Autor: Adriana Sales
Away from internet
Gazeta de Longbourn Apresenta: Lost in Austen

Você amaldiçoa suas estrelas sem sorte. Elas não apreciam ser amaldiçoadas. Você perde 10 pontos de Fortuna. Quando você vai aprender?
Ok, então, antes que possamos começar qualquer coisa, se você assistiu a minissérie Lost in Austen e tem esperanças de encontrar na resenha de hoje mais da Amanda entre os Bennet e Lizzie no século XXI, tire seu cavalinho da chuva ou amargará uma enorme decepção. Eu sabia exatamente no que estava me metendo quando comecei essa leitura, de forma que me diverti imensamente, mas se te venderam o livro por causa da série, sinto muito te dizer que fostes vítima de propaganda enganosa.
Feita essa recomendação, prossigamos rumo à mascarada.
Já tinha lido anteriormente livros como Lost in Austen, do tipo ‘faça a sua história’, de forma que não tive problemas em acompanhar o constante ir e vir de páginas. O que acontece é o seguinte: ao término de cada capítulo, você se depara com um desafio ou uma escolha de atitude, que irá orientar a história até o final – um final que você decidiu com as ações que tomou. O objetivo, como num jogo (e esse livro poderia ser maravilhosamente adaptado num jogo de tabuleiro), é casar bem, um casamento que seja tanto socialmente seguro e aceitável quanto feito por amor.
Ah, sim, antes que eu me esqueça, VOCÊ é Elisabeth Bennet.
Em minhas aventuras e desventuras pelas páginas do livro, fui pedida em casamento por Henry Crawford, Mr. Collins, Tom Lefroy, Mr. Knightley e Mr. Darcy, mas terminei largando Darcy para ir morar com minha tia, Mrs. Gardiner, tornando-me escritora. Alguns caminhos alternativos me fizeram ser desfigurada por ciganos, quebrar o pescoço após escorregar no gelo, suicidar-me após casar com Wickham, matar Mr. Collins com uma livrada no meio da testa e atropelar com a carruagem a prometida de Mr. Willoughby.
Ah, sim, eu também passei por cima de Mr. Elton com minha carruagem. Descobri-me uma pessoa muito sanguinária com esse livro…
E não, não acabo de contar o fim do livro porque, ao final das contas, é você quem faz seu final e ninguém garante que ele será igual ao meu, não?
Confesso que me diverti um bocado enquanto meu caminho se entrecruzava com vários dos personagens de Austen – e tudo de uma maneira bem convincente… exceto pelos vários tipos de mortes e crimes que você pode encontrar em sua jornada. E eu que achava que meu máximo risco era permanecer uma solteirona convicta quando comecei a aventura…
A narrativa segue de perto Orgulho e Preconceito e, claro que uma vez que você conhece os textos originais da autora, você tem condições de tomar suas escolhas com um objetivo específico em mente. O único problema no seu caminho rumo ao coração de Mr. Darcy (ou qualquer outro dos heróis… ou vilões) são as intervenções do narrador-deus que vive tirando pontos de fortuna por que você não pára de amaldiçoar suas estrelas da sorte (cheguei ao final com zero pontos de fortuna…) e, de forma geral, rindo da sua cara.
Não, sério. A impressão que eu tinha era de estar jogando RPG com um mestre sadista que estava o tempo todo rindo de mim por trás do seu livro-guia.
Acredito que seria interessante fazer uma leitura de Lost in Austen em grupo, com várias pessoas competindo para ver quem consegue se casar com o homem de seus sonhos… ou terminar mais miserável. Repito que a idéia poderia ser aproveitada brilhantemente num jogo de tabuleiro – talvez até me anime de tentar fazê-lo amadoramente para colocar a turma do clube do livro daqui jogando (mas numa versão bem mais simplificada).
Para quem gosta de jogos e gostaria de tentar a mão em conquistar seu próprio Darcy (ou qualquer outro dos protagonistas de Austen), é uma excelente pedida. Acho que vou ler de novo, para descobrir novos outros finais além do felizes para sempre…
* Lu Darce (JASBRA-PE) acha que esse livro podia ser adaptado para um jogo de tabuleiro estilo War. Afinal, se no amor e na guerra vale tudo… Essa e outras idéias brilhantes você pode encontrar em Coruja em Teto de Zinco Quente.
VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco – Chá com Jane Austen
A Editora Martin Claret, durante a VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, convida para um chá com Jane Austen.
Luciana Darce, representante da JASBRA (Jane Austen Sociedade do Brasil) em Pernambuco, iniciará um delicioso bate-papo, acompanhado de um chá com petit fours, no estande da Editora Martin Claret, às 16 h do dia 1/10.
O evento é gratuito e haverá sorteio de livros.
Para mais informações, escreva para
editorial@martinclaret.com.br
III Encontro Nacional do JASBRA – Atenção aos prazos!
Para aqueles que são de fora do Recife e pretendem se hospedar no Hostel que o JASBRA fechou o pacote, deve ser preenchido também este formulário ATÉ O DIA 28 DE SETEMBRO. Após essa data, não temos como garantir o preço oferecido para o grupo e vocês terão de fazer as reservas direto com o pessoal do hostel.
Quem quiser, pode se inscrever para apresentar trabalhos no evento, devendo, para tanto, preencher este formulário até o dia 10 de outubro.
O primeiro formulário de inscrição é para todos, ouvintes e palestrantes, INCLUINDO O PESSOAL DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO.
Bem, acho que com isso deu para sanar todas as dúvidas, não é?
Então, recapitulando…
Para fazer a reserva do Hostel, clique aqui. Inscrições encerradas
Para enviar resumos de apresentações, clique aqui. Prazo Final até 10 de outubro.








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