Resultado do sorteio Jane Austen Day!

Prezados leitores, quero pedir desculpas à vocês porque o resultado do sorteio estava programado para ser publicado no dia 27 (sábado) porque eu ia fazer uma pequena viagem. No entanto, por um erro grosseiro de digitação, programei o post para ser publicado no dia 27 de janeiro…

Graças à leitora Camile Costa, fui alertada de que o resultado do sorteio ainda não havia sido publicado. Sendo assim, aqui estão os sortudos!

Foram 101 participantes! O resultado do sorteio será pela publicação dos livros, ou seja:
Razão e Sensibilidade  – (82) Maria Célia de Oliveira Martiliano
Orgulho e preconceito – (52) Giselle Lizarda
Mansfield Park – (101) Marcia Tavares
Emma – (95) Eliane Assis do Nascimento
Abadia de Northanger – (78) Murilo Tárcio
Persuasão – (92) Erika Helena Nicolielo Fernadez
Os sorteados deverão me confirmar por email o endereço até o dia 05 de janeiro. Aguardo vocês! Parabéns! 

Jane Austen Day – Sorteio!

Para comemorar os 239 anos de nascimento da nossa querida Jane Austen e celebrar o Jane Austen Day, oficializado lá na Inglaterra, vou sortear a coleção da Martin Claret, com 6 livros! Serão 6 ganhadores! Mas para participar vocês deverão responder à pergunta
O que Jane faria se fosse uma mocinha vivendo em uma grande cidade em 2014?

* respostas apenas no formulário abaixo! 
Respostas até 25 de dezembro, o resultado do sorteio será publicado aqui no blog no dia 26!

Gazeta de Longbourn Apresenta: Among the Janeites

Se você não é um Janeite, nada poderia explicar isso – o fantasiar-se, as repetidas sessões da cena da camisa molhada, as discussões intermináveis sobre os feitos de pessoas que não são reais. Se você é um Janeite, isso dificilmente precisa de explicação. O que poderia ser mais fascinante que tudo isso?

Esse livro é meio que um relato parte autobiografia, parte investigação jornalística sobre o mundo dos fãs de Jane Austen. Yaffe começa falando sobre sua própria descoberta da autora, ainda adolescente; sobre sua primeira experiência encontrando outros aficionados, sua primeira participação num dos encontros anuais da Jane Austen Society of North America, descobrindo-se parte de uma comunidade que se estende por praticamente todo o globo.

Ela mergulha nesse mundo com pessoas que mais que ler, decidem vestir os figurinos da época; viaja numa excursão pela Inglaterra de Austen; entrevista autores de fanfics que terminaram por publicar suas continuações da história bem como professores e catedráticos; aprende a dançar à moda do período regencial… descobre uma inteira subcultura que tanto floresce entre os muros da Academia quanto alcança status de ícone pop.

Ao mesmo tempo em que revela histórias de pessoas que se encontraram ou encontraram um propósito no mundo escrito por Austen – a ex-enfermeira que preside um clube de biblioterapia, em que os membros lêem os livros e encontram personagens que conseguem superar obstáculos parecidos com os seus; o advogado obcecado com as conexões e histórias sombrias que enxerga nos romances de costume vividos em tranqüilos mundos rurais; a escritora de fanfics que consegue escapar de um casamento abusivo – ela se enrola em suas pesquisas, lendo mash-ups, vasculhando a internet atrás de corseletes para usar com seu vestido de época no baile do encontro que comemorará o bicentenário de Razão e Sensibilidade e colecionando histórias que parecem saídas das páginas… bem, das páginas de um romance.

“Eu não gosto de Fanny Price. Ela é muito parecida comigo. Ela é entediante.”

Essa é a pessoa com quem vou me casar, George pensou. Fanny Prince não é entediante. Fanny Price é o epítome da integridade, convicção, brilho, pureza. Casar com Fanny Price? O que poderia ser melhor?

Ele é um fofo, Devoney pensou. Ela considerou a gravata borboleta. Eu espero que ele não seja gay.

Ela é… um pouquinho esnobe em certas tiradas – eu não pude deixar de sentir que ela meio que desdenha de fãs que começaram a partir das séries e estão mais preocupadas em suspirar pelos atores que debater a sério – mas embora às vezes eu ficasse um pouco de pé atrás com o preconceito que aparecia de leve, tenho de dizer que no todo, é um livro bem interessante.

Eu me reconheci e reconheci vários amigos em muitas das pessoas que ela nos apresenta nas páginas do livro, em também em muitas das situações que ela descreve. Há certas situações que parecem absurdas, mas, bem, cada um tem direito à sua interpretação, não é verdade?

E essa é uma das principais conclusões a que Yaffe chega ao final do seu livro: cada um de nós enxerga sua própria Jane Austen, tem uma forma de interpretá-la. Todo mundo pode encontrar em sua obra algo que ressoa em sua própria vida – valores que admira, personagens que se assemelham a pessoas da vida real, códigos secretos… mas o importante é que, independente de tudo o mais, essa é uma paixão que une pessoas, capaz de transformar vidas, de criar um senso de comunidade que passa por cima de diferenças de idade, gênero, crença.

Isso, enfim, que faz de nós, janeites.