Jane Austen e a Páscoa

Começo este post relembrando um post que fiz em 2009, nesta mesma ocasião: Páscoa! Na época, o blog ainda se chama Jane Austen Club e estávamos em meios aos preparativos para a criação da JASBRA e o I Encontro Nacional da sociedade.

A páscoa na época de Jane Austen (incluindo os 40 dias seguidos – ascenção de Cristo) eram uma época para viajar e visitar a família. Como nessa época do ano é primavera no hemisfério norte, certamente é uma época mais propícia para que as famílias daquela época pudesse viajar em estradas secas e o clima estaria mais agradável. Todo tipo de referência à páscoa em seus livros e suas cartas involve viagens. Ainda segundo a revista do Jane Austen Centre, a passagem mais conhecida é quando Mr. Darcy chega em Rosings Park para visitar sua tia, Lady Catherine DuBourgh (Pride and Prejudice).

Para conhecer um pouco mais sobre a páscoa na época de Austen, leia aqui.
Leia também o post da Vic Sanborn (Jane Austen’s World) sobre a páscoa.
 

No post de 2009, eu também fiz uma relação dos livros de Austen que citam a páscoa. Vale à pena relembrar:
 
Razão e Sensibilidade, na ocasião em que “… os Palmer iriam voltar para Cleveland em fins de março, antes dos feriados da Páscoa…” (Razão e Sensibilidade, capítulo III).
Emma: “-Não sei, querida… mas é que faz tanto tempo que não vieram! A última vez foi por Páscoa, e só por muito poucos dias… que o senhor John Knightley seja advogado é um grande inconveniente… Pobre Isabella! Que triste é que tenha que estar separada de todos nós! E que pena terá quando vier e não encontre aqui à senhorita Taylor!” (Emma, capítulo IX).
Orgulho e Preconceito: “Deste modo tranquilo passaram os primeiros quinze dias da sua visita. Aproximava-se a Páscoa e a semana que a precedia traria uma pessoa a Rosings; e, numa família tão pequena, tal acréscimo não deixava de ser importante” (Orgulho e Preconceito, capítulo XXX).
Mansfield Park: “Setecentas libras por ano é uma bela renda para um irmão mais moço; e como ele continuará a viver na casa dos pais, tal renda se destinará por completo para seus “menus plaisirs”; e um sermão no Natal e um na Páscoa, creio eu, será toda a soma de seus sacrifícios” (Mansfield Park, capítulo XXIII).
Nota: Mansfield Park é o livro que mais cita a páscoa!
Texto escrito com a colaboração de Lília dos Anjos.
*****
Acima de todas as coisas, acredito que este é o momento ideal para reflexões, orações e mudanças! Um bom renovo na vida de todos vocês! Boa páscoa!
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