Abadia de Northanger (1817)

Resumo: Esta historia maliciosa e delicada convida o leitor a refletir sobre a utilidade de ler romances. Com agradável senso de humor, a autora zomba dos romances góticos e seus exageros beirando o ridículo, e introduz a sua história em um cenário cotidiano e plausível, nem por isso menos terno. Jane Austen faz a critica social de seu tempo e também a análise moral de seus personagens. A heroína, Catherine Morland, deixa-se arrebatar pela imaginação viciada em leituras sobre crimes misteriosos em castelos assombrados. Catherine é a quarta filha entre dez irmãos, residente em Hertfordshir. Seus pais, não sendo pobres, não têm como prever de um bom dote tão numerosa prole. Alem disso, Catherine não se destacava em beleza nem em inteligência – em suma, uma garota normal. Aos dezessete anos, Catherine vai com sua amiga Sally para Bath, estação de águas, por seis semanas. Lá se hospedam com a Sra. Allen, que acompanha as moças aos bailes e passeios da temporada. Em seu primeiro baile, Catherine conhece Henry Tilney, simpático cavalheiro de vinte e cinco anos. A Sra. Allen encontra a Sra. Thorpe e suas filhas, uma das quais, Isabella, torna-se amiga de Catherine, enquanto seu filho, John, deseja ser seu namorado. Isabella é namoradeira e envolve-se com diversos rapazes, entre os quais o irmão de Catherine, James e o irmão mais velho de Henry, Frederick, para grande espanto de Catherine. John Thorpe é muito desagradável e de varias maneiras indelicadas frustra os encontros de Catherine com Eleanor Tilney, por quem a moça nutre uma amizade sincera, e não por ser ela apenas a irmã mais moça de seu eleito. É Eleanor quem convida Catherine a hospedar-se por algum tempo na abadia de Northanger, propriedade da família Tilney. Catherine aceita o convite com prazer, inclusive por querer ver-se longe dos Thorpe. Na abadia, é flagrada em atitudes ridículas à procura de mistérios e pistas criminosas, até dar-se contas de que está em uma propriedade antiga, não em um castelo mal assombrado. James escreve para a irmã, contando que Isabella o abandonara e estava de casamento marcado com Frederick. Eleanora e Henry ficam muito surpresos e não acreditam na notícia. Henry retira-se por uns dias para sua residência em Woodston, onde o pai deverá aparecer em breve com as duas moças. O general Tilney, que a princípio parece estar bem impressionado com a amiga dos filhos, insinua algumas modificações a serem feitas na propriedade para a futura esposa de Henry, e dá a entender que gostaria de ter Catherine como nora. Isabella escreve a Catherine, desejando seu auxilio para reaproximar-se de James, agora que Frederick se afastou. Catherine fica chocada com a audácia de Isabella e a ignora. Pouco tempo depois, Catherine é surpreendida por um criado que a faz partir às pressas, de madrugada, sob o olhar constrangido de Eleanor, que não consegue desculpar o comportamento do pai. O general, que pensara que Catherine era uma rica herdeira, praticamente a expulsa ao descobrir seu erro. Henry, ao saber do ocorrido, desafia o pai e parte para Hertfordshire solicitar a mão de Catherine em casamento, mas os pais da moça acabam sensatamente aconselhando o casal a esperarem pelo consentimento do general. Eleanor casa-se com um rico visconde e usa sua influência para defender a causa do irmão. Descobre-se que John Thorpe havia caluniado a família de Catherine, pintando-a como miserável e caça-dotes, e quando o general descobre a verdade faz as pazes com os namorados, que, enfim, casam-se, e ‘os obstáculos, longe de prejudicar sua felicidade, asseguraram-na, fazendo-os se conhecer melhor, fortificando-os no amor’.

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ATENÇÃO
O resumo acima pertence ao site:

Esta obra de Jane Austen é de domínio público e encontra-se disponível para download:
Versão em Inglës
Versão em áudio
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2 thoughts on “Abadia de Northanger (1817)

  1. Glenda Moraes 27/08/2010 / 12:40 AM

    Fico extremamente feliz que tenha um blog só sobre nossa querida Jane! Já quase li todos os livros dela (faltando Lady Susan) e esse, em especial, me encantou demais (ouso dizer que até mais do que Orgulho e Preconceito).
    É um livro que, querendo ou não, se aproxima de nós, seja pelo jeito diferenciado que Jane o escreveu (conversando com o leitor ou ironizando as bobagens que Catherine pensava) ou em como os personagens são tão iguais a nós.
    Ela, uma adolescente bem inocente e inexperiente, o general simpático e gracioso só com quem tem dinheiro, Henry divertido e irônico, Isabella com uma amizade tão ridícula que beira a falsidade e Thorpe que é um metido a gostosão que diz mentiras pra parecer que tem um cérebro.
    É simplesmente fascinante!

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