JANE’S HAPPY ENDINGS

Poema inédito da Lúcia Leão – publicado na Revista Literausten número 06/2019.

JANE’S HAPPY ENDINGS

Lúcia Leão[1]

were never there when she arrived.

She would dress, naked

inside, ready inside.

The garden was hers

to redefine, and with no rain

coming her way she learned life

can go on with no crying.

She learned to leave behind

simple beginnings and lessons,

she wanted to replant

in the middle of clouds

– a desire.


[1] Lúcia Leão é tradutora e escritora. Tem mestrado em literatura brasileira pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e mestrado em jornalismo pela Universidade de Miami (Flórida, EUA).

Declaração a Fanny Price

Clube do Livro, 16 de setembro de 2012 – Mansfield Park


O tempo, o espaço e até mesmo o plano existencial nos separam
Mas o amor transcende a tudo
E nada obstante, eu, mero leitor, em pleno Século XXI, das obras de Jane Austen
Encontro-me sob os efeitos de avassaladora paixão por Fanny Price
A doce e querida protagonista do romance Mansfield Park!
Dirão que é loucura!
Loucura? Só porque com ela danço e sinto os seus braços
Em linhas do livro que só eu mesmo vejo?
Só por jurar saber do sabor dos seus beijos?
Ora, caríssimos, o amor – esta força insolente
Que brota do âmago de nossos corações – é, de fato,
Uma loucura! Isso, entre nós, é praticamente um consenso!
Então por que me negar mergulhar nessa insanidade
E amar loucamente a minha doce e querida Fanny?
Permitam-me suspirar com seus doces olhos claros,
Sua amabilidade de gestos, sua irretocável retidão de caráter,
Sua pureza de sentimentos e seus inigualáveis sorrisos!
Deixem-me que chore por todos aqueles que não enxergam
Os óbvios encantos de seu maravilhoso ser!

Michel Sued

Tudo culpa de Jane Austen

A Keggy do blog Poetry Therapy escreveu um poema culpando Jane Austen! Interessante é pensar o quanto Jane Austen se assombraria com a inúmeras habilidades que temos/tivemos que desenvolver/aprimorar enquanto moças de século XXI.

Ilustração de Ann Kronheimer – ilustradora de livros de Jane Austen para crianças. 
Leia os posts completos aqui.

I BLAME IT ALL ON JANE AUSTEN

I BLAME IT ALL ON JANE AUSTEN
IN HER FAMOUS NOVEL, ‘PRIDE AND PREJUDICE’
WHICH WE READ AS YOUNG, IMPRESSIONABLE GIRLS
THOSE MANY YEARS AGO
SHE TOLD OF THE TRAITS THAT
AN ‘ACCOMPLISHED LADY’ WAS EXPECTED TO HAVE –
‘A WOMAN MUST HAVE A THOROUGH KNOWLEDGE
OF MUSIC, SINGING, DRAWING, DANCING
AND MODERN LANGUAGES
TO DESERVE THE WORD’
‘ALL THIS SHE MUST POSSESS
TOGETHER WITH THE IMPROVEMENT OF HER MIND
BY EXTENSIVE READING’
SO I TOOK UP THE PIANO
AND PRACTISED EVERY DAY
(WELL EVERY SO OFTEN)
I SANG – IN THE SHOWER
I DREW – THE CURTAINS EVERY NIGHT
AND I DANCED – AT THE LOCAL DISCO
I READ EXTENSIVELY – ALL THE MAGAZINES IN THE DOCTOR’S WAITING ROOM
AND I SWORE EVERY NOW AND AGAIN – IF YOU’LL PARDON MY FRENCH !
BUT THAT WAS NOT ENOUGH
I STILL WASN’T ACCOMPLISHED
SO I TOOK UP WATERSKIING,
WINDSURFING AND SAILING,
MOUNTAIN BIKING AND SCUBA DIVING
BUT THAT WASN’T ENOUGH
SO I WENT TO YOGA CLASSES,
PRACTISED TAI CHI,
LIFTED WEIGHTS IN THE GYM
AND PLAYED SQUASH
STILL NOT ACCOMPLISHED ENOUGH
SO I LEARNED TO RIDE A MOTORCYCLE,
JOINED A RIFLE AND PISTOL CLUB,
SHOT AT TARGETS
(AND HIT THEM SOMETIMES..)
TOOK UP LONG DISTANCE WALKING,
CLIMBED MOUNTAINS, WENT CROSS-COUNTRY SKIING,
TOOK UP PHOTOGRAPHY AND POETRY,
LEARNT JAPANESE
BUT IT WAS ALL TOO MUCH
SO I STAYED HOME
DID SOME DRAWING
PLAYED THE PIANO
SANG ALONG TO THE RADIO
DANCED ROUND THE ROOM
AND READ MY LIBRARY BOOKS
I BLAME IT ALL ON JANE AUSTEN…

Rupert recita Bright Star

Por indicação da Andréia Almeida, eu acabei de assistir uma gravação feita pelo ator Rupert Penry-Jones (Capitão Wentworth de 2007) do poema Bright Star de John Keats. Para quem não conhece ainda o poeta inglês, eu já escrevi um post aqui no blog a respeito de um filme, com o mesmo nome do poema, a respeito da vida do jovem poeta. Veja maiores detalhes aqui você poderá assistir ao trailler do filme aqui.

Abaixo, o poema Bright Star:
O poema Bright Star (John Keats)
Bright star, would I were steadfast as thou art –
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like Nature’s patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth’s human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors –
No – yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow’d upon my fair love’s ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever – or else swoon to death.

Lançamento do novo livro de Claufe Rodrigues

Para quem estiver ou morar no Rio de Janeiro, aqui está uma dica imperdível: O lançamento do livro de poesias ‘O pó das palavras’ do meu amigo Claufe Rodrigues. Para quem não se lembra, o Claufe conduziu o programa sobre Jane Austen na Globo News.
Para conhecer mais sobre o Claufe Rodrigues, visite o site: http://www.clauferodrigues.com/