jane Austen, o perfil oficial do Submarino no You Tube postou o trailer do filme:

O filme em Blu-ray está saindo por R$99,90 e pode ser adquirido diretamente no site da loja.

CD Jane Austen’s Songbook



O CD Jane Austen’s Songbook é um disco que reúne canções encontradas nos cadernos de música de Jane Austen. Segundo as informações que estão no encarte do disco, dois dos cadernos (são oito ao todo) foram copiados à mão pela própria escritora: um de peças para piano solo e outro de música vocal, sendo que este último encontra-se gravado na íntegra no referido CD. Lançado em 2004 pela Albany Records, as músicas são executadas por Julianne Baird (soprano), Laura Heimes (soprano) Anthony Boutté (tenor), Karen Flint (piano), Martin Davids (violino barroco) e Colin St. Martin (flauta barroca).

Caderno de partituras de Jane Austen

Piano Clementi (1810), similar ao que Jane Austen costumava tocar

Segundo Caroline Austen, sobrinha de Jane, sua tia tocava de maneira “muito nítida e correta”. Seu outro sobrinho, James Edward, ressaltava que Jane possuía uma voz doce e que gostava de cantar e tocar “canções antigas e simples”. Tais canções falavam sobre romances de marinheiros, vida no campo, amor, Revolução Francesa, entre outros temas. É interessante observar que muitas dessas músicas copiadas por Jane são tocadas nas adaptações das obras da escritora para a TV e para o cinema. Como exemplo mais recente, temos a canção “The Irishman”, usada na série Emma (BBC, 2009), mais precisamente no final do segundo episódio, onde Jane Fairfax canta e toca piano na festa na casa dos Coles (a canção começa em 2:32):

Há outros discos com gravações das músicas contidas nos cadernos de Jane Austen mas, dos que pude ouvir, esse é o mais interessante devido a qualidade dos intérpretes e da gravação. Para quem quiser ouvir um trecho das músicas, basta acessar a página da Amazon.

Vídeos da exposição no Morgan Library (PBS)

Hoje destaco mais dois vídeos que a rede de televisão norte-americana PBS postou no You Tube. Com intenção de promover a estreia de Emma nos Estados Unidos, foram produzidos até agora três vídeos relacionados à exposição que ocorre no Morgan Library & Museum (o outro vídeo pode ser visto aqui). Ambos destacam a importância de Jane Austen e ainda mostram ótimas imagens da exposição que vai até o dia 14 de março.