Gazeta de Longbourn apresenta: Eu fui a melhor amiga de Jane Austen

Jenny, órfã de pais, viveu boa parte da sua infância em um internato em Southampton, na companhia de Jane, um ambiente frio e miserável que, nas suas palavras, “cheirava à morte”. Com a coragem de Jenny para salvar a prima que estava muito doente, as duas conseguem se libertar e vão morar na casa da família Austen.

Entre aulas de etiqueta com uma prima francesa e alguns flertes – por ocasião do seu primeiro contato com garotos –, Jenny se apaixona por um marinheiro, e se vê diante de um dilema que representava um risco à sua reputação.

Com esse diário aberto ao público, as jovens fãs de Jane Austen terão a oportunidade de se encantar ainda mais com a personalidade marcante, a inteligência, a perspicácia e a divertida forma com que essa escritora lidava com as adversidades. Jenny Cooper conta com orgulho e carinho sobre como amadureceu com a amizade de Jane Austen – a menina esperta que sempre tem respostas para tudo –, suas incríveis histórias imaginadas a partir de pessoas do seu convívio e seus conselhos sempre confortantes.

Devorei esse livro em duas horas, sentada no meio da livraria. Volta e meia faço isso: começo a ler na loja, perco um pouco a noção do tempo, mas não chego a ficar maluca para carregá-lo comigo e enfiá-lo na estante que já não cabe mais de livro – até porque se eu comprasse tudo o que folheio estaria a essas alturas devendo até as calças.

Bem… primeiro ponto a se destacar nesse título: ele é um livro juvenil, então não vá atrás dele procurando o mesmo peso e profundidade dos livros da própria Austen. Do meu ponto de vista, ele é perfeito para começar o processo de lavagem cerebral das crianças: a narrativa tem romance, aventura, desenhos e Jane Austen. Se minhas sobrinhas fossem um pouco mais velhas, eu o teria comprado para elas. Vou ter de esperar alguns anos ainda, mas elas vão chegar lá…

Segundo ponto… os desenhos. Cara, como eu queria saber desenhar… Fiquei absolutamente encantada com as ilustrações que adornam a história, ou melhor, o diário – sim, porque estamos aqui diante de um diário, pertencente à prima de Jane, miss Jenny Cooper. Eles são tão simples e graciosos, despretensiosos mas ainda assim muito delicados, de tal forma que toda vez que me deparava com um, passava uns dez minutos sorrindo como boba.

Terceiro ponto: Jane Austen. Bem, como já disse antes, o livro é o diário de Jenny, prima e melhor amiga de Jane, compreendendo a época da adolescência de ambas. Jenny é uma menina tranqüila, doce, fazendo contraponto ao verdadeiro furacão como Jane é retratada, com uma vivacidade e imaginação sem igual. Ela é popular, senhora de si, irônica, e, ao mesmo tempo, companheira e confidente, uma amiga que todos gostaríamos de ter.

E bem que Jenny precisa de uma amiga. Entre o irmão e a cunhada avarentos doidos para se livrar dela (olá, Fanny Dashwood…) ao garboso comandante William da marinha por quem ela se apaixona nas circunstâncias mais improváveis, há sempre algo com que se preocupar: vestidos, assaltos a diligências, aquarelas, rapazes, fugas desesperadas no meio da noite…

Se fosse para encontrar um equivalente literário moderno, eu diria que Eu fui a melhor amiga de Jane Austen tem tudo a ver com O Diário da Princesa da Meg Cabot.

Enfim… é um livro divertido, que serve como uma boa introdução ao mundo de nossa escritora favorita – especialmente para os mais novos – com graça, diálogos rápidos, muitas surpresas e boas tiradas de humor.

* Lu Darce (JASBRA-PE) sentiu uma enorme vontade de chutar alguém quando se deparou com o personagem chamado Tom Chute. Sério, minha gente, Tom, chute? O que era para se pensar? Esse e outros atos de violência gratuita, você pode encontrar em Coruja em Teto de Zinco Quente.

Para ler: Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor

“Quando uma jovem de mais beleza que posses tem o bom senso de ganhar a afeição de um cavalheiro mais velho, um viúvo de alta classe e circunstâncias cômodas, é geralmente observado que a união é inteligente para ambos. A dama alcança aquela posição na vida à qual seus amigos podem invejar e felicitá-la, enquanto o cavalheiro ganha para sua idade avançada toda a juventude, bom humor e beleza que ela pode oferecer. Ele é declarado o melhor e mais generoso dos homens; ela é geralmente reconhecida como um anjo totalmente merecedora de sua boa sorte. A maturidade e experiência de mundo dele podem estabilizar a impulsividade dela, enquanto a inteligência e charme gentil dela facilitariam as responsabilidades decorrentes de sua posição. Com paciência, bom humor e delicadeza de ambos os lados, um nível tolerável de felicidade pode ser alcançada.

Quando, porém, o cavalheiro mais velho morre repentinamente de uma queixa gástrica, deixando à sua esposa de três meses uma propriedade considerável, dividida entre ela e seu herdeiro; e quando o herdeiro em questão ofende o decoro com as suas atenções para a viúva!…

O tom de comentário social poderá rapidamente tornar-se rancoroso.”

Janeites de todo o mundo, preparai-vos para revelações bombásticas! Sabem aquelas cartas perdidas escritas por Jane Austen, aquelas que todo mundo diz que foram destruídas por seus parentes para preservar sua memória e privacidade? Elas foram encontradas e revelam uma incrível nova faceta de nossa escritora favorita: além de uma grande estudiosa do caráter humano em seus romances, Jane também utilizava esses conhecimentos para atuar como detetive amadora!

Ou, pelo menos, essa é a premissa inicial do livro de que vou falar para você hoje…

Jane and the Unpleasantness at Scargrave Manor é o primeiro volume da série Jane Austen Mysteries, escrita por Stephanie Barron – o décimo primeiro está previsto para ser lançado agora no segundo semestre – e como já fica óbvio do título, é uma história centrada na própria Jane e não em algum de seus personagens.

É uma história, como observa a própria Barron, sobre Jane antes dela se tornar Austen.

Tudo começa quando Isobel Payne, condessa de Scargrave, convida Jane para visitá-la pouco após o fiasco com Mr. Bigg-Wither. Para quem não se lembra desse evento na biografia dela, Bigg-Wither era conhecido da família Austen e pediu Jane em casamento, que o aceitou num dia para então desfazer o noivado no dia seguinte.

Isobel se casou recentemente com o Conde de Scargrave e voltou recentemente de lua-de-mel. Para se congratular por sua bela e jovem noiva – afinal, não tem graça você ter uma esposa com a metade da sua idade se não pode mostrá-la para os outros – o Conde decidiu dar uma grande festa. Até aí, tudo bem… o problema começa quando, após fazer um brinde à Isobel no meio do baile, o conde tem uma síncope e, poucas horas depois, bate as botas.

Não demora para que a condessa viúva comece a receber cartas ameaçadoras que a acusam de adultério com Lorde Fitzroy Payne, sobrinho e herdeiro do conde, bem como de assassinato.

Temendo o escândalo, Isobel pede ajuda à amiga, de forma que Jane assume o papel de detetive para tentar descobrir o que realmente está por trás da morte do conde.

Confesso que, a princípio, estranhei um pouco a história. Quando li a introdução falando das ‘cartas perdidas’, levei um grande susto e, quando a ação propriamente dita começou, contada na voz de Jane através das ditas cartas, quase a larguei de lado. Sinto uma certa desconfiança para com livros escritos em primeira pessoa, porque não é todo autor que sabe escrever com a voz do personagem, sem confundir com a sua própria.

Mas, como além de ser uma fã de romances policiais, tinha ficado curiosa com a premissa do livro, persisti… e posso dizer que fui bem recompensada.

Barron consegue dar o tom da época; ela faz uma grande reconstituição de fatos e você percebe que é alguém que pesquisou e que entende do assunto. A situação da Jane como detetive, a despeito de todas as restrições postas às mulheres da época, é crível.

Esse é um ponto que me interessava por conta da minha formação – a questão do sistema legal inglês do período. Não existia polícia e os magistrados eram os grandes proprietários que distribuíam justiça de acordo com sua boa-vontade. A bem da verdade, ainda hoje a Inglaterra não tem uma legislação codificada, nem mesmo uma constituição (a despeito de que o nascimento do constitucionalismo se dê com a Magna Carta).

Como debater common law e civil law não está no tópico do dia, vou parar por aqui antes que me empolgue…

O caso é que, nesse contexto, era bastante lógico que se você quisesse ver um crime resolvido, procurasse um detetive particular. Para Isobel, que não queria ter de lidar com o escândalo que toda a situação provocaria independente de sua inocência, apelar para a amiga, que sabia ser uma pessoa inteligente e observadora e que, de uma forma ou de outra, já estava envolvida na história, fazia bastante sentido.

Melhor que isso é que Barron consegue realmente dar voz a Jane – e não apenas porque você é capaz de reconhecer nos indivíduos com quem a futura escritora cruza em Scargrave Manor ecos das personagens mais famosas de seus livros. Além da questão da linguagem, a personalidade de Austen é muito viva, sagaz. A Jane Austen que Stephanie Barron tem como personagem é exatamente a Jane Austen que imagino em minha mente.

Se tudo isso não tivesse me convencido a gostar do livro, Lorde Harold Trowbridge o teria feito. Não dá para falar muito sobre ele sem entregar parte da história, mas, embora tenha começado o livro detestando-o, terminei tendo-o como um dos meus personagens favoritos.

Por motivos que não consigo explicar, fiquei imaginando ele dando uma de Hercule Poirot (mas infinitamente mais charmoso), explicando que “tudo são as células cinzentas, mon ami, tudo são as células cinzentas…

Fiquei feliz da vida em saber que ele está nos outros livros também – um motivo a mais para partir para o segundo volume em breve. Até lá, vou esperar que mais alguém leia e aí trocamos figurinhas, certo?

* Lu Darce acha que tem parentesco com Mr. Darcy e quer ver se lucra com isso leiloando seu irmão. Os interessados devem procurá-la no Coruja em Teto de Zinco Quente para maiores negociações.

Para ler: Prom and Prejudice

Photobucket
“É uma verdade universalmente aceita que uma garota solteira de alto nível na Academia Longbourn deve estar querendo um par para o Baile.”
Olá, pessoal! Aqui quem vos escreve é a Luciana Darce e a partir de hoje estarei assinando uma ‘coluna’ aqui no JASBRA de resenhas de livros que tenham algo a ver com Austen – continuações, mash-ups, inspirações e o que mais cair em minhas mãos. Para começar vamos com o Prom and Prejudice, de Elizabeth Eulberg.
Li esse livro após me ter caído em mãos o Lonely Hearts Club, da mesma autora. Como achei o Lonely Hearts muito interessante, bem gostoso de ler mesmo, pesquisei a bibliografia da Eulberg e quando vi a sinopse de Prom and Prejudice, não tive dúvidas: precisava lê-lo.
Então… Elizabeth Bennet é um prodígio musical, a ponto de conseguir uma bolsa para estudar na tradicional e elitista Loungbourn, uma escola só para garotas, irmã de Pemberley, só para garotos, onde estuda Will Darcy, filho de um conhecido e poderoso advogado. Lizzie e Will acabarão por se cruzar em virtude de suas amizades em comum – ela é a melhor amiga de Jane, com quem divide um quarto e ele é o melhor amigo de Charles, que é louco por Jane.
Obviamente que num primeiro contato, faíscas vão saltar, porque Will tem ojeriza a bolsistas e Lizzie detesta os narizes empoados dos colegas – com exceção de Jane, claro.
À primeira vista, confesso que me senti meio perdida. Parecia que tinham me jogado o roteiro de High School Musical ou de algum episódio de Gossip Girl – estranhamente, eu ficava tendo flashs de Anne Hathaway em O Diário da Princesa. A certa altura, contudo, deixei as convenções de lado (incluindo o choque que tive com “William”. Sério? William?!) e tratei simplesmente de me divertir.
Prom and Prejudice, no final das contas, não deve ser lido como uma releitura moderna do clássico de Austen, mas como uma história que se mantém por si só, e que usa os mesmos arquétipos de Lizzie e Mr. Darcy. Em essência, temos o espírito dos dois personagens, seu crescimento através da superação de preconceitos e orgulho – mas se perde um tanto da crítica social e do humor ferino original. Afinal, o que dizer de um Orgulho e Preconceito sem o ridículo de Mrs. Bennet e a leniência de Mr. Bennet, substituídos por pais adoráveis, com Lizzie como filha única?
Na verdade, ‘adorável’ é uma palavra bastante apta para descrever a maior parte do elenco do livro, incluindo aí até o Collins (tive vontade de dar uns tapinhas amigáveis no ombro do pobre rapaz e desejar sinceramente que ele tivesse mais sorte da próxima vez). Senti alguma simpatia até pela Caroline – embora tenha rolado de rir com os comentários ácidos de Lizzie sobre os hábitos de leitura da outra moça.
“Ela [Caroline] pretendia se mostrar interessada em ‘Grandes Expectativas’. Mas, após dez minutos, suas próprias expectativas obviamente não tinham sido alcançadas, e jogou o livro de lado.”
A despeito de qualquer coisa, porém, há dois motivos pelos quais vale MUITO à pena ler esse livro: a cena em que Lizzie dá um soco no Wickham (SIM!!!! Go, go, Lizzie!) e o final, que não apenas foi fofo, mas também me pegou de surpresa, fugindo do clichê.
Enfim, Prom and Prejudice é completamente despido do senso crítico do original. Seus personagens são adolescentes e estão longe dos mesmos dilemas e profundidade de suas contrapartes mais velhas e, conseqüentemente, mais maduras. Ele é o que chamo de leitura ‘Sessão da Tarde’ – e não ficaria deslocado como um musical da Disney -: serve bem ao seu propósito de divertir, que é, ao final seu propósito.
* Lu Darce é colaboradora do JASBRA, organizadora do Clube de Leitura de Jane Austen em Recife, traça de livros e vive quase que para escrever resenhas, que publica em seu blog, o Coruja em Teto de Zinco Quente.

Mr. Darcy Vampyre por Valéria Fernandes

Minha amiga Valéria (Shoujo Café) escreveu uma resenha sobre o livro Mr. Darcy – Vampyre, leia aqui.
Obrigada por compartilhar Valéria!

Jane Austen em tom bem afiado

Gabriela Zimmermann do Jornal A Notícia de Joinville publicou ontem uma crítica sobre o livro Jane Austen a Vampira de Michael Thomas Ford.

“LIVRO DE MICHAEL THOMAS FORD TRANSFORMA ESCRITORA INGLESA EM UM PANO DE FUNDO MODERNOUma Jane Austen ácida, crítica com sua própria obra e cheia de personalidade. Assim, o escritor norte-americano Michael Thomas Ford pinta a escritora de clássicos como “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito”. O livro “Jane Austen – a Vampira” pode ser considerado leitura de tarde de férias: tranquila e despretenciosa.
Ford transforma Jane em vampira somente como um pretexto para trazê-la ao mundo contemporâneo e consegue, com isso, puxar para os tempos de hoje a escritora inglesa, que agora tem 233 anos e vive nos Estados Unidos. O livro começa mostrando o lado sarcástico de Jane que, dona de um livraria em uma pacata cidade ao norte de Nova York, precisa vender e acompanhar leituras de seus antigos sucessos – os quais ela já não aguenta mais.
O problema é que ela não entende porque tanta gente ainda relê seus livros. E mais: como podem até se fantasiar de senhor Darcy, o mocinho de “Orgulho e Preconceito”, por exemplo.
Ford aproveita para usar trechos reais de cartas de Austen à irmã Cassandra, o que o ajuda a construir essa Jane de mais de dois séculos de vida. Talvez pelas centenas de anos, a protagonista agora esteja mais crítica ainda e um pouco impaciente com o mundo. A nova Jane tem problemas para lançar seu mais recente romance e se vê às voltas com o orçamento apertado, já que não tem como receber direitos autorais de seus livros pois está morta para o mundo.
O mote ajuda a reforçar a acidez e a falta de paciência da personagem, que vai ter de lidar também com um romance do passado, um admirador que trabalha perto e uma paixão pelo seu novo agente literário. As palavras que mais definem o livro são diversão e leveza. Aproveitando a história o sucesso dos vampiros, Ford compõe um cenário inusitado, mas totalmente possível: Austen achando graça e ficando impaciente com o mundo moderno.
Além de Jane Austen, o autor aproveita para falar sobre as novas gerações de autores célebres como Lord Byron (que, acreditem, foi o responsável por transformar Jane em vampira e segue os séculos apaixonado por ela) e das irmãs Brontë (que, em determinado momento, Jane é acusada de copiar). Sem dúvida um livro que aproveita o modismo e recicla autores de maneira divertida e bem provável. Para quem gosta de “embalagens”, o livro tem, ainda, uma capa bem montada e design condizente com a história, em uma edição criativa.
O autor é especialista em comédia e histórias macabras, escreveu diversos livros juvenis e adultos nos Estados Unidos e essa é sua estreia no mercado brasileiro. Ford ganhou o prêmio de Melhor Livro de Humor e tornou-se integrante da Horror Writers Association, após ter sido premiado com o Bram Stoker Award.”

Jane Austen arruinou minha vida

Jane Austen ruined my life – Beth Pattillo
Texto de Helena Sanada (co-fundadora do Jasbra)
Sinopse
O livro tem uma leitura leve e agradável ao estilo de uma comédia romântica. O Inglês é de fácil compreensão mesmo para quem não está acostumado a ler neste idioma.
Conta a estória de Emma Grant, uma professora universitária americana, filha de um pastor, que sempre pautou sua vida nos ensinamentos paternos de boa conduta. Casada com um professor universitário teve uma reviravolta em sua vida quando se viu traída pelo marido com uma colega de trabalho.
Emma parte para a Inglaterra para curar seu coração ferido e para encontrar as cartas perdidas de Jane Austen que se ela soube se encontram em poder de uma velha viúva reclusa. Logo em sua chegada à Inglaterra ela reencontra um amigo que irá ajudá-la a percorrer os caminhos de Austen – de Steventon para Bath e Lymes Regis, cumprindo uma série de tarefas que lhe são dadas pela viúva
Sobre a autora:
O amor de Beth Pattillo por Jane Austen nasceu quando ela estudou na Universidade de London, Westfield College, por um glorioso semestre. Sua paixão rapidamente se tornou uma obsessão, nos vinte anos seguintes ela fez viagens regulares à Inglaterra. Quando não está sonhando com a vida “do outro lado do Atlântico”, Pattillo vive em Nashville, Tennessee, com seu marido e dois filhos.

Detalhes:
288 páginas
10,19 dólares
à venda na Amazon

___________________

* Helena procurou não colocar spoilers para não estragar a leitura de ninguém.