Carta para Jane Austen

A amiga Bárbara Borba decidiu fazer uma singela homenagem à Jane Austen em comemoração aos 206 anos de publicação de Orgulho e Preconceito. O livro foi publicado em 28 de janeiro de 1813 e desde então tem sido o maior sucesso de Austen.

Pride and Prejudice – Editora Rockport

Cara Jane Austen,

Hoje sua obra literária, Orgulho & Preconceito, comemora 206 anos. Muito obrigada por este belo romance que revolucionou a literatura inglesa! 
Definitivamente, sua obra mais popular não é um romance parco, porque você não era uma mulher de frivolidades. Como cristã, grande observadora da sociedade, experimentou sofrimentos e prazeres nesta terra e os reproduziu de forma genial em seus personagens que a eternizaram.
Quando conheci sua obra aos 16 anos, o que mais me encantou foi sua valorização à moral e à ética, aspectos fundamentais no caráter de qualquer pessoa e, ao mesmo tempo, tão escassos em nossa sociedade. Por meio de Orgulho & Preconceito, conheci homens de extrema honradez, além de mulheres que, apesar de femininas e doces, não tinham nada de fracas.
Porém, a lição mais importante que aprendo com Orgulho & Preconceito é que o amor não é baseado somente em sentimentos, mas principalmente em decisões, pois amar é um ato nobre e deliberado.Decisão é uma resolução tomada após julgamento, juízo e sentença. Já o sentimento é uma percepção de íntima intuição.O amor não é sustentado apenas por sentimentos, ele floresce e amadurece com as decisões. 
Darcy julgou Elizabeth durante todo o tempo de convivência e vice-versa, eles não foram levados por suas emoções, mas usaram um princípio bíblico registrado em Lucas 14:28: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem o suficiente para completá-la?”.Darcy avaliou se tinha recursos internos e externos necessários para entrar em uma relação com Lizzie. Somente após ter certeza é que ele foi até ela sendo vulnerável e expondo seus sentimentos, imbuído da decisão de casar-se com sua amada. Lizzie, por sua vez, entra em um conflito interno, que o próprio título nos revela em Orgulho & Preconceito. Apenas depois de refletir sobre seus sentimentos, sobre as atitudes que mostraram arrependimento e extrema retidão de Darcy, bem como as implicações que o “sim” ao casamento traria é que ela decide que valeria a pena amar aquele homem de personalidade forte.
Por fim, descobri com esta obra que a expressão “Felizes para sempre” não combina com nenhuma relação. Prefiro imaginar um casal que acorda todos os dias e que olha um para o outro, cultivando aquela decisão de amar que os uniu no início da relação.
Mais uma vez, muito obrigada Jane querida, por essa obra atemporal! 
Vida longa a Orgulho & Preconceito!

Respeitosamente,

Bárbara Gabriela G. Borba

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